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Clima seco favorece maturação e colheita de algodão e milho na safra 2024/25

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Boletim da Conab destaca efeitos do clima nas lavouras brasileiras

A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) divulgou o Boletim de Monitoramento Agrícola com dados referentes ao período de 1º a 21 de junho, detalhando o andamento da safra 2024/25 em diferentes regiões do país. O documento traz um panorama das condições climáticas e seu impacto sobre o desenvolvimento de culturas como milho, algodão e feijão.

Chuvas concentradas no Norte, Sul e parte do Nordeste

Os maiores volumes de chuva foram observados nas seguintes regiões:

  • Região Norte;
  • Rio Grande do Sul;
  • Faixa leste do Nordeste;
  • Partes de Santa Catarina e do Paraná.

Essas precipitações favoreceram o milho segunda safra em estágio reprodutivo no Pará e garantiram níveis adequados de armazenamento hídrico no solo do Paraná. No Sealba — área que compreende partes de Sergipe, Alagoas e Bahia — a umidade do solo foi suficiente para viabilizar a semeadura e o bom desenvolvimento do feijão e do milho de terceira safra.

Por outro lado, no Rio Grande do Sul, o excesso de chuvas atrapalhou a implantação dos cultivos de inverno.

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Centro-Oeste e Sudeste: clima seco acelera maturação e colheita

Nas regiões Centro-Oeste e Sudeste, o clima mais seco foi favorável à maturação das lavouras e ao avanço da colheita do milho segunda safra e do algodão.

Segundo a Conab, os dados espectrais apontam condições adequadas de desenvolvimento do milho nas principais regiões produtoras, apesar de atrasos na semeadura e no crescimento inicial das lavouras em algumas localidades. As chuvas ocorridas anteriormente permitiram o encerramento do ciclo produtivo com bom desempenho.

O Índice de Vegetação (NDVI) registrou valores elevados em todas as áreas monitoradas, indicando lavouras bem desenvolvidas. Nos estados do Sul, como Santa Catarina e Rio Grande do Sul, os cultivos de inverno apresentaram desempenho superior ao das safras anteriores, mesmo com episódios de excesso de chuva.

Colheita do milho segunda safra avança em várias regiões

A colheita do milho segunda safra segue em diferentes estágios pelo país:

Mato Grosso: A colheita está avançada, com rendimentos acima das expectativas iniciais.

Paraná: A redução das chuvas favoreceu a perda de umidade dos grãos, permitindo o avanço das colheitadeiras.

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Mato Grosso do Sul: As baixas temperaturas têm retardado o ritmo da colheita.

Goiás: A operação teve início em alguns municípios, com qualidade dos grãos dentro do esperado.

São Paulo e Minas Gerais: Os grãos ainda apresentam umidade elevada, o que impede uma colheita mais rápida.

Maranhão: A colheita avança em ritmo acelerado.

Perspectivas para o restante da safra

Com a combinação entre o avanço das colheitas e as boas condições vegetativas observadas nas imagens espectrais, o cenário é positivo para grande parte das lavouras de milho e algodão. A expectativa é de que o clima continue favorecendo a maturação dos grãos nas regiões Centro-Sul e o avanço das operações nas demais localidades.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Exportações brasileiras de soja disparam em maio e ANEC projeta embarques acima de 15,8 milhões de toneladas

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As exportações brasileiras de soja seguem em ritmo acelerado em 2026. Dados divulgados pela Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (ANEC) apontam que os embarques da oleaginosa devem alcançar 15,87 milhões de toneladas em maio, consolidando um avanço expressivo frente ao mesmo período do ano passado.

O levantamento da entidade, com base na programação de navios até a semana 20 de 2026, mostra que o Brasil já exportou 58,97 milhões de toneladas de soja entre janeiro e maio. No mesmo intervalo de 2025, o volume acumulado havia sido de 54,26 milhões de toneladas, indicando crescimento consistente da demanda internacional pelo grão brasileiro.

Soja lidera pauta exportadora do agro brasileiro

Somente na semana entre 24 e 30 de maio, os portos brasileiros devem embarcar cerca de 3,59 milhões de toneladas de soja. Na semana anterior, o volume programado era de 3,41 milhões de toneladas.

Os principais corredores de exportação seguem concentrados nos portos de:

  • Santos
  • Barcarena
  • São Luís/Itaqui
  • Paranaguá
  • Rio Grande

O Porto de Santos lidera novamente a movimentação, com previsão superior a 816 mil toneladas embarcadas na semana analisada.

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A forte presença da China continua sustentando os embarques brasileiros. Segundo a ANEC, os chineses responderam por 70% das importações da soja brasileira entre janeiro e abril de 2026. Espanha e Turquia aparecem na sequência, com 4% cada.

Farelo de soja mantém crescimento nas exportações

O farelo de soja também apresenta desempenho positivo no acumulado do ano. As exportações do derivado somaram 10,41 milhões de toneladas até maio, acima do registrado no mesmo período de 2025.

Para maio, a expectativa é de embarques próximos de 2,63 milhões de toneladas, reforçando a competitividade do processamento brasileiro no mercado internacional.

Entre os principais destinos do farelo brasileiro estão:

  • Indonésia
  • Tailândia
  • Irã
  • Holanda
  • Polônia

A Indonésia lidera as compras externas do produto, com participação de 20% no período analisado.

Exportações de milho avançam, mas ainda abaixo do potencial da safrinha

Os embarques de milho começam a ganhar força, embora ainda estejam distantes do pico sazonal esperado para o segundo semestre. Em maio, a previsão da ANEC aponta exportações de aproximadamente 367 mil toneladas.

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No acumulado do ano, o cereal soma 5,84 milhões de toneladas exportadas. O volume ainda permanece abaixo do ritmo observado em igual período de 2025, reflexo do calendário da segunda safra e da maior retenção do produto no mercado interno.

Os principais compradores do milho brasileiro em 2026 foram:

  • Egito
  • Vietnã
  • Irã
  • Argélia
  • Malásia

O Egito aparece como principal destino, absorvendo 27% das exportações brasileiras do cereal entre janeiro e abril.

Complexo agroexportador mantém força em 2026

Somando soja, farelo, milho, trigo, DDGS e sorgo, o Brasil já movimentou mais de 76,7 milhões de toneladas no acumulado de 2026 até maio, segundo a ANEC.

O desempenho reforça o protagonismo do agronegócio brasileiro no comércio global de grãos, especialmente diante da forte demanda asiática e da competitividade logística dos principais portos nacionais.

Especialistas do setor avaliam que o comportamento do câmbio, os prêmios portuários e o avanço da colheita da safrinha serão determinantes para o ritmo dos embarques nos próximos meses.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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