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Secretaria da Agricultura do Paraná orienta produtores sobre mudanças no Plano Safra 2025/26

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O Governo Federal anunciou recentemente o Plano Safra 2025/26, com um volume total de R$ 516,2 bilhões destinados à agricultura empresarial e R$ 89 bilhões para a agricultura familiar. Em meio a esse cenário desafiador, a Secretaria da Agricultura do Paraná reforça o apoio aos produtores locais, oferecendo alternativas de crédito e orientação para o melhor aproveitamento dos recursos.

Plano Safra 2025/26: principais números e mudanças
  • Recursos totais para agricultura empresarial chegam a R$ 516,2 bilhões, 1,5% acima do ciclo anterior.
  • Agricultura familiar contará com R$ 89 bilhões, incluindo programas como Pronaf, garantia-safra, assistência técnica, entre outros.
  • O custeio recebe destaque, com R$ 414,7 bilhões disponíveis, enquanto os investimentos sofrem corte, passando de R$ 107,3 bilhões para R$ 101,5 bilhões.
  • Juros reajustados devido à alta na taxa Selic (15%): médios produtores terão taxa de custeio em 10%, demais produtores em 14%. Juros para investimentos variam entre 8,5% e 13,5%.
Paraná antecipa e amplia oferta de crédito local

O secretário de Estado da Agricultura, Márcio Nunes, ressalta que o Paraná tem buscado se destacar na oferta de crédito aos agricultores, especialmente por meio do Banco do Agricultor Paranaense, lançado em 2020. Esse banco oferece subvenções de juros que vão de 5% a 100%, dependendo da categoria do produtor e do tipo de operação, incentivando investimentos que agreguem valor e aumentem a renda rural.

Desde sua criação, o Banco já viabilizou mais de R$ 1,09 bilhão em 8.404 projetos, com subvenções no total de aproximadamente R$ 311,2 milhões.

Fundo de Investimento Agrícola do Paraná (FIDC Agro Paraná)

Em abril de 2025, o Paraná lançou o FIDC Agro Paraná, primeiro fundo do tipo no Brasil, que visa captar até R$ 2 bilhões para financiar projetos estruturantes no campo. A iniciativa foca no fortalecimento do cooperativismo, inovação tecnológica e melhoria da renda regional.

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O fundo já recebeu um aporte inicial de R$ 261 milhões, estruturado pela Fomento Paraná em parceria com a cooperativa C.Vale e o Sicredi. Os juros são equivalentes aos do Plano Safra, e o prazo para pagamento pode chegar a dez anos.

Os primeiros recursos financiam a construção de aviários, tanques para piscicultura e matrizeiros para criação de aves reprodutoras.

Agricultura Familiar no Paraná

A agricultura familiar representa cerca de 80% dos estabelecimentos agropecuários do estado, segundo o Censo Agro 2017 do IBGE.

  • O Pronaf terá R$ 78,2 bilhões, com taxas de juros que variam entre 0,5% e 8% ao ano.
  • Algumas linhas, como a de produção de alimentos da cesta básica, mantiveram juros em 3%.
  • Há oferta de R$ 6,5 bilhões em linhas equalizadas para culturas como arroz, feijão, mandioca, leite, ovos, trigo e tomate.
  • Novas faixas de custeio para milho, café, uva e frutas de inverno terão juros de 6,5% ao ano, com R$ 4,9 bilhões disponíveis.
  • A produção orgânica e agroecológica terá taxa de 2% ao ano, com R$ 150 milhões disponíveis.
  • Limite para compra de máquinas pequenas foi ampliado de R$ 50 mil para R$ 100 mil, com juros em 2,5% ao ano, e um total de R$ 500 milhões para essa linha.
  • Máquinas maiores, como tratores e colheitadeiras até R$ 250 mil, terão juros de 5%.
Agricultura Empresarial: recursos e novidades
  • Total de crédito para médios e grandes produtores é de R$ 516,2 bilhões, com R$ 414,7 bilhões para custeio e R$ 101,5 bilhões para investimentos.
  • O Programa Nacional de Apoio ao Médio Produtor Rural (Pronamp) terá R$ 69,1 bilhões, com taxa de juros de 10%. O limite de renda para enquadramento subiu para R$ 3,5 milhões por ano.
  • Produtores e cooperativas restantes terão acesso a R$ 447 bilhões.
  • Os programas Moderagro e Inovagro foram unificados para facilitar o acesso ao crédito e incentivar modernização e inovação tecnológica.
  • Recursos para investimentos em granjas somam R$ 6,8 bilhões, com juros de 12,5%.
  • Modernização da frota de tratores terá R$ 9,5 bilhões e juros de 13,5%.
  • Programa para Construção e Ampliação de Armazéns (PCA) ampliou o limite de capacidade de 6 mil para 12 mil toneladas, com R$ 3,7 bilhões em recursos e juros de 8,5%.
  • O subprograma RenovAgro Ambiental passa a contemplar ações contra incêndios e recuperação de áreas protegidas.
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Zoneamento Agrícola de Risco Climático (Zarc) e outras regras
  • A exigência do Zarc para liberação de crédito rural de custeio agrícola, antes restrita a financiamentos até R$ 200 mil e produtores do Pronaf, foi ampliada para operações maiores e para contratos sem obrigatoriedade do Proagro.
  • Objetivo: evitar financiamentos fora dos períodos recomendados e em áreas com restrições, garantindo maior segurança e sustentabilidade.
  • Financiamento para insumos e tratos culturais em plantas de cobertura no período de entressafra está permitido.
  • O acesso ao Fundo de Defesa da Economia Cafeeira (Funcafé) foi facilitado, permitindo que beneficiários do Pronaf e Pronamp utilizem o fundo mesmo com contratos ativos, ampliando as opções de crédito para o setor.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Pulverização localizada em cana-de-açúcar reduz uso de herbicidas em até 90% e amplia eficiência no campo

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A adoção da tecnologia de pulverização localizada Weed-it, desenvolvida pela Zait.ag, tem transformado o manejo de plantas daninhas na cultura da cana-de-açúcar no Brasil. Dados operacionais da Usina Ester, localizada em Cosmópolis (SP), apontam uma redução média de 90,5% no consumo de herbicidas entre novembro de 2025 e janeiro de 2026, evidenciando ganhos expressivos de eficiência e sustentabilidade no campo.

O sistema vem sendo utilizado como alternativa para otimizar o uso de insumos agrícolas, reduzir desperdícios e aumentar a precisão das aplicações, em um cenário de crescente pressão por redução de custos e maior responsabilidade ambiental no setor sucroenergético.

Aplicação seletiva reduz drasticamente o uso de herbicidas

A tecnologia Weed-it funciona por meio de sensores instalados nas barras de pulverização, capazes de identificar em tempo real a presença de plantas daninhas. A partir dessa leitura, o sistema aciona válvulas de alta velocidade apenas nos pontos onde há necessidade de aplicação, garantindo precisão e reduzindo significativamente o uso de defensivos.

No levantamento realizado pela Usina Ester, foram manejados 589,1 hectares no período analisado. Desse total, apenas 55,95 hectares receberam aplicação efetiva de herbicidas, demonstrando a eficiência do sistema seletivo.

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Em determinadas operações, a economia ultrapassou 99% do volume aplicado, especialmente em áreas de reforma de canaviais, pós-colheita e manejo localizado de infestação de plantas daninhas.

Tecnologia já consolidada em outras culturas avança na cana

De acordo com a Zait.ag, a tecnologia já está presente em aproximadamente 2 milhões de hectares no Brasil, com ampla utilização em culturas como grãos e algodão. Agora, o sistema avança de forma consistente para o setor sucroenergético, que busca soluções para aumentar a eficiência operacional e reduzir custos de produção.

O diretor comercial da empresa, Marcos Ferraz, destaca que o desempenho da ferramenta na cana-de-açúcar reforça sua versatilidade e potencial de expansão.

Segundo ele, os resultados observados demonstram que a tecnologia mantém alta eficiência também em culturas semiperenes, com impacto direto na redução do uso de insumos agrícolas.

Sustentabilidade e redução de custos no centro da estratégia

Além da expressiva economia de herbicidas, a pulverização localizada contribui para a diminuição do impacto ambiental das atividades agrícolas, ao reduzir o volume de defensivos aplicados no campo.

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A tecnologia também favorece a preservação do solo e melhora a eficiência das operações de manejo, alinhando-se às demandas crescentes por sustentabilidade na produção agrícola.

Outro ponto destacado pela empresa é a facilidade de operação do sistema, que não exige calibrações complexas e apresenta resultados imediatos após a aplicação, facilitando a adoção pelas equipes de campo.

Eficiência operacional impulsiona adoção no setor sucroenergético

Com o avanço da mecanização e da agricultura de precisão, o setor sucroenergético tem buscado tecnologias capazes de aumentar a eficiência produtiva sem comprometer a sustentabilidade.

Nesse cenário, soluções como o Weed-it ganham espaço por aliarem redução de custos operacionais, otimização do uso de insumos e ganhos ambientais relevantes.

A tendência é que a adoção de tecnologias de aplicação localizada se intensifique nos próximos anos, impulsionada pela necessidade de maior competitividade e pela busca por práticas agrícolas mais sustentáveis na produção de cana-de-açúcar no Brasil.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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