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Missão da ApexBrasil, MRE e MDIC Busca Fortalecer Relações Comerciais com o Japão e Países do Leste Asiático

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A Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil), em parceria com o Ministério das Relações Exteriores (MRE) e o Ministério da Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), iniciou nesta semana uma missão no continente asiático com o objetivo de expandir as relações comerciais do Brasil com os países da Ásia. A agenda da missão teve início em Bangkok, na última semana, e desde segunda-feira (4) segue em Tóquio, Japão, onde está sendo promovido um encontro de Secoms (Setores de Promoção Comercial e Investimentos), Sectecs (Setores de Ciência, Tecnologia e Inovação) e Adidos Agrícolas.

Segundo o presidente da ApexBrasil, Jorge Viana, o principal propósito da missão é aumentar o fluxo comercial com toda a Ásia, que possui mais de um terço da população mundial e um PIB conjunto de 30 trilhões de dólares. “O Brasil tem um enorme potencial de crescimento neste continente”, destacou Viana.

O Leste Asiático representa cerca de um terço das exportações brasileiras e é responsável por uma parte significativa do superávit comercial do país. No entanto, Viana reconhece o desafio de diversificar as exportações brasileiras, que ainda estão muito concentradas em algumas commodities. “A região é extremamente importante para o Brasil, e este encontro visa exatamente a diversificação das nossas exportações”, afirmou.

O presidente também destacou as consequências das crises internas do Brasil nos últimos anos, que afetaram a relação comercial com o Japão. “O comércio com o Japão já atingiu quase 18 bilhões de dólares, mas hoje está em cerca de 11 bilhões, uma queda considerável. Queremos retomar esses acordos, pois o Japão continua sendo uma prioridade estratégica para o Brasil”, afirmou Viana, lembrando também os laços de amizade entre os dois países.

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A diretora de Negócios da ApexBrasil, Ana Repezza, ressaltou a importância da Ásia como destino de investimentos qualificados, que buscam estabelecer relações duradouras com o Brasil.

Expansão Comercial e Relações com a China

Em sua fala, Jorge Viana também lembrou que a China é o maior parceiro comercial do Brasil, com um crescimento acelerado no comércio bilateral nos últimos 20 anos. O comércio entre os dois países saltou de 6,6 bilhões de dólares, em 2003, para 157,5 bilhões de dólares, em 2023, com as exportações brasileiras para a China alcançando 104,3 bilhões de dólares.

O embaixador do Brasil na China, Marcos Galvão, enfatizou a relevância do Brasil como fornecedor de produtos agrícolas para o gigante asiático. “O Brasil é o primeiro fornecedor de produtos agrícolas para a China, representando um quarto de todas as compras agrícolas do país”, destacou.

Viana também observou que outros países asiáticos demonstram interesse pelos produtos brasileiros, abrangendo desde o agronegócio até os setores de serviços e indústria. Ele acredita que a parceria entre a ApexBrasil, o MRE e o Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA) contribuirá para impulsionar o crescimento do comércio exterior brasileiro na região.

Lançamento do Mapa Bilateral de Comércio e Investimentos Brasil-Japão

Durante o encontro em Tóquio, a ApexBrasil lançou o Mapa Bilateral de Comércio e Investimentos Brasil-Japão, elaborado em colaboração com a Japan External Trade Organization (JETRO) e a Embaixada do Brasil em Tóquio. O estudo apresenta uma análise detalhada do comércio e dos investimentos entre os dois países, além de identificar 300 oportunidades comerciais, com um valor potencial de US$ 63,1 bilhões em exportações.

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Em 2023, o Japão foi o 9º principal parceiro comercial do Brasil, com uma corrente de comércio bilateral de US$ 11,7 bilhões. No entanto, a maioria das exportações brasileiras para o Japão ainda é composta por commodities ou bens semimanufaturados, o que reforça a necessidade de diversificação das exportações, conforme destacou Igor Celeste, gerente de Inteligência da ApexBrasil.

Preparativos para a Expo Osaka 2025

A missão também visa preparar o Brasil para a Expo Osaka 2025, um evento de grande importância para a promoção de produtos e imagem do país. A Expo, que ocorrerá de 13 de abril a 13 de outubro de 2025, tem como tema “Projetando a Sociedade do Futuro para Nossas Vidas”. Durante a visita a Tóquio, Jorge Viana receberá as chaves do Pavilhão do Brasil, que foi construído com recursos brasileiros pelo governo japonês. A customização do pavilhão será feita pela renomada cenógrafa Bia Lessa, convidada pela ApexBrasil para conceituar a estrutura.

Este trabalho preparatório visa promover a presença do Brasil durante os seis meses de exposição na Expo Osaka, que será uma vitrine para os produtos brasileiros e uma oportunidade para fortalecer a conexão entre os dois países.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Dólar recua com avanço nas negociações entre EUA e Irã e inflação americana abaixo do esperado

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Dólar cai com redução das tensões geopolíticas

O dólar registrou queda nos mercados internacionais, pressionado pelo aumento do otimismo em relação a um possível acordo de paz entre Estados Unidos e Irã.

Segundo o analista Rich Asplund, da Barchart, a moeda americana perdeu força após notícias indicarem a possibilidade de extensão do cessar-fogo de duas semanas, com negociações podendo ser retomadas nos próximos dias.

Como reflexo, o índice do dólar (DXY) recuou 0,33%, atingindo o menor nível em seis semanas.

Inflação nos EUA abaixo das expectativas pressiona moeda

Outro fator relevante para a queda do dólar foi a divulgação do índice de preços ao produtor (PPI) dos Estados Unidos, que veio abaixo do esperado.

Os dados indicam que:

  • O PPI cheio subiu 0,5% no mês e 4,0% em relação ao ano, abaixo das projeções de 1,1% e 4,6%
  • O núcleo do PPI (excluindo alimentos e energia) avançou 0,1% no mês e 3,8% no ano, também abaixo das expectativas

Apesar de ainda indicar pressão inflacionária, o resultado mais fraco reforça a percepção de desaceleração, contribuindo para a desvalorização do dólar.

Expectativa de juros também pesa sobre a moeda americana

O dólar segue pressionado também por perspectivas menos favoráveis para os diferenciais de juros globais.

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De acordo com o analista, o Federal Reserve (Fed) pode realizar cortes de pelo menos 25 pontos-base em 2026, enquanto outros bancos centrais relevantes, como o Banco Central Europeu e o Banco do Japão, podem seguir caminho oposto, com possíveis elevações de juros no mesmo período.

Esse cenário reduz a atratividade relativa da moeda americana frente a outras divisas.

Euro e iene avançam diante da fraqueza do dólar

Com o enfraquecimento do dólar, outras moedas ganharam força no mercado internacional.

O euro apresentou valorização, com o par EUR/USD atingindo a máxima em seis semanas, em alta de 0,37%. O movimento também foi favorecido pela queda de cerca de 5% nos preços do petróleo, fator positivo para a economia da zona do euro, que depende de importação de energia.

Já o iene japonês também se valorizou, com o par USD/JPY recuando 0,48%. Além da fraqueza do dólar, a moeda japonesa foi sustentada pela revisão positiva da produção industrial do Japão e pela queda nos preços do petróleo, importante para um país altamente dependente de energia importada.

Ouro e prata sobem com dólar fraco e busca por proteção

Os metais preciosos registraram forte valorização no dia, acompanhando o recuo do dólar.

O ouro e a prata avançaram, com destaque para a prata, que atingiu o maior nível em três semanas e meia.

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A queda do dólar tende a favorecer esses ativos, tornando-os mais atrativos globalmente. Além disso, a redução das preocupações inflacionárias pode abrir espaço para políticas monetárias mais flexíveis, outro fator de suporte para os metais.

Incertezas seguem sustentando demanda por ativos de segurança

Apesar do otimismo com possíveis avanços diplomáticos, o cenário internacional ainda apresenta riscos relevantes.

Entre os fatores que mantêm a demanda por ativos de proteção estão:

  • Tensões geopolíticas envolvendo Estados Unidos e Irã
  • Incertezas sobre políticas comerciais e tarifas americanas
  • Turbulências políticas internas nos EUA
  • Níveis elevados de déficit público

Além disso, medidas como o bloqueio naval no Estreito de Ormuz reforçam a percepção de risco global, sustentando o interesse por metais preciosos como reserva de valor.

Mercado global segue sensível a dados e geopolítica

O comportamento recente do dólar reflete um ambiente global altamente sensível tanto a indicadores econômicos quanto a eventos geopolíticos.

Nos próximos dias, a trajetória da moeda americana deve continuar atrelada à evolução das negociações no Oriente Médio, aos dados de inflação e atividade nos Estados Unidos e às expectativas sobre a política monetária das principais economias do mundo.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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