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Cuiabá faz mutirão de cirurgias plásticas e beneficia vítimas de queimaduras

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O Hospital Municipal de Cuiabá (HMC) realiza, neste sábado (14), um mutirão de cirurgias plásticas reparadoras voltado a pacientes com sequelas graves de queimaduras. A ação, promovida pelo Centro de Tratamento de Queimados (CTQ) da unidade, contempla 25 pacientes da fila do Sistema Único de Saúde (SUS), muitos dos quais aguardavam há anos por essa oportunidade.

A programação começou ainda na sexta-feira (13), com a realização de um mini-curso teórico-prático sobre assistência ao paciente queimado, com foco em técnicas de curativos e boas práticas no manejo desses casos. A capacitação envolveu profissionais locais e visitantes, além da apresentação da equipe médica do CTQ do Rio de Janeiro, que também participa ativamente das cirurgias e das discussões clínicas com a equipe do HMC.

Na manhã deste sábado, um dos momentos mais emocionantes foi protagonizado pela Equipe Lúdica do HMC que vestida dos personagens do desenho divertidamente, que acompanhou os pacientes até o centro cirúrgico, levando acolhimento, leveza e conforto emocional a eles e seus familiares. A ação reforça o compromisso da unidade com um atendimento humanizado e empático.

“Esse mutirão não é apenas uma ação pontual. Ele representa um marco na assistência aos pacientes queimados em nosso estado. Mato Grosso conta com apenas um centro de referência para queimaduras, localizado aqui no HMC, e atende casos graves, tanto agudos quanto de longa espera, vindos de todas as regiões”, explica o secretário adjunto de Atenção Hospitalar e Complexo Regulador, Dr. Eduardo Andraus.

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O mutirão é resultado de uma grande mobilização de esforços locais e nacionais. De acordo com o cirurgião plástico Dr. Carlos Alberto Maranhão, responsável técnico pelo CTQ do HMC, a força-tarefa só é possível graças à união de várias frentes.

“Contamos com o apoio da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP), da Sociedade Brasileira de Queimaduras (SBQ), da equipe do próprio HMC e de empresas privadas que contribuíram com insumos, materiais cirúrgicos e alimentação para os profissionais envolvidos. Esta ação nasceu da necessidade urgente de atender uma demanda crescente em Mato Grosso, onde acidentes domésticos e de trabalho continuam sendo causas frequentes de queimaduras graves”, afirmou o médico.

As cirurgias estão sendo realizadas em cinco salas cirúrgicas simultâneas, com quatro procedimentos por sala. Participam da jornada cinco residentes de cirurgia plástica do Rio de Janeiro, acompanhados de sua preceptora, Dra. Irene Daher, a convite da Dra. Adriana Barón, também integrante da equipe organizadora. Cada residente acompanha um cirurgião plástico durante os procedimentos, promovendo uma rica troca de experiências e saberes.

Entre os beneficiados está o pequeno Wellington Souza, de 8 anos, um dos primeiros pacientes operados na manhã deste sábado. Ele aguardava por essa cirurgia há dois anos e não conteve a emoção ao sair do centro cirúrgico. “Hoje eu estou me sentindo muito feliz. Talvez seja o melhor dia da minha vida”, disse o menino, com um sorriso no rosto que refletia alívio e esperança.

O mutirão reafirma o compromisso da gestão municipal e do HMC com uma saúde pública acolhedora, especializada e inclusiva, devolvendo a dignidade e qualidade de vida a dezenas de pessoas que antes viam na fila do SUS uma longa e incerta espera.

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A secretária municipal de Saúde de Cuiabá, Lúcia Helena Barboza Sampaio, acompanhou de perto o início das cirurgias e destacou a importância da ação para os pacientes e para toda a rede pública de saúde.

“É muita alegria e orgulho poder participar dessa ação voluntária, que vai fazer tantas pessoas melhorarem a sua qualidade de vida e, obviamente, ficarem mais felizes também. Temos médicos de Cuiabá, cirurgiões plásticos e ortopedistas, e médicos do Rio de Janeiro, que se dispuseram a vir aqui participar dessa ação e vão tratar sequelas de queimaduras de pessoas que estão há mais de dez anos aguardando por essa cirurgia e que antes tinham zero possibilidade de realizá-la. Agora, com esse mutirão, vamos conseguir mudar essa realidade”, afirmou a secretária.

A ação deste sábado (14) representa não apenas um avanço técnico, mas também um gesto de empatia, solidariedade e cuidado com quem mais precisa. A Prefeitura de Cuiabá segue investindo em ações que ampliem o acesso a tratamentos especializados e fortaleçam a saúde pública com sensibilidade e responsabilidade.

#PraCegoVer

A foto mostra a equipe lúdica do HMC com fantasias, interagindo com um paciente beneficiado pelo mutirão. A secretária de Saúde, Lúcia Helena, acompanha a ação. Todos sorriem e o clima do ambiente é descontraído.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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Fertilizantes: Rabobank reduz projeção para 2026 e alerta para impacto da inadimplência recorde no agro

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Inadimplência no campo e preços elevados devem reduzir consumo de fertilizantes

O mercado brasileiro de fertilizantes deverá enfrentar uma retração mais intensa em 2026 do que a prevista anteriormente. Em relatório divulgado nesta quarta-feira, o Rabobank revisou para baixo sua estimativa de vendas de adubos no país e apontou a inadimplência recorde dos produtores rurais como um dos principais fatores de pressão sobre a demanda.

A instituição projeta que as entregas de fertilizantes aos agricultores brasileiros somem 45,1 milhões de toneladas em 2026, o que representa uma queda de 8,2% em relação ao volume recorde registrado em 2025. Caso a previsão se confirme, será o menor volume comercializado desde 2022, período marcado pelos impactos da guerra entre Rússia e Ucrânia sobre o mercado global de insumos.

A nova estimativa é mais conservadora do que a divulgada em abril, quando o banco previa consumo de aproximadamente 47,2 milhões de toneladas.

Segundo o Rabobank, além dos preços ainda elevados dos fertilizantes, a situação financeira de muitos produtores brasileiros tem limitado a capacidade de investimento e comprometido a aquisição de insumos para a próxima safra.

Guerra no Oriente Médio afetou mercado global de fertilizantes

O relatório destaca que os reflexos da guerra envolvendo o Irã contribuíram para a elevação dos custos dos fertilizantes em 2026. O fechamento temporário do Estreito de Ormuz, uma das principais rotas globais de transporte de matérias-primas e insumos, provocou aumento dos preços internacionais e forte volatilidade nos mercados.

Embora haja sinais de normalização logística e avanços diplomáticos para reduzir as tensões na região, o banco avalia que os impactos sobre a demanda global já foram consolidados.

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No caso da ureia, um dos fertilizantes nitrogenados mais utilizados no mundo, os preços retornaram aos níveis observados antes do conflito. Ainda assim, o Rabobank destaca que o comportamento do mercado repetiu um padrão semelhante ao registrado em 2022.

De acordo com a análise, foram necessárias cerca de seis semanas para que os preços atingissem o pico após o início das tensões, seguidas por aproximadamente dez semanas para retornar aos patamares iniciais.

Já o fosfato monoamônico (MAP), um dos fertilizantes mais utilizados na agricultura brasileira, permanece negociado em níveis mais elevados, sustentando os custos de produção para diversas culturas.

Inadimplência recorde preocupa setor agropecuário

Outro ponto de atenção destacado pelo banco é o avanço da inadimplência no crédito rural.

Com base em dados do Banco Central referentes a abril, o Rabobank observa que a inadimplência nas operações contratadas a taxas de mercado alcançou 13,3% do volume financiado, um dos maiores níveis já registrados para o setor.

O cenário reforça as dificuldades enfrentadas por parte dos produtores rurais, especialmente em segmentos que vêm acumulando margens apertadas, custos elevados e dificuldades de acesso a novas linhas de crédito.

A combinação entre menor liquidez no campo e insumos ainda caros tende a limitar o potencial de recuperação da demanda por fertilizantes ao longo do próximo ano.

Rabobank prevê queda nas exportações de milho em 2026

Além do mercado de fertilizantes, o Rabobank revisou as perspectivas para o milho brasileiro e projetou redução nas exportações do cereal.

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A expectativa é de que os embarques nacionais atinjam 39 milhões de toneladas em 2026, volume cerca de 3 milhões de toneladas inferior ao registrado no ano anterior.

Entre os fatores que explicam a revisão estão a valorização do real frente ao dólar, que reduz a competitividade do produto brasileiro no mercado internacional, e a forte concorrência de grandes exportadores, especialmente Estados Unidos e Argentina.

Os elevados custos do transporte rodoviário também continuam sendo um desafio para o setor exportador, reduzindo a competitividade logística do cereal brasileiro.

Demanda interna por milho deve seguir aquecida

Apesar da perspectiva menos favorável para as exportações, o consumo doméstico de milho deverá continuar avançando.

O Rabobank estima crescimento de 5% na demanda interna em 2026, alcançando cerca de 97 milhões de toneladas.

O principal motor desse avanço será o aumento do consumo pelas indústrias de ração animal e pelo setor de etanol de milho, que segue ampliando sua participação na matriz de biocombustíveis brasileira.

Diante desse cenário, o mercado agrícola brasileiro entra em 2026 com desafios relacionados ao crédito rural, custos de produção e competitividade internacional, enquanto busca equilibrar a demanda interna crescente com um ambiente global ainda marcado por incertezas econômicas e geopolíticas.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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