AGRONEGÓCIO

Embrapa apresenta selo Produção Integrada de Morango na Anuga 2024

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O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) coordena nacionalmente o Programa de Produção Integrada Agropecuária (PI Brasil), focado na adequação de sistemas produtivos para geração de alimentos de alta qualidade. O Programa Produção Integrada de Morango teve início ainda no ano de 2006, coordenado pela Embrapa Meio Ambiente.

A Staw Agricultura, empresa paranaense de propriedade de Ingrid Souza, possui o Selo Brasil Certificado desde 2019, o primeiro morango do estado do Paraná a receber esse selo pela adoção da produção integrada de morango (PIMo).

Em 2022 também recebeu o Certificado de Conformidade Orgânica para produção de morango in natura, morango congelado e morango liofilizado, pela Ecocert Brasil Certificado. Ingrid conta que o que a motivou a buscar as certificações foi a grande visibilidade e aceitação dos produtos. “Sempre procuramos produzir da maneira mais natural possível. Os dois selos têm várias exigências em comum, com grau alto de dificuldade para obtenção”.

A produtora destaca que as vantagens de ambos os selos é que eles garantem que o produto final tenha uma qualidade ótima. “Todas as exigências tanto da produção integrada quanto da produção orgânica fazem com que nós produtores busquemos sempre melhorias e tecnologias que ajudem em todo o processo produtivo, processamento e armazenamento, agregando, assim, valor ao produto final”. Ingrid enfatiza que “devido às exigências das certificações, nosso produto tem uma qualidade superior, chamando a atenção de clientes que buscam pela segurança e rastreabilidade do morango”.

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Atualmente, a Staw oferece morango in natura, liofilizado e congelado. “O morango liofilizado ainda é pouco conhecido pelo público, mas estamos com um planejamento de ‘marketing’ para ajudar na divulgação dos benefícios nutricionais proporcionados por ele. Acredito que quando as pessoas souberem que se trata um alimento saudável, o consumo irá aumentar muito”.

Atualmente, são muitos produtores certificados no Estado de São Paulo e em outras regiões do país com o Selo Brasil Certificado.

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Fonte: Embrapa

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Com custos em alta, eficiência passa a definir competitividade no agro

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A combinação de juros elevados, custos de produção pressionados, instabilidade geopolítica e preços mais baixos das commodities tem imposto desafios adicionais ao agronegócio brasileiro em 2026. Na Bahia, porém, produtores apostam em ganhos de produtividade, tecnologia e gestão para atravessar um dos cenários mais complexos dos últimos anos sem comprometer a expansão da atividade. A estratégia ganha relevância às vésperas da Bahia Farm Show, principal feira agrícola do Norte e Nordeste, que começa nesta semana em Luís Eduardo Magalhães.

O desafio não é pequeno. O aumento dos custos dos fertilizantes, impulsionado pelas tensões no Oriente Médio e pela valorização do petróleo, se soma ao crédito rural mais caro e às incertezas sobre o comportamento do clima na próxima safra. Ao mesmo tempo, produtores convivem com margens mais apertadas diante da acomodação dos preços internacionais da soja, do milho e do algodão.

Mesmo assim, o agro baiano chega ao novo ciclo sustentado por um diferencial que tem chamado a atenção do setor: o avanço consistente da produtividade. No Oeste da Bahia, principal fronteira agrícola do estado, a produção de soja registrou recordes sucessivos de rendimento nos últimos anos, resultado da adoção de novas tecnologias, melhor manejo agronômico e investimentos em genética e agricultura de precisão.

Os números ajudam a explicar o otimismo cauteloso dos produtores. Em 2025, a Bahia colheu uma safra recorde superior a 12,8 milhões de toneladas de grãos, com crescimento de 12,8% sobre o ano anterior. A soja alcançou 8,6 milhões de toneladas, avanço de 14,3%, enquanto o milho cresceu 18,2%. O algodão, uma das principais culturas de exportação do estado, também ampliou sua produção.

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Para a safra 2025/26, as projeções apontam um novo avanço. Levantamentos do setor indicam que a produção baiana de grãos e fibras poderá superar 14 milhões de toneladas, consolidando a liderança do estado dentro da região do Matopiba, considerada a principal fronteira de expansão agrícola do país.

O desempenho do campo já vem refletindo diretamente na economia estadual. Dados da Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia mostram que a agropecuária cresceu 12,4% no quarto trimestre de 2025, desempenho muito superior ao avanço de 2,3% registrado pelo Produto Interno Bruto (PIB) da Bahia no mesmo período. O Valor Bruto da Produção agropecuária alcançou R$ 4,9 bilhões no trimestre, confirmando o papel do setor como principal motor da economia baiana.

Além das lavouras de grãos, outras cadeias vêm reforçando a diversificação do agro estadual. A produção de café avançou 5,1% em 2025, enquanto a cacauicultura registrou crescimento de 7%, beneficiada pela forte demanda internacional e pelos elevados preços da commodity. Na pecuária, o aumento dos abates e da produção de leite também contribuiu para sustentar a renda no interior do estado.

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O principal desafio agora é manter a competitividade diante da escalada dos custos. Lideranças do setor avaliam que o produtor precisará ser ainda mais eficiente na gestão financeira, antecipando compras de insumos, reduzindo desperdícios e utilizando ferramentas de comercialização capazes de proteger margens. A palavra de ordem passou a ser planejamento.

Ao mesmo tempo, cresce a preocupação com fatores que escapam ao controle das fazendas. O comportamento do clima, a volatilidade dos mercados internacionais e possíveis interrupções nas cadeias globais de fertilizantes continuam no radar dos produtores. Para especialistas, a capacidade de combinar produtividade elevada com gestão de risco será decisiva para determinar quem conseguirá atravessar o atual ciclo de incertezas.

Se há um consenso entre lideranças do setor, é que a Bahia deixou de competir apenas pela expansão de área. O avanço do agro estadual passa cada vez mais pela capacidade de produzir mais por hectare, com maior eficiência e menor custo. Em um ambiente de margens pressionadas, a produtividade deixou de ser apenas um diferencial competitivo para se tornar uma condição de sobrevivência

Fonte: Pensar Agro

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