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Brasil conquista reconhecimento internacional do etanol de milho na produção de combustíveis sustentáveis para aviação

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O Brasil celebrou uma importante vitória na Organização da Aviação Civil Internacional (OACI), que reconheceu oficialmente os benefícios ambientais e produtivos do uso da segunda safra de milho — a chamada safrinha — na produção de combustíveis sustentáveis de aviação (SAF). Essa conquista reforça o protagonismo do país na liderança da transição energética global.

Reconhecimento histórico na OACI

No dia 4 de julho, o Conselho da OACI aprovou a inclusão da prática agrícola de múltiplas culturas, com destaque para a safrinha, como matéria-prima sustentável para SAF. A decisão foi baseada na recomendação técnica da 13ª reunião do Comitê de Proteção Ambiental da Aviação (CAEP) e representa um avanço significativo para países tropicais e em desenvolvimento, como o Brasil.

Articulação estratégica entre órgãos brasileiros

A aprovação contou com o esforço conjunto dos ministérios de Minas e Energia (MME) e das Relações Exteriores (MRE), da Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC) e apoio da maioria dos países votantes, exceto os Estados Unidos.

Importância da prática de múltiplas culturas

No Brasil, o cultivo de duas ou mais safras anuais na mesma área é comum devido ao clima favorável. Esse modelo produtivo, agora reconhecido pela OACI, permite ampliar a oferta de matéria-prima para combustíveis sustentáveis sem necessidade de expansão da fronteira agrícola.

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Impactos ambientais e metas climáticas

O uso de SAF é fundamental para a redução das emissões de gases de efeito estufa no setor aéreo, que busca atingir emissões líquidas zero até 2050. Estima-se que os combustíveis sustentáveis possam contribuir com até 55% da redução necessária.

Avanços tecnológicos para o etanol de milho

Além do reconhecimento, a OACI aprovou os valores de intensidade de carbono da rota de produção de SAF a partir do etanol de milho da segunda safra brasileira, utilizando a tecnologia Ethanol-to-Jet. A expectativa é que isso impulsione a produção nacional e fortaleça a participação do Brasil na aviação de baixo carbono.

Declaração do ministro Alexandre Silveira

“Essa vitória na OACI comprova que o Brasil é líder na transição energética global, oferecendo soluções sustentáveis, justas e inclusivas. Sob a orientação do presidente Lula, superamos desafios e mostramos ao mundo que é possível descarbonizar a aviação sem prejudicar a produção de alimentos”, afirmou o ministro de Minas e Energia.

Com essa decisão internacional, o Brasil reforça seu papel de destaque na produção sustentável de combustíveis para aviação, contribuindo para a economia verde e para a redução dos impactos ambientais do setor aéreo.

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Fonte: Portal do Agronegócio

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Wine South America 2026 reúne 32 empresas italianas e mais de 62 milhões de garrafas em Bento Gonçalves

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A Wine South America 2026, que começa na próxima terça-feira (12 de maio) em Bento Gonçalves (RS), contará com uma das maiores participações italianas já registradas no Brasil. Ao todo, 32 empresas de 14 regiões da Itália participam do evento com um portfólio que ultrapassa 62 milhões de garrafas anuais.

A presença é organizada pela Agência ICE, vinculada à Embaixada da Itália, por meio do Departamento para a Promoção de Intercâmbios.

O objetivo é ampliar a presença do vinho italiano no mercado brasileiro e apresentar a diversidade da produção enológica do país, que vai de pequenos produtores artesanais a grandes grupos industriais e cooperativas.

Itália apresenta viticultura de 14 regiões e ampla diversidade de rótulos

O pavilhão italiano reúne empresas de regiões tradicionais e consolidadas na produção de vinhos, como Vêneto, Toscana, Piemonte, Campânia, Lombardia, Úmbria e Friuli Venezia Giulia, além de representantes de Marche, Sicília, Emília-Romagna, Abruzzo, Trentino-Alto Ádige e Puglia.

As vinícolas apresentam rótulos associados a importantes denominações de origem como DOC e DOCG, incluindo Chianti Classico, Valpolicella, Bardolino, Franciacorta, Prosecco, Verdicchio di Matelica, Marsala, Montefalco Sagrantino e Alto Adige.

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O portfólio combina castas autóctones e internacionais, como Sangiovese, Aglianico, Nero d’Avola, Glera, Corvina, Lambrusco, Grechetto, Pinot Noir e Gewürztraminer.

A oferta cobre diferentes estilos e categorias de vinho, incluindo:

  • Tintos estruturados
  • Brancos minerais
  • Rosés
  • Espumantes (Método Clássico e Charmat)
  • Vinhos doces e passitos
Produção vai de pequenos produtores a grandes grupos exportadores

O grupo italiano reúne empresas com perfis diversos, que vão de produções artesanais com cerca de 35 mil garrafas anuais até grandes estruturas industriais e cooperativas que superam 20 milhões de unidades por ano.

Essa diversidade reforça o posicionamento do pavilhão como vitrine completa da viticultura italiana contemporânea, com forte representatividade de modelos familiares tradicionais e projetos modernos voltados à inovação e sustentabilidade.

Itália reforça estratégia de expansão no mercado brasileiro

Com forte vocação exportadora, as empresas italianas já possuem presença consolidada em mercados como Estados Unidos, Japão, Reino Unido, China, Suíça, Alemanha, Canadá, Bélgica, Holanda e países escandinavos.

O Brasil é visto como um mercado estratégico para expansão nos próximos anos, impulsionado pelo crescimento do consumo de vinhos e pela ampliação da demanda por produtos premium e importados.

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Sustentabilidade e tradição familiar marcam presença italiana

Além da tradição centenária de muitas famílias produtoras, o setor italiano também aposta em práticas sustentáveis e certificações ambientais, como o protocolo SQNPI, que reforça boas práticas agrícolas e de produção integrada.

O pavilhão inclui ainda o Consorzio Vini Mantovani, que reúne mais de 1.700 hectares e 22 produtores associados, além de estruturas comerciais especializadas em exportação e distribuição.

Wine South America consolida Bento Gonçalves como polo do vinho na América Latina

A Wine South America é considerada uma das principais feiras de vinhos da América Latina e reforça a posição de Bento Gonçalves como centro estratégico do setor vitivinícola no Brasil.

A participação italiana amplia o intercâmbio comercial e técnico entre produtores europeus e o trade brasileiro, fortalecendo oportunidades de negócios, importação e parcerias no setor.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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