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Semob orienta motociclistas sobre cuidados em pista molhada

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Equipamentos obrigatórios em perfeito estado, como faróis, freios, buzina e pneus, são fundamentais para motociclistas evitarem acidentes. Com o clima atípico para Cuiabá, frio e garoa fina pela manhã e no começo da noite, outros fatores entram em cena para garantir a segurança ao pilotar. Na semana passada, devido à chuva e ao clima ameno, a Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana (Semob) deu apoio, em um único dia, a 16 situações de trânsito envolvendo motos, especialmente quedas.

Preocupada com o cenário, a vice-prefeita e secretária da Semob, coronel Vânia Rosa, reforçou a importância de os motociclistas redobrarem a atenção, principalmente porque o clima frio deverá persistir nos próximos dias, com tendência de garoa fina na madrugada, deixando a pista molhada, como já foi notado nesta segunda-feira (30).

“Com as chuvas leves e a presença de poeira e óleo na pista, o asfalto se torna ainda mais escorregadio, vira um sabão. Pedimos que os motociclistas tenham muito mais cuidado. Os acidentes aumentam significativamente a demanda de atendimentos, tanto para a mobilidade urbana quanto para os serviços de saúde. Estamos falando de vidas, então orientamos que os motociclistas reduzam a velocidade em pista molhada e aumentem a distância de frenagem, pois, caso precisem, isso ajudará a parar sem colidir ou cair”, alertou.

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Outras dicas devem ser consideradas, entre elas: evitar manobras bruscas (isso vale para qualquer situação), usar capa de chuva apropriada — roupas inadequadas podem atrapalhar os movimentos.

Ajustar os espelhos retrovisores também é muito importante: funcionam como olhos para o piloto. O capacete deve estar bem ajustado, com viseira. Durante o dia, as viseiras podem até ser escuras, mas à noite devem ser translúcidas.

O supervisor de Educação para o Trânsito, Marcus Garé, destacou outros itens para segurança. “Mantenha a velocidade compatível com a via e, se possível, até diminua. Sinalize a intenção de mudar de faixa ou virar, usando as setas ou até mesmo gestos com o braço, para que o motorista ao lado veja o que você vai fazer”, frisou.

Outra dica importante é evitar o ponto cego no trânsito. Como saber onde está o ponto cego? Segundo Garé, “é só olhar no retrovisor do motorista à frente; se conseguir ver o rosto dele, ele também estará te vendo. Isso indica que você não está em ponto cego”.

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Além dessas, jamais ultrapasse pela direita e use calçados adequados, que se prendam aos pés e sejam fechados, para maior proteção do próprio condutor. E não transporte cargas ou pessoas fora do limite da moto.

Devido às obras, é necessário ficar atento a obstáculos na via, como buracos, óleo na pista, areia e depressões. “Depressões estão causando acidentes em Cuiabá. Devido a essas ondulações, é preciso maior cuidado ao mudar de faixa quando se visualizar alguma depressão”, explicou Garé.

Por fim, a coronel Vânia Rosa pediu paciência à população e garantiu que os transtornos são temporários. “Sabemos que é um momento difícil, mas é necessário para que possamos colher os benefícios em breve. Com zelo, critério e colaboração de todos, nossa cidade ficará cada vez melhor”, concluiu.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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Milho ganha força com demanda aquecida e exportações, mas clima segue no radar para a safra 2026/27

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O mercado brasileiro de milho vive um momento de sustentação dos preços, impulsionado pela demanda doméstica aquecida, pelo ritmo das exportações e pelas incertezas climáticas que cercam a próxima safra. A avaliação faz parte do relatório Agro Mensal, divulgado pela Consultoria Agro do Itaú BBA, que destaca um ambiente de maior atenção dos agentes do mercado diante dos desafios para o ciclo 2026/27.

Mesmo com o avanço da colheita da segunda safra, considerada uma das mais importantes para o abastecimento nacional, os preços seguem encontrando suporte na forte demanda dos setores de proteína animal, etanol de milho e exportação.

Segundo os analistas, a dinâmica do mercado indica que a disponibilidade do cereal deve aumentar nos próximos meses, mas fatores climáticos e logísticos continuarão influenciando a formação dos preços.

Demanda doméstica continua sendo principal sustentação

A indústria de carnes, especialmente os segmentos de aves e suínos, mantém elevado consumo de milho para ração. Além disso, o crescimento da produção de etanol de milho segue ampliando a participação do cereal na matriz energética brasileira.

Esse cenário contribui para absorver parte importante da oferta gerada pela safrinha, reduzindo a pressão de baixa sobre os preços mesmo em um período de maior entrada do produto no mercado.

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As exportações também permanecem como um componente relevante para o equilíbrio entre oferta e demanda, favorecidas pela competitividade do milho brasileiro no mercado internacional.

El Niño aumenta preocupação com a próxima temporada

Embora o cenário atual seja relativamente confortável para o abastecimento, o mercado já começa a monitorar os impactos do fenômeno El Niño sobre a safra 2026/27.

De acordo com o Itaú BBA, a confirmação do fenômeno climático eleva os riscos para o calendário agrícola brasileiro, especialmente em regiões do Centro-Oeste, Norte e Nordeste.

A preocupação está relacionada principalmente à possibilidade de irregularidade das chuvas e ao encurtamento da janela ideal de plantio da próxima safra, fatores que podem comprometer o potencial produtivo do cereal.

Além dos desafios climáticos, os produtores também enfrentam um ambiente de custos ainda elevados, exigindo maior planejamento e gestão de risco para a próxima temporada.

Oferta da safrinha deve ampliar disponibilidade do cereal

Com o avanço da colheita da segunda safra, a tendência é de aumento gradual da oferta física de milho no mercado interno durante os próximos meses.

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Apesar desse movimento, a expectativa é de que a demanda consistente limite quedas mais acentuadas nas cotações, especialmente em regiões com forte presença da indústria de proteína animal e das usinas de etanol de milho.

Outro fator que segue no radar é o comportamento do dólar, que influencia diretamente a competitividade das exportações brasileiras e a formação dos preços domésticos.

Mercado deve seguir atento ao clima e ao cenário global

Além das condições climáticas no Brasil, os agentes acompanham o desenvolvimento das lavouras nos Estados Unidos, principal produtor mundial do cereal. Alterações no potencial produtivo norte-americano podem gerar reflexos diretos nos preços internacionais e, consequentemente, no mercado brasileiro.

Para o Itaú BBA, o milho entra no segundo semestre com fundamentos relativamente positivos, mas em um ambiente que exige atenção redobrada ao clima, à evolução da demanda e ao comportamento das exportações.

Diante desse cenário, a gestão comercial e o monitoramento dos riscos climáticos serão determinantes para produtores e investidores do setor ao longo dos próximos meses.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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