AGRONEGÓCIO

Festa junina transforma pediatria do Hospital Municipal de Cuiabá

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O Hospital Municipal de Cuiabá (HMC) se encheu de cores, música e alegria para a tradicional festa junina da pediatria, na manhã desta quinta-feira (26). O evento, organizado pelos próprios funcionários da unidade, transformou o clima hospitalar e trouxe diversão e leveza para as 30 crianças internadas na pediatria e para os 10 pacientes da UTI pediátrica.

A iniciativa já faz parte do calendário do hospital e mobilizou todos os setores. “É uma tradição daqui da unidade. Quem participa majoritariamente são os funcionários da unidade. A gente divide as barraquinhas por setor do hospital, sendo o Centro Cirúrgico, CTQ, Comissão de Qualidade, Diretoria Técnica, todos participam. E a festa a gente faz aqui, na pediatria, para agradar as crianças”, explicou a diretora técnica do HMC, Dra. Fanavya Sulzbacher, que acompanhou a movimentação.

O clima de descontração foi pensado especialmente para que os pacientes pudessem viver um momento diferente e aliviar o estresse da internação. “A festa é para o setor da pediatria. Então os pacientes que estiverem na UTI e que tiverem condições, descem. Os que estiverem no CTQ e puderem, descem, desde que sejam crianças. A importância de um momento como esse é enorme. Temos criança aqui que está internada há 60 dias. Então ele vem, pega sol, conversa, brinca, se distrai. Esse ano conseguimos, com um doador, sacolinhas de guloseimas preparadas com muito carinho pela equipe da enfermagem. Tudo decorado e pensado para eles”, completou a médica.

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Além das guloseimas, presentes e muitos brinquedos, a festa contou com comidas típicas como bolos, pipoca, algodão-doce, cural, maria-isabel, cachorro-quente, refrigerante, diversos doces, canjicas e até a tradicional pescaria, onde as crianças podiam “pescar” brinquedos doados pelos próprios servidores do hospital. Para as crianças que não puderam descer até o local da festa, as lembrancinhas foram entregues diretamente em seus leitos, garantindo que todas pudessem participar da comemoração e saborear as delícias.

Entre os pequenos que aproveitaram a festa, estava Eloyza Souza, de 10 anos, que passou por uma cirurgia de apendicite aguda na noite anterior e já fazia planos para aproveitar a comemoração. “Na hora que ela abriu o olho depois da anestesia, a primeira coisa que ela falou foi dessa festinha que ela queria vir. Ela estava na expectativa e muito feliz. Minha filha entrou ontem no hospital, por volta das quatro da tarde, operou à noite, e graças a Deus foi tudo bem. Ela já sabia da festa e esperava muito por esse momento”, relatou a mãe da menina.

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Ao longo da manhã, as risadas e a animação tomaram conta dos corredores e das alas, reforçando o cuidado humanizado e a alegria como parte importante do tratamento. Com o apoio da equipe multiprofissional, o evento mostrou que, mesmo em um ambiente hospitalar, sempre há espaço para esperança, carinho e muitos sorrisos.

#PraCegoVer

A imagem mostra três mulheres e uma criança que está em uma cadeira de rodas. Todos usam trajes típicos de festa junina. A foto é bem colorida, tanto pelo local quanto pelas roupas que os personagens nela usam.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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AGRONEGÓCIO

Matopiba desponta como nova fronteira da produtividade no Brasil

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O avanço do agronegócio está mudando o mapa da produtividade brasileira e levando parte do dinamismo econômico para o Matopiba, região formada por Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia. Enquanto o indicador nacional cresceu 18,7% entre 2002 e 2019, três Estados da região registraram alguns dos maiores aumentos do País.

O Piauí liderou o crescimento da produtividade do trabalho no período, com alta de 103%. O Maranhão avançou 86% e o Tocantins, 69,7%. Os resultados acompanham a expansão da fronteira agrícola e indicam que a transformação provocada pelo campo ultrapassou o aumento da área plantada e do volume colhido.

Os dados fazem parte do estudo “Missing the Productivity: Estimating Labor Productivity in Brazilian Municipalities (2002–2019)”, dos pesquisadores Alan Bueno e Diogo Ferraz. Divulgado em julho, o trabalho construiu uma base anual com informações dos mais de 5,5 mil municípios brasileiros.

O levantamento é um pré-print, versão que ainda não passou pela etapa definitiva de revisão acadêmica. Embora tenha alcance nacional e não seja dedicado exclusivamente ao Matopiba, o estudo revela grandes ganhos de produtividade nas fronteiras agropecuárias e uma evolução mais lenta nos Estados historicamente industrializados.

A produtividade analisada não é o rendimento das lavouras por hectare. O indicador mede quanto valor é produzido por trabalhador. Ele aumenta quando a incorporação de máquinas, tecnologia, qualificação e métodos mais eficientes de gestão permite ampliar a produção sem elevar na mesma proporção o número de pessoas ocupadas.

No Brasil, a agropecuária foi o setor que apresentou o maior avanço entre 2002 e 2019. A produtividade do trabalho no campo cresceu 80,1%, diante de aumentos de 10,3% nos serviços e de apenas 5,4% na indústria.

O resultado ajuda a explicar por que regiões antes com menor participação na economia nacional passaram a atrair armazéns, transportadoras, revendas de máquinas e insumos, instituições financeiras, empresas de tecnologia, indústrias de alimentos e prestadores de serviços.

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Para Alan Bueno, professor da Universidade Estadual do Paraná e um dos autores do estudo, o avanço do Matopiba pode ser comparado à transformação ocorrida no Centro-Oeste a partir da segunda metade do século passado.

“O Matopiba é o novo ouro. É o que foi o Centro-Oeste nos anos 1950. Trata-se de um crescimento que faz mudar a realidade regional”, afirmou.

Segundo o pesquisador, o campo passou a funcionar como ponto de partida de uma rede econômica mais ampla. “O agro converteu-se no catalisador de uma vasta rede econômica, envolvendo transporte, comércio, construção civil, tecnologia, crédito e serviços”, explicou.

A expansão foi sustentada principalmente pela produção de soja, milho e algodão, além da pecuária. O desenvolvimento de sementes adaptadas ao Cerrado, a correção dos solos, a mecanização e a agricultura de precisão permitiram que a região ampliasse sua participação na produção nacional.

Os dados mais recentes indicam que o movimento continuou depois de 2019, último ano abrangido pelo estudo. A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) estima que Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia colham juntos aproximadamente 41,4 milhões de toneladas de grãos na safra 2025/26, aumento próximo de 9% sobre o ciclo anterior.

A Bahia deverá liderar a produção regional, com cerca de 15 milhões de toneladas. O Tocantins aparece em seguida, com 9,74 milhões, seguido pelo Maranhão, com 9,05 milhões, e pelo Piauí, com 7,58 milhões de toneladas.

Somente a soja deve alcançar 25,4 milhões de toneladas nos quatro Estados, o equivalente a aproximadamente 14% da produção brasileira da oleaginosa. O resultado consolida o Matopiba como fornecedor relevante para as indústrias de óleo, farelo, rações, carnes e biocombustíveis.

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O avanço da produtividade, porém, não significa que os benefícios econômicos sejam distribuídos automaticamente. A mecanização reduz a necessidade de algumas tarefas manuais, ao mesmo tempo que amplia a procura por operadores de máquinas, técnicos agrícolas, engenheiros agrônomos, mecânicos e profissionais de tecnologia e logística.

Sem capacitação local, parte dessas vagas pode ser preenchida por trabalhadores vindos de outras regiões. O aumento da riqueza também depende da capacidade dos municípios de converter maior arrecadação em educação, saúde, saneamento e infraestrutura.

Outro desafio é evitar que o Matopiba permaneça apenas como fornecedor de produtos primários. A instalação de esmagadoras de soja, fábricas de rações, frigoríficos, usinas de biocombustíveis e indústrias de alimentos permitiria agregar valor à produção e manter uma parcela maior da renda na própria região.

O crescimento também aumenta a pressão sobre estradas, ferrovias, armazéns e terminais de exportação. Sem infraestrutura compatível, parte do ganho obtido dentro das propriedades pode ser perdida com fretes elevados, filas e demora no escoamento.

Há ainda o desafio de conciliar a expansão produtiva com a conservação do Cerrado, a regularização fundiária e a inclusão da agricultura familiar. A competitividade futura da região dependerá não apenas do volume produzido, mas também da capacidade de comprovar a origem e a sustentabilidade dos produtos.

O estudo mostra que a produtividade brasileira começou a mudar de endereço. O Matopiba já produz mais por trabalhador e movimenta uma cadeia econômica cada vez maior. O próximo passo será transformar essa eficiência em indústria, empregos qualificados e melhoria permanente da renda da população.

Fonte: Pensar Agro

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