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51ª Expoleite inicia em Arapoti com programação ampliada e nova estrutura

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Tradição e inovação na feira do gado holandês

De 3 a 5 de julho, Arapoti (PR) recebe a 51ª edição da Expoleite, uma das mais tradicionais feiras de gado holandês do país. Com entrada gratuita, o evento acontece no Parque de Exposições Capal, que passou por ampliação e revitalização, funcionando diariamente das 8h às 22h.

A feira destaca a qualidade genética do gado leiteiro dos Campos Gerais do Paraná, uma das principais regiões produtoras do Brasil. Cerca de 300 animais participam do julgamento oficial, válido pelo Circuito Nacional da Raça Holandesa, realizado sempre a partir das 14h.

Jurada internacional e julgamento especializado

Nesta edição, a Expoleite traz a canadense Mélaine Boulet como jurada de pista, reconhecida mundialmente por sua expertise de mais de 20 anos em avaliação de gado leiteiro. Ela lidera o julgamento dos animais jovens e adultos durante os três dias do evento.

Expansão da feira para o agronegócio

Além da pecuária de leite, a feira vem incorporando outras áreas do agronegócio, como cultivos agrícolas relevantes para as regiões atendidas pela Capal Cooperativa Agroindustrial.

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Valquíria Demarchi, Diretora Industrial da Capal, ressalta:

“A feira cresceu além da exposição de gado e hoje conta com palestras e atividades que beneficiam produtores e o público em geral.”

Programação técnica e encontros setoriais
  • 3 de julho (quinta-feira): Encontro de Suinocultores exclusivo para cooperados, com debates sobre o mercado nacional e internacional da carne suína. No estande da Capal, acontece a rodada técnica “Genética de Precisão” e palestra “Análise dos Fundamentos do Mercado de Grãos”, ministrada por Guilherme Cioccari, consultor da StoneX.
  • 4 de julho (sexta-feira): 2ª edição do Encontro de Cafeicultores e palestra “Cenários de Mercado para o Leite em 2025 e Tendências Futuras para o Setor”, conduzida pelo especialista Valter Galan. Também serão entregues premiações aos produtores pela qualidade do leite e da silagem de milho.
  • 5 de julho (sábado): Palestra “Gestão da Propriedade”, com Nicéia Wünsch, administradora e mestre em agronegócios, especialmente dirigida às mulheres cooperativistas, mas aberta ao público.
Novidades no espaço e expositores

O Parque de Exposições Capal ganhou áreas para exposição de cinco culturas de inverno (trigo, cevada, triticale, aveia branca e preta) e uma mostra exclusiva de maquinários agrícolas. São mais de 100 expositores oferecendo produtos e serviços ligados ao campo.

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Cultura, gastronomia e diversão para toda a família

A praça de alimentação reúne food trucks e instituições filantrópicas locais, com receitas variadas — desde lanches e sopas até pratos típicos, chopp e drinks. A renda das associações será revertida para melhorias comunitárias. O atendimento é das 9h às 22h.

À noite, o evento oferece atrações musicais no Pavilhão Principal, com shows da banda Mc Barker (3/7), da dupla Marques e Rodrigo (4/7) e da cantora Ana Dark (5/7), animando o público com repertórios autorais e clássicos nacionais.

Para as crianças, há o Espaço Kids com brinquedos infláveis, além da tradicional exposição de plantas e flores da Expo&Flor e uma galeria comercial que valoriza o artesanato e produtos regionais de Arapoti.

Com uma estrutura renovada e programação diversificada, a 51ª Expoleite consolida-se como um ponto de encontro importante para produtores rurais, cooperados, comunidade local e visitantes do agronegócio.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Goiás intensifica combate ao Greening com novo programa estadual de controle do HLB nos citros

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A citricultura goiana entrou em alerta máximo contra o avanço do Huanglongbing (HLB), também conhecido como Greening. A Agência Goiana de Defesa Agropecuária (Agrodefesa) publicou a Instrução Normativa nº 1/2026, criando o Programa Estadual de Prevenção e Controle Complementar ao HLB (PECHLB), com uma série de medidas fitossanitárias voltadas à proteção da produção de citros em Goiás.

A nova regulamentação estabelece ações obrigatórias de prevenção, monitoramento, controle e erradicação da doença, considerada atualmente a mais severa e destrutiva para os citros em nível mundial.

Programa busca proteger produção, empregos e cadeia citrícola em Goiás

Segundo a Agrodefesa, a implementação do programa é estratégica para preservar a sanidade vegetal e evitar impactos econômicos sobre o setor citrícola goiano.

O presidente da agência, José Ricardo Caixeta Ramos, destacou que a citricultura possui relevância econômica crescente no estado, contribuindo para geração de renda e empregos no campo.

De acordo com a Agrodefesa, o programa cria protocolos específicos para diferentes cenários fitossanitários, incluindo:

  • áreas com ocorrência confirmada da doença;
  • municípios limítrofes;
  • regiões sem registros de HLB.

A medida busca aumentar a eficiência da vigilância sanitária e acelerar as respostas em caso de detecção da doença.

Erradicação de plantas contaminadas será obrigatória

Entre as principais determinações do novo programa está a obrigatoriedade da eliminação imediata de plantas contaminadas pelo HLB.

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O gerente de Sanidade Vegetal da Agrodefesa, Leonardo Macedo, explicou que os produtores deverão realizar o arranquio ou corte das plantas infectadas, além de adotar manejo para impedir novas brotações.

A normativa estabelece que não haverá indenização pelas plantas eliminadas.

Além disso, a Agrodefesa realizará levantamentos fitossanitários anuais para monitoramento da doença em todo o território goiano.

HLB é doença sem cura e ameaça produção de citros

O Huanglongbing é causado pela bactéria Candidatus Liberibacter spp., que compromete o sistema vascular da planta e provoca perdas severas de produtividade.

A disseminação ocorre principalmente por meio do psilídeo Diaphorina citri, inseto vetor que se hospeda em plantas cítricas e também na murta (Murraya paniculata).

Entre os principais sintomas do Greening estão:

  • folhas amareladas e mosqueadas;
  • frutos deformados;
  • sementes escurecidas e malformadas;
  • queda prematura dos frutos;
  • redução drástica da produtividade.

A coordenadora do Programa de Citros da Agrodefesa, Mariza Mendanha, reforçou que o HLB não possui cura e exige monitoramento constante por parte dos produtores.

Segundo ela, o controle eficiente depende da rápida eliminação das plantas contaminadas e da conscientização do setor produtivo sobre os riscos da doença.

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Goiás endurece regras para cultivo e comércio de murta

A Instrução Normativa nº 1/2026 também endureceu as regras relacionadas à murta, planta considerada hospedeira do inseto transmissor do HLB.

Com a nova regulamentação:

  • fica proibida a manutenção de murta em municípios com ocorrência da doença;
  • será obrigatória a eliminação das plantas existentes;
  • também fica proibida a presença de murta com ocorrência do psilídeo em raio de até quatro quilômetros de áreas comerciais de citros.

Além disso, o estado proibiu:

  • produção de mudas de murta;
  • comercialização da planta;
  • transporte interestadual e intraestadual;
  • entrada da espécie em Goiás.

Viveiros, floriculturas, revendedores e estabelecimentos comerciais que possuírem mudas ou plantas da espécie deverão realizar a destruição imediata dos exemplares.

Doença já está presente em importantes estados produtores

No Brasil, o HLB já possui registros em importantes polos citrícolas, incluindo:

  • São Paulo;
  • Minas Gerais;
  • Paraná;
  • Mato Grosso do Sul;
  • Santa Catarina;
  • Goiás.

Atualmente, não existem variedades comerciais de citros resistentes à doença, o que torna as medidas preventivas fundamentais para evitar perdas econômicas e produtivas no setor.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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