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Exportações de açúcar do Brasil recuam em junho, com menor volume embarcado e queda na receita

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A quantidade de navios aguardando para carregar açúcar nos portos brasileiros caiu de 75 para 74 na semana encerrada em 25 de junho, segundo levantamento da agência marítima Williams Brasil. A programação total de embarques também recuou, passando de 2,853 milhões para 2,704 milhões de toneladas.

O Porto de Santos (SP) concentra a maior parte das exportações previstas, com 2.033.177 toneladas, seguido por Paranaguá (PR) com 376.303 toneladas, São Sebastião (SP) com 136.450 toneladas, Imbituba (SC) com 114.243 toneladas, Recife (PE) com 28.670 toneladas e Maceió (AL) com 15.370 toneladas.

Açúcar VHP domina a pauta de exportação

A variedade VHP (açúcar bruto de alta polarização) representa a maior parte da carga, com 2.578.175 toneladas. Os demais volumes são de açúcar Cristal B150 (27 mil t), Refinado A45 (70.238 t) e TBC (28.800 t).

O levantamento da Williams considera embarcações já ancoradas, em espera e aquelas com previsão de chegada até 22 de agosto.

Receita e volume diário de exportações caem em junho

De acordo com dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), a receita diária média com as exportações de açúcar e melaços em junho de 2025 foi de US$ 64,187 milhões, considerando os 14 dias úteis do mês. O volume médio embarcado por dia chegou a 150.216 toneladas, totalizando 2.103.033 toneladas exportadas e uma receita de US$ 898,616 milhões. O preço médio ficou em US$ 427,30 por tonelada.

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Comparativo anual mostra queda generalizada

Em relação ao mesmo mês do ano anterior (junho de 2024), os números apontam recuos importantes:

  • Receita diária média: queda de 16,7% (de US$ 77,021 milhões para US$ 64,187 milhões);
  • Volume diário exportado: redução de 5,9% (de 159.717 t para 150.216 t);
  • Preço médio por tonelada: retração de 11,4% (de US$ 488,20 para US$ 427,30).

A diminuição no ritmo de exportações, aliada à queda nos preços internacionais, reflete o atual momento de ajuste no mercado global de açúcar.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Guerra no Oriente Médio pode elevar custos no campo e pressionar inflação dos alimentos no Brasil

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As tensões geopolíticas no Oriente Médio voltaram a acender um alerta para o agronegócio global. Um estudo divulgado pelo Rabobank aponta que o prolongamento do conflito na região, aliado ao fechamento do Estreito de Ormuz — uma das principais rotas mundiais de transporte de petróleo — pode provocar aumento dos custos de produção agropecuária e pressionar a inflação dos alimentos no Brasil ao longo de 2026 e 2027.

Segundo a análise, o choque nos mercados de energia já está elevando os preços internacionais do petróleo e do gás natural, criando uma cadeia de impactos que alcança combustíveis, fertilizantes, transporte e logística agrícola.

Petróleo mais caro aumenta custos da produção rural

O relatório destaca que a valorização das commodities energéticas tem efeito direto sobre a atividade agropecuária. O diesel, principal combustível utilizado nas operações agrícolas e no transporte de cargas, tende a registrar alta de preços, elevando os custos desde o plantio até a distribuição dos alimentos.

Além disso, a produção mundial de fertilizantes depende fortemente de gás natural e derivados de petróleo. Com a elevação dos preços desses insumos, a tendência é de aumento nos gastos dos produtores rurais em diversas culturas.

De acordo com as projeções do Rabobank, o Índice de Commodities do Banco Central para Energia (IC-Br Energia) deverá encerrar 2026 com avanço de 41,6% na comparação anual, refletindo a disparada dos preços energéticos observada após a escalada do conflito.

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Agro sente impacto de forma gradual

Diferentemente do mercado de energia, onde os reflexos são imediatos, os efeitos sobre as commodities agrícolas costumam ocorrer de forma mais lenta.

O estudo avalia que os custos mais elevados de energia, frete, fertilizantes e logística devem ser gradualmente incorporados aos preços agrícolas. Como consequência, o Índice de Commodities Agropecuárias (IC-Br Agro) deve voltar a registrar valorização nos próximos meses.

A expectativa é que o indicador feche 2026 com crescimento de 8,8%, sinalizando um ambiente de custos mais elevados para a cadeia produtiva.

Outro fator de preocupação é a possibilidade de ocorrência de um fenômeno El Niño de forte intensidade, cenário que pode provocar alterações climáticas relevantes em importantes regiões produtoras, afetando produtividade e disponibilidade de alimentos.

Inflação dos alimentos pode ganhar força

O levantamento mostra que os alimentos in natura deverão ser os mais sensíveis aos efeitos do choque externo.

Frutas, hortaliças, legumes e outros produtos frescos costumam reagir rapidamente ao aumento dos custos de transporte, combustíveis e insumos agrícolas. Por isso, a projeção é que a inflação desse grupo alcance 9,6% ao final de 2026 e ultrapasse 10% em 2027.

Nos alimentos semielaborados e industrializados, o repasse tende a ocorrer de forma mais gradual. Estoques, contratos de fornecimento e maior diversificação de custos ajudam a amortecer os impactos iniciais da alta das commodities e da energia.

Mesmo assim, os analistas observam que o aumento dos custos deverá atingir toda a cadeia alimentícia ao longo dos próximos trimestres.

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Alimentação no domicílio deve permanecer pressionada

Após um período de desaceleração observado no início de 2026, a inflação dos alimentos consumidos dentro de casa pode voltar a acelerar.

As projeções indicam que a inflação de alimentação no domicílio deverá encerrar 2026 próxima de 6,1%, permanecendo acima dos níveis considerados confortáveis para o controle inflacionário.

Embora o índice deva apresentar desaceleração em 2027, os preços continuarão refletindo os efeitos acumulados da alta dos custos energéticos, das despesas logísticas e dos insumos agrícolas.

Agronegócio acompanha cenário com atenção

Especialistas destacam que o atual cenário reforça a importância do monitoramento dos mercados internacionais pelo setor agropecuário brasileiro.

O Oriente Médio ocupa posição estratégica no abastecimento global de petróleo e fertilizantes. Qualquer interrupção prolongada nos fluxos comerciais pode gerar volatilidade nos preços e afetar diretamente a competitividade do agronegócio.

Para produtores rurais, cooperativas, tradings e indústrias de alimentos, o principal desafio será administrar o aumento dos custos de produção em um ambiente marcado por incertezas geopolíticas, oscilações climáticas e maior volatilidade dos mercados globais.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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