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Prefeitura de Cuiabá faz Curso Introdutório com 45 novos agentes de combate a endemias

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A Secretaria Municipal de Saúde de Cuiabá deu início, na manhã desta segunda-feira (14), ao curso introdutório voltado aos novos agentes de combate a endemias aprovados no último processo seletivo. A atividade aconteceu no auditório da Vigilância Sanitária e marca o início oficial da atuação dos 45 novos profissionais, que já iniciaram o trabalho de campo, após uma etapa prévia de acolhimento e capacitação.

Coordenado pela equipe da Vigilância em Zoonoses, o curso introdutório visa alinhar conceitos, rotinas e estratégias de atuação dos agentes, além de fornecer orientações detalhadas sobre o trabalho preventivo e educativo realizado nas residências.

“Essa fase introdutória é fundamental para garantir que os agentes estejam preparados para atuar em campo com segurança e conhecimento. O curso oferece todas as informações necessárias sobre as formas de controle e prevenção das arboviroses e zoonoses em geral. Embora eles já tenham passado por um treinamento inicial e estejam atuando, esse momento é importante para certificá-los oficialmente, garantindo a qualificação necessária para a execução das ações”, explicou Alessandra Carvalho, coordenadora da Vigilância em Zoonoses de Cuiabá.

Segundo Alessandra, os novos agentes permitirão ampliar a cobertura de atuação da equipe de endemias no município, que enfrenta desafios constantes devido à expansão urbana acelerada. “Com essa nova leva, devemos alcançar uma cobertura de até 85% das áreas urbanas. No entanto, como Cuiabá segue crescendo, precisamos continuar realizando recontagens de imóveis e reestruturações nas áreas de atuação para garantir que nenhum território fique descoberto”, completou.

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Durante a abertura do curso, a secretária municipal de Saúde, Dra. Lucia Helena Barboza Sampaio, deu as boas-vindas aos novos profissionais e ressaltou a importância da atuação preventiva na saúde pública.

“Prevenção é sempre mais barata e mais eficaz do que o tratamento. Se tivéssemos tido uma atuação mais ampla no ano passado, talvez não tivéssemos enfrentado o surto que passamos. O trabalho de vocês, agentes, é essencial. Vocês estabelecem um vínculo direto com a população, são a porta de entrada da informação dentro das casas, e isso é poderoso. Estamos enfrentando ameaças como o sarampo e precisamos que vocês incentivem a vacinação, inclusive entre os adultos. Confiamos muito no trabalho de vocês e desejamos que essa semana seja de muito aprendizado. Bem-vindos ao time!”, declarou a secretária.

Entre os novos agentes está Ana Paula Canavarros, que celebrou com emoção a conquista da vaga e falou sobre a responsabilidade que assume a partir de agora. “O processo foi longo e desafiador, mas estou muito feliz de estar aqui. É uma sensação de satisfação enorme. Eu sei que tenho uma missão importante pela frente. Trabalhar com pessoas nunca é fácil, e muitas vezes enfrentamos resistência nas casas por falta de informação sobre o nosso trabalho. Por isso, é fundamental que a população seja conscientizada sobre o papel do agente de endemias. Só assim vamos conseguir diminuir as recusas e casas fechadas, que ainda são uma realidade”, disse.

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A programação do curso introdutório segue ao longo da semana, com aulas teóricas e discussões sobre as práticas do dia a dia dos agentes em campo. A iniciativa reforça o compromisso da Prefeitura de Cuiabá com a qualificação dos profissionais da saúde e o fortalecimento das ações de combate às doenças endêmicas no município.

#PraCegoVer

A imagem mostra um grupo de pessoas envolvidas em uma ação de capacitação de novos agentes comunitários de endemias (ACE). O local é amplo, bem iluminado, com paredes e piso brancos. A imagem apresenta diversas cores, tornando o ambiente visualmente agradável.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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AGRONEGÓCIO

Soja brasileira caminha para safra recorde de 182 milhões de toneladas e reforça liderança global em 2026

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A soja brasileira segue consolidando sua posição como principal protagonista do agronegócio mundial. De acordo com o relatório AgroInfo Junho 2026, divulgado pelo Rabobank, o Brasil deverá colher uma safra histórica de 182 milhões de toneladas na temporada 2025/26, volume que representa um acréscimo de 10 milhões de toneladas em comparação ao ciclo anterior.

O resultado reflete a combinação entre expansão moderada da área cultivada e condições climáticas favoráveis ao desenvolvimento das lavouras, fortalecendo ainda mais a competitividade do país no mercado internacional.

Produção recorde fortalece oferta brasileira

Segundo a análise do RaboResearch Food & Agribusiness, o desempenho da safra brasileira confirma o elevado potencial produtivo do setor, mesmo em um ambiente global marcado por incertezas geopolíticas e oscilações nos preços das commodities.

Além do crescimento da produção, a demanda pela oleaginosa continua apresentando sinais robustos, sustentando perspectivas positivas para toda a cadeia produtiva.

Exportações seguem em ritmo acelerado

As exportações brasileiras de soja mantêm forte desempenho em 2026. Dados compilados pelo Rabobank mostram que os embarques entre janeiro e maio registraram crescimento de 8% em relação ao mesmo período do ano passado.

A expectativa é que o Brasil exporte aproximadamente 113 milhões de toneladas ao longo do ano, estabelecendo um novo recorde e ampliando em cerca de 5 milhões de toneladas o volume embarcado em comparação a 2025.

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Mesmo diante da valorização do real frente ao dólar e do aumento dos custos logísticos internos, a soja brasileira continua altamente competitiva no mercado global, especialmente em relação aos principais concorrentes internacionais.

Mercado internacional influencia preços

Durante o primeiro semestre de 2026, os preços da soja foram fortemente impactados pelo cenário geopolítico internacional.

A expectativa de exportações expressivas dos Estados Unidos para a China ajudou a sustentar as cotações na Bolsa de Chicago (CBOT), enquanto o conflito envolvendo Estados Unidos e Irã impulsionou os preços do petróleo e dos óleos vegetais, incluindo o óleo de soja.

Esse movimento levou os contratos da oleaginosa a alcançarem níveis próximos de US$ 12,20 por bushel em março. Entretanto, a valorização observada em Chicago não se refletiu integralmente nos preços recebidos pelos produtores brasileiros.

A combinação entre prêmios mais baixos nos portos e a valorização do real limitou os ganhos no mercado interno, mantendo as cotações em reais relativamente estáveis ao longo do período.

Esmagamento cresce com margens mais atrativas

Outro destaque do relatório é o fortalecimento da indústria de processamento.

Mesmo com o adiamento do aumento da mistura obrigatória de biodiesel ao diesel, as margens de esmagamento foram beneficiadas pela valorização do óleo de soja.

No primeiro trimestre de 2026, o volume processado atingiu 14,3 milhões de toneladas, crescimento de 10% em relação ao mesmo período de 2025.

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A tendência é que a demanda por derivados continue sustentando o avanço do esmagamento ao longo do ano.

Clima nos Estados Unidos e El Niño entram no radar

Nas últimas semanas, os fundamentos de mercado voltaram a assumir protagonismo na formação dos preços globais.

O avanço do plantio e as boas condições das lavouras norte-americanas pressionaram as cotações da soja em Chicago, que registraram queda próxima de 5% durante junho.

Segundo o Rabobank, caso o clima continue favorável nos Estados Unidos, os preços poderão sofrer novas correções no curto prazo.

Por outro lado, após o início da colheita norte-americana, a atenção dos investidores deverá migrar para a América do Sul, especialmente para os possíveis impactos do fenômeno El Niño sobre a safra brasileira 2026/27.

Perspectivas para o produtor

Apesar da volatilidade dos mercados internacionais e das incertezas climáticas para a próxima temporada, o cenário para a soja brasileira permanece amplamente favorável.

A combinação entre safra recorde, crescimento das exportações, aumento do esmagamento e forte demanda global reforça o papel estratégico da cultura para o agronegócio nacional.

No entanto, produtores devem acompanhar atentamente fatores como o comportamento do clima, a evolução da demanda chinesa, os custos logísticos e os movimentos do câmbio, que continuarão exercendo influência direta sobre a rentabilidade do setor nos próximos meses.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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