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Queda do IOF escancara impasse fiscal e acende alerta de apagão administrativo no governo

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Impacto imediato da derrubada do IOF

O Congresso Nacional anulou, nesta quarta-feira (25), os decretos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva que elevavam as alíquotas do IOF sobre empréstimos e operações de câmbio. A revogação impõe ao governo a necessidade de contingenciar ou compensar cerca de R$ 12 bilhões para cumprir a meta de déficit zero em 2025 — objetivo que já admite uma banda de tolerância de até R$ 31 bilhões.

“A derrubada desse decreto significa contingenciamento imediato. O que vamos cortar: programas sociais, educação, saúde, Minha Casa, Minha Vida?”, questionou o líder do PT na Câmara, Lindbergh Farias (RJ).

Meta fiscal sob pressão

Sem novas receitas ou cortes estruturais, a equipe econômica ainda não apresentou plano definitivo para tapar o buraco aberto pela perda de arrecadação. Especialistas avaliam que o valor pode superar os R$ 10 bilhões estimados inicialmente pelo Executivo.

O risco de paralisia a partir de 2027

Além do ajuste de curto prazo, economistas alertam para um problema maior: a regra do arcabouço fiscal, que limita o crescimento real das despesas a 2,5% ao ano, pode zerar o espaço para gastos discricionários já em 2027. Sem reformas, não haverá recursos sequer para custear água, luz ou manutenção de ministérios.

  • Gastos obrigatórios (Previdência, pessoal, saúde e educação) continuam crescendo acima da inflação.
  • Gastos livres (investimentos em infraestrutura, bolsas científicas, Farmácia Popular, defesa agropecuária, combate ao trabalho escravo, emissão de passaportes) encolhem ano a ano.
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Onde cortar? Propostas em debate

Analistas e organismos internacionais convergem na necessidade de atacar despesas obrigatórias para preservar a credibilidade fiscal e evitar alta adicional dos juros.

Eixos de contenção citados por especialistas
  1. Previdência e BPC – Desvincular reajustes do salário mínimo e rever regras de elegibilidade.
  2. Saúde e educação – Ligar pisos constitucionais ao crescimento da população ou do PIB, não à arrecadação.
  3. Reforma administrativa – Reduzir salários iniciais em 20%, alongar progressões e unificar carreiras.
  4. Benefícios tributários – Revisar isenções setoriais e ampliar a base do Imposto de Renda, incluindo lucros e dividendos.
  5. Emendas parlamentares e aportes a estatais – Reduzir volumes ou estabelecer tetos.

O Banco Mundial recomenda medidas semelhantes e enfatiza que a “estrutura rígida de gastos, com grande peso de aposentadorias e salários do funcionalismo, limita a adesão plena ao arcabouço”.

‘Jabutis’ podem encarecer a conta de luz

Na semana passada, deputados e senadores também derrubaram vetos a dispositivos estranhos ao projeto que regulava a geração de energia eólica offshore. Esses “jabutis elétricos” devem elevar a tarifa em 3,5%, transferindo aos consumidores um custo estimado entre R$ 195 bilhões (setor elétrico) e R$ 525 bilhões (cálculo do governo) até 2050.

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A revogação do aumento do IOF expôs a dificuldade do governo em equilibrar o Orçamento apenas com alta de impostos. Sem reformas que desacelerem o crescimento automático das despesas, o Brasil caminha para um cenário em que faltará dinheiro não só para investimentos, mas para o funcionamento básico da máquina pública — e o consumidor já começa a sentir a conta no bolso, seja nos impostos, seja na tarifa de energia.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Prefeitura reforça proibição do comércio irregular nas UPAs de Cuiabá

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A Prefeitura de Cuiabá, por meio da Secretaria Municipal de Saúde, reforça a proibição do comércio ambulante no interior e nas entradas das Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) da Capital. A medida, implantada desde abril, tem contribuído para melhorar a organização dos espaços, reduzir aglomerações e garantir melhores condições de atendimento aos pacientes e aos profissionais que atuam nas unidades.

A restrição segue as normas municipais que impedem a instalação de equipamentos e a comercialização de produtos nas entradas principais de hospitais, prontos-socorros, ambulatórios e demais unidades de saúde, públicas ou privadas, além de proibir o comércio no interior desses espaços.

A iniciativa já apresenta resultados positivos na rotina das unidades, com maior organização dos acessos, melhor circulação de pacientes, acompanhantes e equipes, além de manter livres as áreas destinadas ao atendimento de urgência e emergência.

A secretária municipal de Saúde, Deisi Bocalon, destaca que a organização dos espaços externos e internos das unidades é fundamental para garantir um atendimento mais eficiente à população.

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“Quando conseguimos manter as entradas das unidades organizadas e sem obstáculos, melhoramos o fluxo de pessoas, facilitamos o trabalho das equipes e garantimos que pacientes que chegam em situação de urgência tenham acesso mais rápido e seguro ao atendimento”, afirmou.

O secretário adjunto de Atenção Secundária, Odair Mendosa, ressalta que as UPAs são portas de entrada para atendimentos de média complexidade e precisam funcionar com estrutura adequada para receber a população.

“As unidades de pronto atendimento recebem diariamente um grande volume de pacientes e precisam ter seus espaços preparados para acolher quem procura o serviço. A retirada do comércio irregular ajuda a preservar o ambiente, melhora a circulação e fortalece a qualidade do atendimento prestado”, explicou.

A ação teve início na UPA Morada do Ouro e será ampliada para as demais unidades de saúde do município. O trabalho envolve fiscalização, orientação aos comerciantes e acompanhamento das áreas próximas aos serviços de saúde.

Além da organização do espaço público, a Vigilância Sanitária também atua na fiscalização das condições de preparo, armazenamento e comercialização de alimentos, considerando os riscos relacionados à higiene, ao descarte inadequado de resíduos e ao uso de equipamentos que possam gerar fumaça e outros impactos nas proximidades das unidades.

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A Prefeitura também instalará placas informativas nas unidades para reforçar a proibição do comércio ambulante no interior dos prédios e nas áreas próximas aos acessos.

O descumprimento das normas pode resultar em medidas administrativas, como multa e apreensão de mercadorias, conforme previsto na legislação municipal.

Os comerciantes que desejam atuar de forma regular em vias e espaços públicos devem solicitar o Termo de Permissão de Uso (TPU), emitido pela Secretaria Municipal de Ordem Pública após análise técnica.

O documento estabelece regras para o exercício da atividade, considerando critérios como segurança, fluxo de pedestres e veículos, uso adequado do solo e cumprimento das normas sanitárias.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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