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Estoques críticos impulsionam inovação com fertilizantes inteligentes na citricultura brasileira

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Estoques de suco de laranja atingem menor nível em décadas

O Brasil, maior exportador mundial de suco de laranja, encerrou 2024 com apenas 351.483 toneladas de suco concentrado e congelado (FCOJ) estocadas — o menor volume registrado, 24,2% abaixo das 463.940 toneladas de 2023. Este cenário de estoques reduzidos traz tensão ao abastecimento global, especialmente em meio a uma safra estimada em 232,38 milhões de caixas para 2024/25, o menor patamar desde 1988/89.

Fatores como temperaturas extremas, estiagem prolongada e a disseminação da doença Greening agravaram ainda mais a situação.

Perspectiva positiva para a safra 2025/26

Apesar do cenário desafiador, a safra 2025/26 apresenta sinais promissores. O Fundecitrus projeta uma colheita de 314,6 milhões de caixas no cinturão citrícola de São Paulo e Minas Gerais, um crescimento de 36,2% em relação à temporada anterior e acima da média da última década.

Chuvas bem distribuídas entre outubro e dezembro de 2024 favoreceram uma segunda florada expressiva, que pode aumentar tanto a quantidade quanto a qualidade dos frutos, com expectativa de laranjas mais doces. Especialistas, porém, alertam que a recuperação depende da regularidade das precipitações em 2025, pois variações climáticas regionais ainda podem impactar o rendimento final.

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Fertilizantes de liberação lenta: inovação para a citricultura

Testes realizados em viveiros paulistas com fertilizantes de liberação lenta (FLL) demonstraram redução de até 56% na lixiviação de nutrientes essenciais como nitrogênio, fósforo e potássio. Além disso, houve melhora significativa no crescimento inicial das mudas cítricas, com maior diâmetro de caule e área foliar.

Embora ainda em fase experimental, esses resultados indicam que os FLL podem transformar o manejo agrícola, reduzindo a frequência de aplicações, os custos operacionais e os impactos ambientais.

Fertilizantes líquidos e competitividade do setor

Leonardo Sodré, CEO da GIROAgro, destaca que o uso de fertilizantes líquidos de alta concentração é fundamental para a competitividade da citricultura brasileira.

“O manejo adequado com fertilizantes líquidos é a base para alcançar produtividade, qualidade e rentabilidade. Quando aplicados corretamente, esses insumos melhoram o desempenho das plantas, ajudam a controlar pragas e doenças, garantem frutos de excelência e fortalecem a imagem do Brasil como líder mundial na produção de cítricos”, afirma Sodré.

Segurança, inovação e sustentabilidade em foco

O cenário atual, marcado por estoques críticos e a expectativa de recuperação, aliado ao avanço das tecnologias, traz à tona temas essenciais para o agronegócio brasileiro: segurança do abastecimento, adaptação às mudanças climáticas, inovação agronômica e práticas sustentáveis alinhadas ao ESG.

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A crescente demanda mundial por frutas de alta qualidade e processos sustentáveis reforça a importância do uso equilibrado de fertilizantes. Essa prática não só eleva a produtividade, mas também mantém a competitividade do setor citrícola brasileiro frente às exigências ambientais.

Manejo responsável garante futuro promissor

Para garantir frutas de excelência e sustentabilidade, o manejo da adubação deve considerar análises de solo e clima, respeitando as particularidades de cada região.

“Estamos comprometidos em levar tecnologia e inovação ao campo, oferecendo soluções que potencializam o trabalho do produtor e fortalecem a economia rural. Investir em pesquisa e desenvolvimento, aliado ao conhecimento do produtor, é o caminho para uma citricultura cada vez mais sustentável e produtiva”, conclui Leonardo Sodré.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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El Niño ameaça a pecuária em 2026 e exige prevenção no manejo do gado no Rio Grande do Sul

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Pecuária sob risco com previsão de El Niño intenso

A pecuária bovina no Rio Grande do Sul entra em 2026 em estado de atenção diante da previsão de um El Niño de forte intensidade. Assim como ocorre na agricultura, o fenômeno climático deve provocar mudanças significativas no regime de chuvas e na variação de temperaturas, exigindo maior preparo dos produtores para evitar perdas produtivas e econômicas.

Segundo a pesquisadora e professora da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), Soraya Tanure, os impactos vão além dos eventos extremos mais evidentes, como enchentes. O efeito sobre o solo e o manejo animal pode comprometer diretamente a produtividade das propriedades.

Solo encharcado e perda de produtividade no campo

Com o aumento das chuvas, o solo tende a ficar saturado, dificultando a circulação dos animais e ampliando os danos estruturais nas áreas de pastagem. O pisoteio do gado em condições inadequadas é um dos principais pontos de alerta.

De acordo com a especialista, esse processo acelera a compactação e a erosão do solo, reduzindo a capacidade produtiva das forrageiras no médio e longo prazo.

“O pisoteio do gado em solo encharcado destrói a estrutura da terra, gerando compactação e erosão, o que compromete a produtividade das forrageiras a médio e longo prazo”, explica Soraya.

Esse cenário também eleva custos operacionais e reduz a rentabilidade da atividade pecuária.

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Estresse térmico e impacto direto na produção animal

Além dos efeitos sobre o solo, o El Niño também influencia o desempenho animal por meio do estresse térmico. As oscilações de temperatura afetam diretamente o ganho de peso dos bovinos de corte e a eficiência produtiva da pecuária leiteira.

As vacas em lactação são ainda mais sensíveis às variações climáticas, o que pode resultar em queda de produtividade em períodos críticos.

A combinação entre calor e umidade também cria condições ideais para a proliferação de parasitas, fungos e bactérias, aumentando o risco de doenças no rebanho.

Manejo e planejamento são fundamentais para reduzir perdas

Diante das previsões climáticas, especialistas reforçam que medidas preventivas devem fazer parte do planejamento contínuo das propriedades rurais, independentemente da ocorrência de fenômenos extremos.

“Considerando a crescente frequência de eventos climáticos extremos, torna-se cada vez mais importante investir em práticas de manejo adaptadas e em sistemas produtivos mais resilientes, capazes de garantir a sustentabilidade e a competitividade da pecuária gaúcha no longo prazo”, destaca Soraya.

Entre as principais recomendações estão:

  • Diversificação das fontes de alimentação animal
  • Fortalecimento da gestão forrageira
  • Planejamento e controle de indicadores da propriedade
  • Uso de ferramentas simples de gestão rural
  • Reserva de alimento e manejo rotacionado ganham destaque
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Com a previsão de maior intensidade do fenômeno na primavera, ainda há tempo para ações preventivas. Uma das principais estratégias é a formação antecipada de estoque de silagem e feno, garantindo suplementação durante períodos de maior precipitação.

O manejo rotacionado também é apontado como uma prática eficiente e de fácil adoção, ajudando a reduzir o pisoteio excessivo e a degradação do solo.

Sanidade animal exige reforço no controle preventivo

As condições mais quentes e úmidas tendem a intensificar a presença de parasitas como mosca-do-chifre e carrapatos, aumentando riscos sanitários no rebanho. Essas infestações podem causar anemia e favorecer doenças como a Tristeza Parasitária Bovina.

A especialista recomenda atenção redobrada com animais desnutridos, que ficam mais vulneráveis a infecções secundárias. Também é fundamental manter o calendário de vacinação em dia, incluindo doenças como rinotraqueíte infecciosa, leptospirose e diarreia viral bovina.

O avanço do El Niño reforça a necessidade de uma pecuária mais tecnificada, preventiva e adaptada às mudanças climáticas. O planejamento antecipado, aliado a práticas de manejo eficientes, será decisivo para reduzir impactos e garantir a sustentabilidade da atividade no Rio Grande do Sul.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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