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Vetnil aposta em inovação e entra nos segmentos de terapias celulares e testes in vitro com aquisição da Bio Cell e Bio Innova

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A Vetnil, empresa brasileira referência em soluções para saúde animal, anunciou a aquisição de participação majoritária nas empresas Bio Cell e Bio Innova, reforçando sua estratégia de crescimento e inovação na medicina veterinária. Com o investimento, a Vetnil passa a deter 62% do capital das duas companhias, enquanto as sócias-fundadoras permanecem com 38%, em um modelo de gestão compartilhada que une expertise científica à capacidade de expansão do negócio.

“Acreditamos no potencial transformador das terapias celulares e dos testes in vitro para o futuro da medicina veterinária”, afirmou Vera Ribeiro, sócia e presidente do Conselho da Vetnil. “Com essa aquisição, ampliamos nosso portfólio com soluções avançadas e altamente escaláveis, em sintonia com nosso compromisso com ciência, inovação e bem-estar animal.”

Bio Cell: pioneirismo em terapias celulares veterinárias

Com mais de 20 anos de atuação, a Bio Cell foi o primeiro laboratório brasileiro autorizado pelo Ministério da Agricultura (MAPA) a realizar tratamentos com células-tronco em cães, gatos e equinos. A empresa conta atualmente com 65 unidades avançadas implantadas em clínicas e hospitais veterinários e mais de 900 profissionais afiliados.

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Inicialmente focada em embriões bovinos por fertilização in vitro (FIV), a Bio Cell evoluiu para o desenvolvimento de biotecnologias voltadas à saúde animal. Hoje, oferece terapias celulares para mais de 20 doenças, com destaque para o tratamento de lesões ortopédicas, osteoartrites, tendinopatias, endometrites e úlceras de córnea em equinos.

Bio Innova: tecnologia e ética nos testes in vitro

A Bio Innova, fundada em 2019, atua com métodos alternativos ao uso de animais em testes, desenvolvendo biofármacos por meio de análises in vitro, com mais precisão, rapidez e responsabilidade ética. A empresa representa uma evolução no processo de pesquisa e desenvolvimento da Vetnil, permitindo avaliar eficácia e segurança de novos produtos com menor impacto animal.

“Essa frente reforça nosso compromisso com práticas mais sustentáveis e com a ciência baseada em evidências”, afirmou Vera Ribeiro.

Crescimento expressivo no horizonte das terapias celulares

Estudo conduzido pela própria Vetnil estima que o mercado de terapias celulares veterinárias para equinos poderá crescer mais de 500% nos próximos cinco anos. Com um faturamento de R$ 300 milhões em 2024, a empresa projeta um aumento de 15% na receita como resultado direto do movimento de fusão e aquisição (M&A).

A Vetnil acredita que a maior barreira ainda é o desconhecimento sobre as aplicações da terapia celular. “Muitos veterinários só recorrem a essa alternativa quando outras falharam. Queremos mudar essa percepção e mostrar que é uma solução viável, eficaz e mais acessível do que se imagina”, reforçou Vera.

Modelo de expansão baseado em unidades padronizadas

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As unidades da Bio Cell funcionam em um modelo padronizado, que inclui o fornecimento de equipamentos, células-tronco e treinamentos obrigatórios, semelhante ao sistema de franquias. A Vetnil está analisando se esse modelo será mantido ou adaptado para melhor atender às demandas do setor equino.

“Essa aquisição representa um marco para a Vetnil e para todo o setor veterinário brasileiro. Estamos abrindo um novo capítulo na medicina veterinária, com soluções mais eficazes, éticas e sustentáveis para quem cuida dos animais”, conclui a dra. Patrícia Malard, CEO fundadora da Bio Cell.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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El Niño 2026 deve aumentar umidade dos grãos e elevar risco de perdas na safra de inverno no Sul

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O retorno do fenômeno climático El Niño ao cenário agrícola de 2026 já preocupa produtores de culturas de inverno no Sul do Brasil. Com probabilidade de até 87% de formação no segundo semestre, o evento deve provocar aumento das chuvas durante fases decisivas do ciclo produtivo, afetando diretamente lavouras de trigo, cevada, aveia e canola.

Levantamento da MOTOMCO mostra que o excesso de umidade já começa a impactar as projeções para a próxima safra de trigo no Rio Grande do Sul. A análise, baseada em mais de 8 mil cargas monitoradas pelo Sistema de Gestão de Umidade (SGU), aponta que o teor médio de umidade dos grãos no recebimento deve subir de 16,7% para 17,5%, avanço estimado em 4,8% sobre o ciclo anterior.

Além do aumento da umidade, os dados indicam retração na área plantada de trigo em uma cooperativa gaúcha. A redução estimada é de 17%, reflexo das adversidades climáticas registradas ao longo da temporada. A produtividade também tende a cair: a projeção atual é de 2.742 kg por hectare, abaixo dos 3.230 kg/ha registrados anteriormente.

Segundo o engenheiro agrônomo da MOTOMCO, Roney Smolareck, o principal desafio em anos de El Niño está na imprevisibilidade operacional no campo.

“O produtor deixa de trabalhar com uma janela bem definida e passa a lidar com decisões muito mais rápidas. Quando não há informação precisa, ele acaba reagindo ao clima, e não se antecipando a ele, o que normalmente resulta em perda de qualidade e de valor”, afirma.

Excesso de chuva aumenta risco de doenças e perda de qualidade

Historicamente, o Sul do Brasil sofre com excesso de precipitações durante eventos de El Niño, enquanto regiões do Norte e parte do Centro-Oeste podem enfrentar redução no volume de chuvas.

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De acordo com Smolareck, o comportamento climático varia conforme a região, exigindo monitoramento contínuo por parte do produtor rural.

“O Brasil é muito grande para tratar o El Niño como um padrão único. O excesso de chuva em uma região pode significar escassez em outra. Por isso, o produtor precisa acompanhar o comportamento climático regional e monitorar o cenário constantemente”, explica.

Nas culturas de inverno, o excesso de umidade durante o desenvolvimento da lavoura pode comprometer tanto a produtividade quanto a qualidade final dos grãos.

“O aumento das chuvas favorece doenças fúngicas, amplia a incidência de grãos ardidos e manchados e reduz indicadores importantes de qualidade, como o peso hectolitro. Em situações mais severas, pode ocorrer germinação ainda na espiga ou na panícula”, destaca o agrônomo.

Outro impacto importante ocorre na operação de colheita. O solo excessivamente úmido reduz a janela operacional e dificulta a entrada de máquinas nas lavouras, obrigando muitos produtores a anteciparem a colheita com umidade acima do ideal para evitar perdas ainda maiores no campo.

Armazenagem também entra no radar das perdas financeiras

Os reflexos do El Niño não se limitam às lavouras. O pós-colheita também exige atenção redobrada, principalmente na armazenagem dos grãos.

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Segundo estimativas da MOTOMCO, uma pequena variação de apenas 0,05% na medição de umidade em um silo com capacidade para 70 mil sacas de trigo pode gerar perdas equivalentes a todo esse volume ao longo da operação.

Considerando o preço médio da saca de trigo no Rio Grande do Sul em torno de R$ 75,84, o prejuízo potencial pode alcançar aproximadamente R$ 265 mil em apenas um silo.

Para Smolareck, a precisão na medição da umidade passa a ser estratégica em anos de maior instabilidade climática.

“O produtor passa meses conduzindo a lavoura e erra justamente no momento mais crítico, que é a colheita, por falta de informação. Muitas vezes ele só percebe o impacto da umidade depois da entrega do produto”, afirma.

“Em anos de El Niño, a diferença entre lucro e prejuízo começa na precisão da medição da umidade”, conclui o especialista.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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