AGRONEGÓCIO

Arapoti abre 51ª Expoleite com foco em genética leiteira

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Começa nesta quinta-feira (03.07), em Arapoti (cerca de 250km da capital, Curitiba, no Paraná), a 51ª edição da Expoleite, feira voltada à cadeia produtiva do leite promovida pela Capal Cooperativa Agroindustrial. O evento segue até sábado (5), no Parque de Exposições da cooperativa, com programação técnica, julgamentos de animais, palestras e atrações voltadas ao público rural e urbano. A entrada é gratuita.

A feira é considerada uma das principais vitrines da pecuária leiteira dos Campos Gerais do Paraná, região que está entre as maiores produtoras de leite do país. Cerca de 300 animais das raças holandesas preto e branco (HPB) e vermelho e branco (HVB) participarão dos julgamentos, válidos para o Circuito Nacional da Raça Holandesa. As avaliações ocorrerão diariamente a partir das 14h e serão conduzidas pela canadense Mélaine Boulet, jurada internacional com mais de 20 anos de experiência em exposições de bovinos leiteiros.

Além da pecuária, a Expoleite amplia seu foco com atividades técnicas voltadas a outros segmentos da agropecuária. A programação inclui o Encontro de Suinocultores, o Encontro de Cafeicultores e uma rodada sobre genética de precisão, voltada à melhoria do rebanho leiteiro com base em critérios de eficiência e sustentabilidade. Também haverá palestras sobre os mercados de grãos e leite, além de premiações para produtores com base na qualidade do leite e da silagem.

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A estrutura da feira foi ampliada para abrigar mais de 100 expositores, uma nova área demonstrativa com culturas de inverno — como trigo, aveia, triticale e cevada — e um espaço dedicado à exibição de maquinários agrícolas. A Expoleite também conta com praça de alimentação, apresentações culturais, feira de flores, galeria de artesanato local e atividades recreativas para crianças.

A Capal, organizadora do evento, atua em 21 municípios do Paraná e de São Paulo e reúne mais de 3,7 mil cooperados. A cooperativa movimenta cerca de 959 mil toneladas de grãos por ano, além de negociar mensalmente 12 milhões de litros de leite e comercializar mais de 30 mil toneladas de suínos vivos ao ano. A diretora industrial da Capal, Valquíria Demarchi, ressalta que a feira reflete o crescimento e a diversificação das atividades da cooperativa. “A Expoleite nasceu com foco no gado de leite, mas hoje representa a força do agronegócio regional como um todo”, afirmou.

Serviço
Evento: 51ª Expoleite
Data: 3 a 5 de julho de 2025
Local: Parque de Exposições Capal, Arapoti (PR)
Horário: das 8h às 22h (praça de alimentação das 9h às 22h)
Entrada: gratuita
Informações: www.capal.coop.br | Instagram: @capal_cooperativa

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Fonte: Pensar Agro

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AGRONEGÓCIO

Exportações de carne bovina do Brasil disparam em maio e receita supera US$ 1,3 bilhão

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As exportações brasileiras de carne bovina seguem em forte ritmo de crescimento em maio de 2026, impulsionadas pela valorização da proteína animal no mercado externo e pelo avanço consistente dos embarques. Até a terceira semana do mês, o faturamento acumulado das vendas externas alcançou US$ 1,321 bilhão, superando todo o resultado obtido em maio de 2025, quando a receita somou US$ 1,134 bilhão.

O desempenho reforça a competitividade da carne bovina brasileira no comércio global e mantém o setor pecuário atento aos impactos positivos da demanda internacional sobre o mercado interno.

Preço médio da carne bovina exportada registra forte valorização

O principal fator por trás do crescimento da receita foi a expressiva valorização do preço médio pago pela carne bovina brasileira no exterior.

Até a terceira semana de maio de 2026, a tonelada da proteína exportada foi negociada, em média, a US$ 6.492,4. No mesmo período do ano passado, o valor médio era de US$ 5.202,2 por tonelada.

A alta demonstra maior valorização da carne brasileira nos mercados compradores e amplia a rentabilidade das exportações realizadas pelos frigoríficos nacionais.

Outro indicador que reforça o bom momento do setor é a receita média diária. Em maio deste ano, o faturamento diário das exportações chegou a US$ 88,072 milhões, avanço de 63,1% em relação aos US$ 54,005 milhões registrados em maio de 2025.

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Embarques de carne bovina mantêm ritmo acelerado

Além da valorização dos preços, o volume exportado também segue elevado em 2026.

Até a terceira semana de maio, o Brasil embarcou 203,480 mil toneladas de carne bovina fresca, refrigerada ou congelada. O volume já se aproxima do total exportado durante todo o mês de maio do ano passado, quando os embarques fecharam em 218,003 mil toneladas.

Na média diária, os embarques atingiram 13,565 mil toneladas em maio de 2026, acima das 10,381 mil toneladas por dia registradas no mesmo período de 2025.

O desempenho confirma a continuidade da demanda internacional aquecida pela proteína brasileira, mesmo diante de um cenário global ainda marcado por oscilações econômicas e custos elevados de produção em diferentes países.

Demanda externa fortalece pecuária brasileira

A valorização da carne bovina exportada impacta diretamente toda a cadeia pecuária nacional. Com maior rentabilidade nas vendas externas, os frigoríficos exportadores tendem a intensificar a demanda por animais prontos para abate no mercado interno.

O movimento é acompanhado de perto pelos pecuaristas, já que o mercado internacional exerce forte influência sobre os preços do boi gordo e sobre a dinâmica de compra da indústria frigorífica.

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Além disso, o aumento do valor agregado da proteína brasileira reforça a posição do Brasil entre os principais fornecedores mundiais de carne bovina, sustentado pela escala de produção, competitividade e capacidade de atender grandes mercados consumidores.

Mercado acompanha fechamento das exportações de maio

O setor pecuário segue atento ao desempenho das exportações nas próximas semanas, já que o fechamento completo de maio poderá consolidar um dos melhores resultados recentes para a carne bovina brasileira.

A expectativa do mercado é de continuidade da demanda externa firme ao longo de 2026, especialmente diante da necessidade global de abastecimento regular de proteínas animais.

Com preços mais altos e embarques em ritmo forte, a carne bovina brasileira mantém protagonismo no comércio internacional e fortalece a geração de receita para a cadeia exportadora do agronegócio nacional.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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