AGRONEGÓCIO
Preços do algodão caem em outubro com menor demanda e retração nas principais praças
Publicado em
31 de outubro de 2025por
Da Redação
O mercado de algodão registrou queda nos preços ao longo de outubro, influenciado pela menor demanda e pela retração nas praças produtoras, segundo levantamento da Safras Consultoria. A comercialização apresentou oscilações, com operações de trading voltadas para a safra 2026 e negócios pontuais da indústria tanto no mercado spot quanto para 30 dias.
Em São Paulo, o algodão posto foi cotado a R$ 115,08 por arroba (R$ 3,48 por libra-peso, sem ICMS), representando uma queda de 0,57% em relação à semana anterior, quando era negociado a R$ 115,74/arroba (R$ 3,50/libra-peso). Na comparação mensal, houve retração de 4,66% em relação a setembro, quando o preço médio era de R$ 3,65/libra-peso.
Em Rondonópolis (MT), o cenário foi semelhante, com a pluma registrando queda de R$ 0,96/arroba na semana, cotada na quinta-feira (30) a R$ 109,01/arroba (R$ 3,30/libra-peso). Em relação a outubro do mês passado, quando estava em R$ 3,47/libra-peso (R$ 114,60/arroba), a queda acumulada chegou a 4,88%.
Paridade de exportação indica menor competitividade
De acordo com o Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea), as paridades de exportação do algodão em Mato Grosso seguem em tendência baixista nos últimos meses. A combinação da queda das cotações na Bolsa de Nova York e a desvalorização do dólar pressionou os preços das paridades.
Na semana de 20 a 24 de outubro, a paridade julho/26 ficou em R$ 122,82/arroba, enquanto a paridade dezembro/25 registrou R$ 110,05/arroba, retrações de 10,97% e 11,72%, respectivamente, em comparação com julho/25.
O cenário de paridades mais baixas reduz a competitividade do algodão mato-grossense, impactando a margem do produtor e o ritmo de comercialização. O Imea alerta que isso reforça a necessidade de estratégias para mitigar riscos e preservar a rentabilidade.
Exportações brasileiras têm leve alta em outubro
Segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) do Ministério da Economia, o Brasil exportou 255.008 toneladas de algodão em outubro (considerando 18 dias úteis), com média diária de 14.167 toneladas. A receita total com vendas ao exterior alcançou US$ 413,701 milhões, correspondendo a média diária de US$ 22,983 milhões.
Em relação ao mesmo período do ano anterior, houve alta de 10,9% no volume diário exportado, que em outubro de 2024 era de 12.770 toneladas diárias. A receita diária apresentou crescimento mais modesto, de 0,5%, ante US$ 22,864 milhões em outubro de 2024.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
AGRONEGÓCIO
Vacilos do Trump faz Brasil se aproximar da liderança mundial no agro
Published
2 horas agoon
31 de agosto de 2026By
Da Redação
A distância que durante décadas separou Brasil e Estados Unidos no comércio mundial do agronegócio praticamente desapareceu. Em 2025, os norte-americanos exportaram o equivalente a cerca de R$ 883 bilhões em produtos agrícolas, enquanto as vendas brasileiras chegaram a aproximadamente R$ 871 bilhões. Uma diferença de apenas 1,4% entre dois países que começaram este século em posições muito distantes.
Os dados do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) mostram mais do que uma aproximação circunstancial. Enquanto o Brasil ampliou produção, produtividade e presença em novos mercados, as exportações norte-americanas cresceram em ritmo bem menor e passaram a enfrentar dificuldades em destinos estratégicos.
Em 2025, o agronegócio brasileiro exportou R$ 871 bilhões, considerando a conversão dos valores divulgados oficialmente. Foi o maior resultado da série histórica e representou crescimento de 3% sobre o ano anterior.
Os Estados Unidos encerraram o mesmo período com aproximadamente R$ 883 bilhões em exportações agrícolas.
A diferença de cerca de R$ 12 bilhões é pequena diante do tamanho do comércio dos dois países e mostra quanto a posição relativa mudou.
No início dos anos 2000, as exportações agrícolas americanas eram mais de duas vezes e meia superiores às brasileiras. Em apenas cinco anos, enquanto as vendas externas dos Estados Unidos cresceram aproximadamente 14%, as brasileiras avançaram 68%.
O movimento continua em 2026.
Entre janeiro e julho, o agronegócio brasileiro exportou aproximadamente R$ 533 bilhões, novo recorde para o período. Somente em julho foram cerca de R$ 84 bilhões, também a maior marca já registrada para o mês.
Parte da aproximação pode ser explicada por uma diferença estrutural entre os dois concorrentes.
Os Estados Unidos possuem uma fronteira agrícola praticamente consolidada e enfrentam limitações para aumentar significativamente sua área cultivada. Na pecuária bovina, o rebanho norte-americano está próximo dos menores níveis das últimas sete décadas, situação que reduziu a disponibilidade de animais e aumentou a necessidade de importação de carne.
O Brasil ainda possui maior capacidade de crescimento da produção, seja pela incorporação de áreas já abertas, seja principalmente pelo aumento da produtividade e pela possibilidade de realizar duas ou até três safras na mesma área durante o ano.
Essa vantagem aparece com clareza na soja.
Brasil e Estados Unidos estão entre os grandes responsáveis pela oferta mundial da oleaginosa, mas o Brasil assumiu a liderança tanto na produção quanto nas exportações e passou a ocupar uma parcela crescente do mercado chinês.
A China é justamente onde a diferença entre os dois países se tornou mais evidente.
Em 2025, os chineses compraram aproximadamente R$ 285 bilhões em produtos do agronegócio brasileiro. O país asiático respondeu sozinho por 32,7% de tudo o que o setor exportou.
No comércio agrícola norte-americano ocorreu o movimento contrário.
A China, que durante anos esteve entre os principais compradores dos Estados Unidos, caiu para a sexta posição entre os destinos do agro americano em 2025. As vendas recuaram 66% em apenas um ano, para aproximadamente R$ 43 bilhões.
O próprio USDA associa essa retração às tarifas recíprocas e à redução das compras chinesas de soja norte-americana.
A disputa comercial entre Washington e Pequim acelerou uma mudança que já vinha ocorrendo por razões produtivas. Diante das tarifas impostas aos produtos americanos, importadores chineses aumentaram a procura por fornecedores alternativos, e o Brasil estava em posição privilegiada para atender essa demanda.
O efeito ultrapassou a soja.
O Brasil ampliou participação internacional em carnes, algodão, milho e outros produtos agropecuários e passou a disputar mercados que historicamente tinham forte presença dos Estados Unidos.
Na carne bovina, a inversão é particularmente significativa. O Brasil consolidou-se como maior exportador mundial, enquanto os Estados Unidos, pressionados pela redução de seu rebanho, aumentaram as importações para abastecer o próprio mercado.
Essa situação levou recentemente o governo norte-americano a ampliar em 300 mil toneladas a quantidade de carne bovina magra que poderá entrar no país dentro da cota com tarifa reduzida até o fim deste ano, criando uma oportunidade adicional para fornecedores como o Brasil.
A política comercial adotada pelo governo Donald Trump acrescentou uma nova variável a essa disputa.
As tarifas impostas pelos Estados Unidos atingiram também produtos brasileiros e criaram dificuldades para cadeias que dependem mais diretamente daquele mercado. Café, carnes, suco de laranja e determinados produtos industrializados estão entre os segmentos mais expostos às decisões de Washington.
O efeito sobre o conjunto do agronegócio brasileiro, entretanto, é limitado pela diversificação dos destinos.
Em 2025, os Estados Unidos compraram aproximadamente R$ 59 bilhões em produtos do agro brasileiro, equivalentes a 6,7% das exportações do setor. A China comprou quase cinco vezes esse valor.
Essa diferença ajuda a explicar por que medidas comerciais americanas podem provocar impactos severos em determinadas cadeias sem necessariamente interromper o crescimento das exportações do agronegócio como um todo.
Também mostra por que a abertura de mercados passou a ter peso estratégico para o Brasil. Quanto maior o número de compradores disponíveis para carnes, grãos, fibras, café, frutas e produtos processados, menor a dependência de decisões comerciais tomadas por um único país.
Para o produtor rural, a aproximação dos Estados Unidos no ranking mundial não representa apenas uma disputa estatística. Mercados adicionais significam mais alternativas para escoar a produção e podem aumentar a concorrência entre compradores, especialmente nas cadeias em que o Brasil já possui grande excedente exportável.
Há, porém, um risco nessa trajetória. A crescente concentração das vendas brasileiras na China aumenta a exposição às decisões do país asiático. Quase um terço das receitas do agro brasileiro no exterior depende atualmente daquele mercado.
Por isso, o próximo passo da expansão brasileira passa não apenas por vender mais, mas por diversificar compradores e aumentar o valor agregado dos produtos exportados.
A distância para os Estados Unidos, de qualquer forma, nunca foi tão pequena. Depois de décadas perseguindo o maior exportador agrícola do mundo, o Brasil chega à segunda metade de 2026 em condições de disputar uma posição que, no início deste século, parecia muito distante.
Fonte: Pensar Agro
Prefeitura de Sinop apresenta avanços da habitação durante agenda alusiva ao Mês da Habitação
Promotoria executa TAC e cobra R$ 1 milhão de frigorífico
Prefeitura prorroga para 1º de novembro utilização obrigatória do Ambiente Nacional da NFS-e
Hospital Municipal recebe doação de mais de 100 peças de roupas hospitalares do Grupo Bom Futuro
Copa Integração estreia com 80 equipes e promete movimentar o futebol amador de Rondonópolis
CUIABÁ
MATO GROSSO
Promotoria executa TAC e cobra R$ 1 milhão de frigorífico
O Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), por meio da promotora de Justiça Graziella Salina Ferrari, da Promotoria de Justiça...
Gisela Cardoso participa do lançamento de campanha informativa do Judiciário
“A OAB-MT é uma das pioneiras no enfrentamento ao Golpe do Falso Advogado, desde 2021, quando surgiram os primeiros casos....
MPMT e Prefeitura alinham ações para desocupação de áreas verdes
O avanço de ocupações irregulares em áreas públicas situadas nos loteamentos Senador Jonas Pinheiro e Residencial Ilza Therezinha Picoli Pagot...
POLÍCIA
PF atua em operação integrada que destrói estruturas do narcotráfico
Tabatinga/AM. A Polícia Federal e a Policía Nacional del Perú (PNP), no âmbito da Operação Amazônia 2026, desenvolvida por meio...
PF prende mulher com 2,6 kg de cocaína no Aeroporto de Foz do Iguaçu/PR
Foz do Iguaçu/PR. A Polícia Federal prendeu, nesse sábado (29/8), uma cidadã paraguaia que transportava 2,6 kg de cocaína junto ao...
PF e PM/PR apreendem 230 kg de maconha às margens do Rio Paraná
Foz do Iguaçu/PR. A Polícia Federal e a Polícia Militar do Paraná apreenderam, nesse sábado (29/8), cerca de 230 kg de...
FAMOSOS
Deborah Secco se despede de agosto com álbum de registros: ‘Que mês meus amores!’
Deborah Secco se despediu do mês de agosto de forma especial. Nesta segunda-feira (31), a atriz publicou nas redes sociais...
Maria Guilhermina, filha de Juliano Cazarré, é internada em CTI: ‘Quatro dias doente!’
Maria Guilhermina, filha de Leticia e Juliano Cazarré, foi internada no Centro de Terapia Intensiva (CTI) neste domingo (30). A...
Viih Tube escolhe hotel com spa e jantar em frente ao Coliseu durante lua de mel: ‘Roma’
Viih Tube e Eliezer estão aproveitando a lua de mel pela Itália e chegaram a Roma, onde escolheram um hotel...
ESPORTES
Bahia vence o Internacional na Fonte Nova e entra no G-5 do Brasileirão
O Bahia derrotou o Internacional por 3 a 2 neste domingo (30.08), na Arena Fonte Nova, pela 25ª rodada do...
Grêmio vence a Chapecoense na Arena e se afasta da zona de rebaixamento
O Grêmio derrotou a Chapecoense por 3 a 1 neste domingo, na Arena do Grêmio, pela 25ª rodada do Campeonato...
Palmeiras empata com o Mirassol e vê Flamengo se aproximar na liderança
Palmeiras e Mirassol empataram por 1 a 1 neste domingo (30.08), no Estádio José Maria de Campos Maia, em Mirassol,...
MAIS LIDAS DA SEMANA
-
Política MT6 dias agoLei estadual reforça responsabilidade de mães e pais na criação dos filhos
-
Política MT6 dias agoComissão analisa 24 propostas e retira cinco de pauta para aprimoramento
-
Política MT6 dias agoALMT recebe capacitação sobre atendimento a mulheres em situação de violência
-
Política MT7 dias agoRota do Respeito amplia prevenção à violência contra a mulher em MT



