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Corregedor do TRE-MT recebe apoio de municípios para ampliar cadastramento biométrico

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A Justiça Eleitoral em Mato Grosso ganhou, nesta quarta-feira (25), o apoio de dois municípios para a promoção de ações voltadas à ampliação do cadastramento biométrico. O desembargador Marcos Henrique Machado, corregedor regional eleitoral do Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT), recebeu em seu gabinete a confirmação do apoio nessa tarefa dos prefeitos Seluir Piexer Reghim (Aripuanã) e Jefferson Nogueira Souto (Nova Marilândia).

“O apoio dos municípios é essencial, pois o contato com os prefeitos faz parte de um diálogo permanente com os gestores, para que a Justiça Eleitoral consiga atingir a meta de 98% de cadastramento biométrico no Estado. Estamos atuando na instalação de novos pontos de coleta biométrica, por meio de parcerias com os municípios, como parte de um planejamento estratégico que contempla regiões com grande concentração de eleitores ainda sem biometria”, destacou o magistrado.

Situada a 250 km de Cuiabá, Nova Marilândia integra a 17ª Zona Eleitoral, junto com os municípios de Arenápolis (sede), Santo Afonso e Nortelândia. O município possui um eleitorado de 2.865 pessoas, das quais 2.121 (74,03%) já realizaram o cadastramento biométrico, enquanto 744 (25,97%) ainda não o fizeram. Para ampliar esse número, o prefeito Jefferson Nogueira Souto se comprometeu a reinstalar o Posto Eleitoral no município, com estrutura adequada para atender eleitores e eleitoras.

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“Foi importante poder conhecer e analisar os números do município em relação ao cadastramento biométrico. Pretendemos realizar uma força-tarefa para alcançar 100% de cobertura, o que trará mais agilidade durante o período eleitoral. Nossa estratégia é sensibilizar e conscientizar os eleitores sobre a importância da biometria. Realizaremos mutirões, campanhas e estaremos ao lado do TRE-MT nesse trabalho”, afirmou o prefeito.

Localizada a 1.198 km de Cuiabá, Aripuanã pertence à 11ª Zona Eleitoral, junto com os municípios de Colniza e Rondolândia. O município conta com 15.617 eleitores, sendo que 11.370 (72,81%) já realizaram o cadastramento biométrico, enquanto 4.247 (27,19%) ainda não. A prefeita de Aripuanã, Seluir Piexer Reghim, garantiu que o município não medirá esforços para mobilizar sua população para atualizar a situação eleitoral.

“Durante um mutirão na comunidade de Conselvan, no Vale do Amanhecer, conseguimos promover o cadastro biométrico de 130 pessoas. Vamos intensificar as ações nas comunidades e escolas, levando conscientização e combatendo a resistência com informação e esclarecimento. A biometria é um recurso seguro que traz mais agilidade no momento da votação”, destacou a prefeita.

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Jornalista Anderson Pinho

#PraTodosVerem – A imagem é uma montagem com duas fotografias em ambientes internos. Ambas mostram fotos com os prefeitos municipais das cidades que manifestaram apoio à Corregedoria Regional Eleitoral (CRE). Na primeira foto aparecem cinco pessoas em pé diante de uma parede com imagem de floresta, posando para a câmera. Na segunda, são seis pessoas, o grupo está em uma sala de reuniões, com mesa, cadeiras e janelas ao fundo. Os encontros aconteceram no gabinete do corregedor regional eleitoral.

Fonte: TRE – MT

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TRE-MT promove curso sobre eleições sob a perspectiva dos direitos humanos, da equidade e da inclusão

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Direitos humanos, equidade racial, inclusão e representatividade são temas que ganharam espaço central no debate democrático contemporâneo. Com esse foco, teve início nesta segunda-feira (08.06), no Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT), o curso telepresencial “Eleições em Perspectiva: Direitos Humanos, Gênero, Raça e Etnia em Processo Eleitoral”. A capacitação segue até quinta-feira (11.06) e reúne magistrados(as), promotores(as) e servidores(as) da Justiça Eleitoral.

A formação aborda temas centrais do processo eleitoral a partir de uma perspectiva voltada aos direitos humanos e à promoção da equidade. O conteúdo programático está dividido em quatro módulos: Propaganda Eleitoral com enfoque em direitos humanos, gênero, raça e etnia; Registro de Candidatura com enfoque interseccional; Prestação de Contas e financiamento com foco em equidade; e Abuso de Poder (econômico, político, comunicacional e religioso) e práticas discriminatórias.

Ao dar as boas-vindas aos participantes, a presidente do TRE-MT, desembargadora Serly Marcondes Alves, destacou que a inclusão, o diálogo e o acolhimento são fundamentais para o fortalecimento da democracia e para a aproximação da Justiça Eleitoral com a sociedade.

“A Justiça Eleitoral precisa conversar com todas as pessoas, acolher diferentes perspectivas e promover a participação de todos no debate público. O conhecimento e o acolhimento são fundamentais para construirmos uma democracia cada vez mais humana e inclusiva”, afirmou a presidente.

A desembargadora ressaltou ainda que a participação no processo eleitoral, seja como eleitora, candidata, servidora, advogada, promotora, juíza ou mesária, representa um importante exercício de cidadania e fortalecimento democrático. Para ela, iniciativas como o curso ampliam o conhecimento, qualificam o debate público e contribuem para uma atuação institucional cada vez mais inclusiva.

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A juíza auxiliar da Presidência do TRE-MT, Edna Ederli Coutinho, destacou a importância da temática para o fortalecimento da democracia e para a atuação institucional da Justiça Eleitoral.

Segundo ela, o debate sobre inclusão e representatividade deixou de ocupar um espaço periférico e passou a integrar o centro das discussões sobre aperfeiçoamento democrático. “A ampliação da participação de mulheres, pessoas negras, indígenas e outros grupos historicamente minorizados não é apenas uma pauta social, mas uma exigência constitucional e um compromisso institucional. Mais do que uma oportunidade de atualização técnica, este curso nos convida a refletir sobre o papel da Justiça Eleitoral na construção de uma democracia efetivamente inclusiva, plural e representativa”, afirmou.

O diretor da Escola Judiciária Eleitoral de Mato Grosso (EJE-MT), juiz-membro substituto Welder Queiroz dos Santos, ressaltou que a promoção da inclusão e da diversidade está alinhada às diretrizes nacionais da Justiça Eleitoral.

“A primeira grande bandeira institucional do Tribunal Superior Eleitoral foi justamente a inclusão de mulheres, pessoas negras e indígenas na participação política. Trata-se de um tema fundamental para o fortalecimento do ambiente democrático e para a construção de uma sociedade mais representativa”, destacou.

Ao dar início às atividades, o palestrante Elder Maia Goltzman explicou que a proposta do curso é promover um diálogo entre o Direito Eleitoral e os Direitos Humanos, permitindo uma nova leitura dos principais institutos eleitorais.

“A ideia é analisar temas como propaganda eleitoral, abuso de poder, prestação de contas e registro de candidatura sob a perspectiva dos direitos humanos. Muitas das questões enfrentadas pela Justiça Eleitoral envolvem dilemas relacionados à inclusão, igualdade e proteção de direitos fundamentais. Por isso, queremos construir um espaço de diálogo, reflexão e troca de experiências”, afirmou.

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Especialistas de referência nacional

O curso é ministrado por dois especialistas com ampla atuação acadêmica e profissional na área.

Elder Maia Goltzman é analista judiciário do TRE-SP, mestre em Direito e Instituições do Sistema de Justiça pela Universidade Federal do Maranhão (UFMA), doutorando em Direito Político e Econômico pela Universidade Presbiteriana Mackenzie e especialista em Direito Administrativo. Atua em pesquisas relacionadas à liberdade de expressão, direitos humanos, população LGBTQIAPN+, desinformação e direito digital, além de ser professor em cursos de pós-graduação e autor de obras na área eleitoral.

A programação também contará com a participação de Sabrina de Paula Braga, responsável por ministrar módulos do curso ao longo da semana. Analista judiciária do TRE-MG, é mestra e doutoranda em Direito Político pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), coordenadora do eixo “Participação de Grupos Minorizados” da Capacitação Nacional das Escolas Judiciárias Eleitorais e integrante da Comissão de Promoção da Igualdade Racial da Justiça Eleitoral.

Jornalista: Andréa Martins Oliveira

#PratodosVerem – Participante acompanha, por meio de um notebook, o curso telepresencial “Eleições em Perspectiva: Gênero, Raça e Etnia no Processo Eleitoral”, promovido pelo Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT). Na tela, aparecem autoridades e participantes da capacitação em videoconferência, enquanto o palestrante apresenta conteúdo relacionado aos direitos humanos e ao processo eleitoral.

Fonte: TRE – MT

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