AGRONEGÓCIO

Nova edição da Pensar Agro traz alerta geopolítico e foco no agro

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Já está disponível a nova edição da Revista Pensar Agro, trazendo na capa a guerra entre Israel, Irã e a repercussão para o agronegócio brasileiro. A publicação mergulha nos impactos do conflito no Oriente Médio, revelando como a tensão geopolítica pode desestabilizar cadeias produtivas globais e pressionar os custos do setor em todo o planeta — com reflexos diretos na agricultura nacional.

O Brasil, líder mundial na produção de alimentos, está exposto. A matéria de capa aponta que cerca de 85% dos fertilizantes usados no país são importados — boa parte deles originários ou dependentes de rotas comerciais que passam justamente pelas regiões envolvidas na crise, como Irã, Omã, Catar e Egito. Especialistas ouvidos pela Pensar Agro explicam que qualquer bloqueio no Estreito de Ormuz, ainda que parcial, pode deflagrar uma nova corrida internacional por insumos agrícolas, elevar os preços de fertilizantes, defensivos, petróleo e gás natural e comprometer o planejamento das próximas safras.

A reportagem ainda mostra como esse cenário turbulento exige do produtor brasileiro mais estratégia, resiliência e precisão. Com a safra 2026/2028 já em fase de projeção, os riscos externos acentuam a importância do debate sobre o Plano Nacional de Fertilizantes. A publicação reforça a necessidade urgente de reduzir a dependência externa e enfrentar entraves ambientais, jurídicos e estruturais que impedem o pleno aproveitamento das reservas minerais brasileiras.

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Nesta edição, a coluna Agro Arábia apresenta uma entrevista exclusiva com o Dr. Rashed Mohamed Karkain, referência dos Emirados Árabes Unidos em sustentabilidade e química verde. O pesquisador compartilha sua trajetória da engenharia química à liderança no Instituto de Pesquisa e Treinamento para o Desenvolvimento Sustentável. Karkain revela interesse em visitar o Brasil para conhecer de perto o sistema de plantio direto, os fertilizantes biológicos e os modelos integrados de lavoura, pecuária e floresta.

Para ler a Revista Pensar Agro em português, clique aqui

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Fonte: Pensar Agro

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AGRONEGÓCIO

Exportação de milho do Brasil deve cair em 2025/26 com pressão dos EUA, Argentina e dólar mais fraco

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O mercado brasileiro de milho enfrenta um cenário mais desafiador para as exportações na temporada 2025/26. A forte concorrência dos Estados Unidos e da Argentina no mercado global, somada ao fortalecimento do real frente ao dólar, levou o Itaú BBA a reduzir sua estimativa para os embarques brasileiros do cereal.

Segundo relatório divulgado nesta segunda-feira, o banco revisou a projeção de exportação de milho do Brasil de 44 milhões para 40 milhões de toneladas na safra 2025/26.

Caso a previsão se confirme, o volume ficará abaixo do registrado na temporada passada, quando o Brasil exportou 41,6 milhões de toneladas e manteve a posição de segundo maior exportador mundial de milho, atrás apenas dos Estados Unidos e à frente da Argentina.

Concorrência internacional reduz competitividade do milho brasileiro

De acordo com a análise do Itaú BBA, o milho brasileiro enfrenta atualmente uma disputa mais intensa no mercado internacional, principalmente diante da elevada oferta dos Estados Unidos e da Argentina.

Além disso, a valorização do real frente ao dólar reduz a competitividade do cereal brasileiro nas exportações, tornando o produto nacional relativamente mais caro para compradores internacionais.

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O cenário cambial, combinado com a maior disponibilidade global do grão, vem limitando o avanço dos embarques brasileiros e pressionando a participação do país no comércio internacional de milho.

Segunda safra preocupa mercado

Outro fator de atenção está relacionado à produção brasileira, especialmente à segunda safra, responsável pela maior parte da colheita nacional de milho.

Segundo o Itaú BBA, a oferta brasileira deverá ser menor do que o esperado inicialmente, após ajustes negativos nas estimativas da safrinha.

A segunda safra de milho está agora projetada em 110 milhões de toneladas, enquanto a produção total brasileira foi estimada em 138 milhões de toneladas, volume que representa queda anual de 2%.

O banco destaca que, apesar de o mercado interno ainda apresentar oferta relativamente confortável e estoques considerados adequados, novas revisões negativas podem alterar significativamente o equilíbrio do setor.

Mercado doméstico pode reter mais milho

O relatório também alerta que eventuais perdas adicionais na segunda safra podem incentivar retenção do cereal no mercado doméstico, reduzindo ainda mais o potencial exportador do Brasil.

Segundo o banco, caso a quebra da safrinha se intensifique, o mercado tende a manter estímulos de preços para segurar o milho internamente, priorizando o abastecimento nacional.

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Esse movimento pode impactar diretamente os embarques brasileiros, especialmente em um momento de forte competição internacional e custos logísticos ainda elevados.

Brasil segue como protagonista global no milho

Mesmo com a redução nas projeções de exportação, o Brasil continua entre os principais players globais do mercado de milho.

O país mantém forte participação no comércio internacional graças ao avanço tecnológico no campo, à expansão da segunda safra e à elevada capacidade produtiva do Centro-Oeste.

No entanto, o cenário para 2025/26 mostra um ambiente mais competitivo e sensível às condições climáticas, ao câmbio e às oscilações da demanda global.

Analistas do setor seguem monitorando principalmente:

  • o desenvolvimento final da segunda safra;
  • o comportamento do dólar;
  • a competitividade frente aos Estados Unidos e Argentina;
  • o ritmo da demanda chinesa;
  • e os estoques globais do cereal.

A expectativa é de manutenção da volatilidade nos preços e ajustes constantes nas projeções ao longo dos próximos meses, conforme o avanço da colheita e das negociações internacionais.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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