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Concurso de Carcaças Carne Hereford finaliza recorde de inscrições

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Com 600 animais inscritos divididos em 22 lotes, a décima edição do Concurso de Carcaças Carne Hereford, promovido pela Associação Brasileira de Hereford e Braford (ABHB) em parceria com o Frigorífico Silva, bateu recorde de inscrições. Realizada na última sexta-feira, 3 de novembro, na unidade industrial, em Santa Maria (RS), o concurso contou com a participação de 18 produtores de diversas localidades.

Totalizando 2.670 pontos, o produtor Ricardo Felipe Sperotto Terra, de Santa Vitória do Palmar (RS), conquistou o prêmio de melhor lote ao atingir peso médio de 330,78 quilos e idade zero dentes. Com 2.645 pontos, o segundo melhor lote ficou com Luciano Augusto Sperotto Terra, de Santa Vitória do Palmar (RS), com peso médio de 305,57 quilos e idade zero/dois dentes.

Na terceira colocação de melhor lote ficou Ciro Gensir Neves e Outros, também de Santa Vitória do Palmar (RS), com o lote de peso médio de 336,11 quilos, idade zero/dois dentes e pontuação de 2.550. Já o quarto lugar foi para Marco Silva de Marco, de Santa Vitória do Palmar (RS), com a pontuação de 2.520, peso médio de 323,41 quilos e idade zero/dois dentes. Sergio Renato Dias Barbieri, de Bagé (RS), conquistou o prêmio de 5° lugar, com a pontuação de 2.490, peso médio do lote de 304,16 quilos e idade zero/dois dentes.

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Além do melhor lote, o evento agraciou também a melhor carcaça do concurso. Pesando 350,8 quilos, o primeiro lugar foi para o produtor Ricardo Felipe Sperotto Terra, com 135 de pontuação, acabamento de gordura quatro e idade zero dentes. O segundo lugar de Melhor Carcaça, ficou com Felipe Cassalha Schineider, de Santa Vitória do Palmar (RS), com 135 pontos, peso médio de 337,4 quilos, acabamento de gordura quatro e idade zero dentes.

O produtor que ganhou a terceira colocação foi Victor Ghignatti Borges, de Santa Vitória do Palmar (RS), com carcaça de peso de 321,2 quilos, com 135 pontos, acabamento de gordura quatro e idade zero dentes. A quarta colocação foi para o produtor Luciano Augusto Sperotto Terra, com peso de 319,6 quilos, com 135 pontos, acabamento de gordura quatro e idade zero dentes. Já o quinto lugar ficou com o criador Sérgio Renato Dias Barbieri, com pontuação de 135, com peso de 301,4 quilos, acabamento de gordura quatro e idade zero dentes.

De acordo com o presidente da ABHB, Eduardo Soares, é importante e gratificante ver este engajamento dos produtores e criadores de Hereford e Braford em todos os processos que envolvem as raças, desde a seleção dos animais à campo até a indústria, neste evento. “Isto demonstra a firmeza das raças, da associação e do Programa Carne Hereford, em que através deste importante elo, conseguimos levar à mesa do consumidor, cada vez mais, um produto selecionado e de excepcional qualidade”, observou.

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Para o gerente executivo da associação, Felipe Azambuja, foi um momento ímpar onde se uniram os elos da cadeia. “É o produtor que caprichou e enviou essa qualidade nos 600 animais, com este recorde que tivemos. A indústria que realiza um trabalho muito bem feito, como o Frigorífico Silva sempre faz, e o consumidor que será brindado com extrema qualidade deste produto que está no concurso”, destacou.

Os critérios de julgamento foram bem detalhados, levando em consideração a cronologia dentária, conformação, acabamento, peso, contusões e sanidade dos animais sendo estipulada pontuações para cada um deles, de acordo com a classificação do técnico certificador e realizado o somatório da pontuação após o recebimento do romaneio do abate. “Mais uma edição de sucesso com excelente qualidade tanto no padrão racial, quanto na qualidade de carne. Animais jovens e com excelente acabamento. Parabéns a todos os envolvidos”, destacou Anita Caino, coordenadora técnica do Programa e responsável pela avaliação.

Fonte: Assessoria de Comunicação da Associação Brasileira de Hereford e Braford (ABHB)

Fonte: Portal do Agronegócio

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Fertilizantes: Rabobank reduz projeção para 2026 e alerta para impacto da inadimplência recorde no agro

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Inadimplência no campo e preços elevados devem reduzir consumo de fertilizantes

O mercado brasileiro de fertilizantes deverá enfrentar uma retração mais intensa em 2026 do que a prevista anteriormente. Em relatório divulgado nesta quarta-feira, o Rabobank revisou para baixo sua estimativa de vendas de adubos no país e apontou a inadimplência recorde dos produtores rurais como um dos principais fatores de pressão sobre a demanda.

A instituição projeta que as entregas de fertilizantes aos agricultores brasileiros somem 45,1 milhões de toneladas em 2026, o que representa uma queda de 8,2% em relação ao volume recorde registrado em 2025. Caso a previsão se confirme, será o menor volume comercializado desde 2022, período marcado pelos impactos da guerra entre Rússia e Ucrânia sobre o mercado global de insumos.

A nova estimativa é mais conservadora do que a divulgada em abril, quando o banco previa consumo de aproximadamente 47,2 milhões de toneladas.

Segundo o Rabobank, além dos preços ainda elevados dos fertilizantes, a situação financeira de muitos produtores brasileiros tem limitado a capacidade de investimento e comprometido a aquisição de insumos para a próxima safra.

Guerra no Oriente Médio afetou mercado global de fertilizantes

O relatório destaca que os reflexos da guerra envolvendo o Irã contribuíram para a elevação dos custos dos fertilizantes em 2026. O fechamento temporário do Estreito de Ormuz, uma das principais rotas globais de transporte de matérias-primas e insumos, provocou aumento dos preços internacionais e forte volatilidade nos mercados.

Embora haja sinais de normalização logística e avanços diplomáticos para reduzir as tensões na região, o banco avalia que os impactos sobre a demanda global já foram consolidados.

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No caso da ureia, um dos fertilizantes nitrogenados mais utilizados no mundo, os preços retornaram aos níveis observados antes do conflito. Ainda assim, o Rabobank destaca que o comportamento do mercado repetiu um padrão semelhante ao registrado em 2022.

De acordo com a análise, foram necessárias cerca de seis semanas para que os preços atingissem o pico após o início das tensões, seguidas por aproximadamente dez semanas para retornar aos patamares iniciais.

Já o fosfato monoamônico (MAP), um dos fertilizantes mais utilizados na agricultura brasileira, permanece negociado em níveis mais elevados, sustentando os custos de produção para diversas culturas.

Inadimplência recorde preocupa setor agropecuário

Outro ponto de atenção destacado pelo banco é o avanço da inadimplência no crédito rural.

Com base em dados do Banco Central referentes a abril, o Rabobank observa que a inadimplência nas operações contratadas a taxas de mercado alcançou 13,3% do volume financiado, um dos maiores níveis já registrados para o setor.

O cenário reforça as dificuldades enfrentadas por parte dos produtores rurais, especialmente em segmentos que vêm acumulando margens apertadas, custos elevados e dificuldades de acesso a novas linhas de crédito.

A combinação entre menor liquidez no campo e insumos ainda caros tende a limitar o potencial de recuperação da demanda por fertilizantes ao longo do próximo ano.

Rabobank prevê queda nas exportações de milho em 2026

Além do mercado de fertilizantes, o Rabobank revisou as perspectivas para o milho brasileiro e projetou redução nas exportações do cereal.

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A expectativa é de que os embarques nacionais atinjam 39 milhões de toneladas em 2026, volume cerca de 3 milhões de toneladas inferior ao registrado no ano anterior.

Entre os fatores que explicam a revisão estão a valorização do real frente ao dólar, que reduz a competitividade do produto brasileiro no mercado internacional, e a forte concorrência de grandes exportadores, especialmente Estados Unidos e Argentina.

Os elevados custos do transporte rodoviário também continuam sendo um desafio para o setor exportador, reduzindo a competitividade logística do cereal brasileiro.

Demanda interna por milho deve seguir aquecida

Apesar da perspectiva menos favorável para as exportações, o consumo doméstico de milho deverá continuar avançando.

O Rabobank estima crescimento de 5% na demanda interna em 2026, alcançando cerca de 97 milhões de toneladas.

O principal motor desse avanço será o aumento do consumo pelas indústrias de ração animal e pelo setor de etanol de milho, que segue ampliando sua participação na matriz de biocombustíveis brasileira.

Diante desse cenário, o mercado agrícola brasileiro entra em 2026 com desafios relacionados ao crédito rural, custos de produção e competitividade internacional, enquanto busca equilibrar a demanda interna crescente com um ambiente global ainda marcado por incertezas econômicas e geopolíticas.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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