AGRONEGÓCIO

Dia do Pecuarista: valorização do bem-estar animal impulsiona produtividade e sustentabilidade no campo

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Neste 15 de julho, Dia do Pecuarista, a Zoetis — líder global em saúde animal — homenageia os mais de 1,37 milhões de profissionais brasileiros dedicados ao cuidado com os rebanhos, à produção de alimentos e ao fortalecimento da economia nacional. A atuação desses trabalhadores tem papel decisivo para que o Brasil se mantenha como maior exportador, segundo maior produtor e terceiro maior consumidor de carne bovina no mundo.

Pecuária é motor do agronegócio brasileiro

De acordo com análise da CNA/Cepea, o setor pecuário vem apresentando forte desempenho em 2024. O Produto Interno Bruto (PIB) da pecuária brasileira cresceu 12,48% no ano, consolidando-se como uma das principais forças do agronegócio nacional.

Diante desse cenário positivo, a Zoetis destaca a importância do manejo adequado desde a base da produção, como estratégia para garantir saúde animal, eficiência zootécnica e sustentabilidade nas propriedades rurais.

Cria e recria: fases decisivas para a produtividade

O Brasil detém o maior rebanho bovino do mundo, com cerca de 234 milhões de cabeças. Nesse contexto, os cuidados com os bezerros e o manejo eficiente nas fases de cria e recria são essenciais para o desempenho futuro dos animais, tanto na pecuária de corte quanto na de leite.

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Investir em protocolos sanitários desde o nascimento reduz os riscos de doenças, melhora o ganho de peso e contribui para a precocidade e longevidade produtiva do rebanho. “A saúde do rebanho começa no berço. O pecuarista que planeja e protege desde cedo está construindo produtividade sustentável”, afirma Daniel Miranda, gerente de Produto da Zoetis.

Estratégias integradas garantem imunidade e crescimento

Durante as fases iniciais da vida animal, o manejo correto envolve desde os cuidados com a vaca no pré e pós-parto, passando pela oferta de colostro e monitoramento dos primeiros dias de vida, até a transição após a desmama. A combinação de estratégias nutricionais, sanitárias e de bem-estar, junto ao uso de tecnologias — como vacinas e vermífugos —, é essencial para garantir imunidade, crescimento saudável e preparo para a fase adulta.

“O pecuarista tem um papel central nesse processo. É ele quem aplica o conhecimento técnico, identifica as necessidades do rebanho e toma decisões que influenciam diretamente nos índices zootécnicos e no retorno econômico da fazenda”, complementa Miranda. “Valorizar esse profissional é reconhecer a importância de uma pecuária mais moderna, responsável e sustentável.”

Soluções de saúde animal para os principais desafios da pecuária

Entre as soluções oferecidas pela Zoetis, estão produtos voltados à prevenção de doenças respiratórias, uma das principais causas de perdas econômicas na pecuária jovem. A vacina intranasal Inforce® 3, por exemplo, é indicada para bezerros a partir dos primeiros dias de vida e oferece proteção rápida contra vírus respiratórios. Já o Bovishield® Gold atua nos protocolos vacinais de recria, protegendo o rebanho em momentos críticos como o desmame e a adaptação ao novo manejo.

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Compromisso com a pecuária eficiente e responsável

Ao reconhecer o papel estratégico do pecuarista e oferecer suporte técnico com soluções completas para a saúde animal, a Zoetis reforça seu compromisso com o desenvolvimento de uma pecuária brasileira cada vez mais eficiente, sustentável e alinhada com as boas práticas de bem-estar animal.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Governo prepara MP para renegociar R$ 100 bi em dívidas rurais com juros a partir de 5% aa

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O governo federal deve publicar até a próxima semana uma medida provisória para facilitar a renegociação de mais de R$ 100 bilhões em dívidas bancárias de produtores rurais. A proposta terá juros entre 5% e 12% ao ano, prazo de até dez anos e dois anos de carência.

A revelação foi feita nesta sexta-feira (10.07) pelo ministro da Fazenda, Dario Durigan. Ele afirmou que a medida pretende dar uma resposta definitiva ao endividamento no campo. Segundo ele, o governo buscou aproximar as reivindicações dos produtores dos limites do Orçamento federal.

A renegociação será dividida em duas modalidades. A primeira atenderá produtores que sofreram perdas mais graves provocadas pelo clima. Para entrar nessa faixa, será necessário comprovar prejuízo de pelo menos 40% em duas safras.

Nesses casos, os juros serão de 5%, 8% ou 11% ao ano, conforme as condições do financiamento. A dívida poderá ser paga em até dez anos, com dois anos de carência.

A segunda modalidade será voltada aos produtores que perderam mais de 30% em duas safras entre 2019 e 2025. Serão considerados tanto os prejuízos provocados pelo clima quanto os causados pela queda da renda ou dos preços dos produtos agrícolas.

Para esse grupo, os juros serão de 6%, 9% ou 12% ao ano. O prazo para pagamento será de até oito anos, também com dois anos de carência.

Em nenhuma das duas modalidades será exigido pagamento de entrada. O produtor, no entanto, terá de apresentar documentos que comprovem os prejuízos.

“Não posso permitir que dinheiro público faça auxílio para quem não comprove perda”, afirmou Durigan.

A inclusão das perdas provocadas pelas oscilações de preços foi uma reivindicação da bancada ruralista. Até então, as discussões estavam concentradas principalmente nos produtores afetados por secas, enchentes e outros eventos climáticos.

Segundo o ministro, o governo decidiu ajudar o setor a enfrentar a instabilidade do mercado, embora esse tipo de apoio não seja comum em outras atividades econômicas.

Limite de até R$ 8 milhões por produtor

O valor máximo da renegociação dependerá da origem do prejuízo. Produtores atingidos pelas perdas climáticas mais graves poderão renegociar até R$ 8 milhões por CPF. Nos casos relacionados à queda de preços e de renda, o limite será de R$ 4 milhões.

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Durigan afirmou que a proposta está próxima do que foi apresentado pelo setor agropecuário. O governo, porém, procurou limitar o custo para o Tesouro e evitar que o programa prejudique a oferta de crédito rural nos próximos anos.

A estimativa é que a medida provoque um impacto adicional de R$ 2 bilhões a R$ 3 bilhões por ano nas contas federais. “Não podemos dar um passo maior que a nossa perna, porque senão vou prejudicar o crédito do agro no futuro e outros setores da economia”, declarou o ministro.

Segundo Durigan, bancos de diferentes regiões relataram aumento da inadimplência no campo. Uma parte dos produtores teria deixado de pagar as parcelas enquanto aguardava a criação de um novo programa de renegociação.

O ministro disse que a medida provisória pretende encerrar essa espera e dar segurança tanto aos produtores quanto às instituições financeiras.

Garantias poderão ser reaproveitadas

A proposta terá dois mecanismos para facilitar a contratação da renegociação. O primeiro permitirá que os bancos aceitem os mesmos bens apresentados como garantia nos financiamentos originais, mesmo que as operações estejam atrasadas.

Na prática, o produtor não deverá ser obrigado a oferecer novos imóveis, máquinas ou outros bens para renegociar a dívida.

O segundo mecanismo determinará que o valor da garantia seja ajustado ao tamanho da dívida renegociada. Essa mudança também foi solicitada por representantes do agronegócio.

O governo concordou ainda com a criação de um fundo garantidor para o crédito rural. O fundo deverá receber recursos da União, dos bancos e da iniciativa privada para cobrir parte das primeiras perdas em futuras operações.

O objetivo é reduzir o risco dos financiamentos e preservar o acesso dos produtores ao crédito. O modelo será semelhante, guardadas as diferenças, ao Fundo Garantidor de Créditos, que protege correntistas e investidores do sistema financeiro.

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Dívidas com tradings e revendas ficarão de fora

A principal limitação da medida provisória será a ausência de uma solução para as dívidas contraídas diretamente com tradings, cooperativas e revendas de insumos.

De acordo com cálculos da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), esses débitos representam cerca de 65% do passivo atual do setor. Apesar do peso dessas operações, o governo não pretende incluí-las no programa neste momento.

A MP permitirá renegociar Cédulas de Produto Rural (CPRs) emitidas em favor de instituições financeiras. Os títulos mantidos fora do sistema bancário, porém, não terão o mesmo tratamento.

O produtor poderá emitir uma nova CPR para pagar uma cédula anterior. Os juros serão acertados livremente entre as partes, mas a nova operação poderá ter prazo maior.

Representantes do setor consideram a medida provisória uma solução possível para o momento, diante da resistência ao Projeto de Lei 5.122/2023, que tramita no Congresso e propõe uma renegociação mais ampla.

A Frente Parlamentar da Agropecuária reconhece avanços no texto, principalmente a inclusão dos produtores prejudicados pela queda dos preços. A bancada ainda tenta convencer o governo a manter todas as taxas abaixo de 10% ao ano.

Há maior acordo em relação aos prazos de pagamento e aos limites de cada operação. Nos bastidores, parlamentares ligados ao agronegócio também têm elogiado a condução das negociações por Durigan.

Ainda existe preocupação com a reação dos produtores do Rio Grande do Sul, um dos Estados mais atingidos por perdas climáticas e pelo aumento do endividamento. A insatisfação no campo também pode ter consequências políticas e eleitorais.

Caso a medida provisória não funcione ou atenda a um número pequeno de produtores, parlamentares poderão voltar a pressionar pela votação do Projeto de Lei 5.122/2023 na Câmara dos Deputados.

Enquanto isso, o setor produtivo e a bancada ruralista deverão continuar as negociações em busca de uma saída para as dívidas com tradings e fornecedores de insumos, que não serão alcançadas pelo programa federal.

Fonte: Pensar Agro

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