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Produção de carnes e ovos deve bater novo recorde no Brasil agora em 2025

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De acordo com dados atualizados pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a produção total de carnes bovina, suína e de frango deve alcançar 31,57 milhões de toneladas, mantendo o mesmo nível recorde registrado em 2024.

O principal motor desse desempenho está no crescimento da produção de carne suína e de frango. A suinocultura, em especial, deve atingir um novo recorde, com 5,56 milhões de toneladas, um crescimento de 4,4% em relação ao ano anterior. Esse avanço é impulsionado pela maior diversificação dos cortes ofertados no mercado interno e pela abertura de novos mercados no exterior. Com isso, as exportações de carne suína devem subir 9,7%, chegando a 1,45 milhão de toneladas.

A avicultura também apresenta números positivos. A produção de carne de frango deve atingir 15,48 milhões de toneladas, um crescimento de 1,5% em relação ao ano passado. A disponibilidade para o mercado interno vai aumentar 2,2%, totalizando 10,33 milhões de toneladas. Por outro lado, as exportações tendem a se manter estáveis, na casa de 5,13 milhões de toneladas.

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Apesar de um caso recente de gripe aviária registrado em uma granja no Rio Grande do Sul ter impactado momentaneamente o ritmo dos embarques, a rápida atuação das autoridades sanitárias, com acionamento do Plano de Contingência, garantiu o controle da situação. A expectativa é de que os embarques internacionais sejam normalizados nos próximos meses.

No setor de carne bovina, o cenário é de leve recuo. A produção está estimada em 10,52 milhões de toneladas, reflexo da inversão do ciclo pecuário, com retenção de fêmeas e menor volume de abates. Mesmo assim, este será o segundo maior volume de produção bovina da história registrada pela Conab. A oferta para o mercado interno deve cair para 6,58 milhões de toneladas, enquanto as exportações seguem em alta, podendo chegar a 4 milhões de toneladas.

O mercado externo da carne bovina brasileira vem se diversificando. A China ainda é o principal destino, com 41% das exportações, mas outros mercados têm ganhado espaço. Os Estados Unidos, por exemplo, aumentaram significativamente sua participação, respondendo agora por 13% dos embarques, após crescimento de 56% no volume exportado nos primeiros quatro meses deste ano. As Filipinas também aparecem como destaque, absorvendo cerca de 20% das vendas internacionais.

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A produção de ovos também segue em trajetória de crescimento. A expectativa é de um novo recorde, com 48,5 bilhões de unidades em 2025, um aumento de 5,4% em relação ao ano anterior. Esse volume reforça o abastecimento do mercado interno e ainda permite crescimento nas exportações, sem comprometer a oferta nacional. A disponibilidade interna deve crescer 2,6%, chegando a 4,13 milhões de toneladas de ovos destinados ao consumo.

Fonte: Pensar Agro

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Vacinação in ovo impulsiona produtividade e sustentabilidade na avicultura e já imuniza 20 bilhões de frangos por ano

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Vacinação in ovo consolida avanço tecnológico na avicultura moderna

A vacinação in ovo vem se consolidando como uma das principais inovações da avicultura mundial ao permitir a imunização dos embriões ainda dentro do incubatório, antes da eclosão. A tecnologia alia produtividade, precisão sanitária e sustentabilidade, com impacto direto no desempenho das aves ao longo do ciclo produtivo.

Segundo dados técnicos da Embrapa, os primeiros dias de vida dos pintinhos representam uma fase crítica na avicultura, exigindo rigor no manejo, ambiência, nutrição e sanidade. Qualquer falha nesse período pode comprometer o desenvolvimento das aves e reduzir a eficiência produtiva do lote.

Tecnologia já imuniza cerca de 20 bilhões de frangos por ano

A vacinação in ovo é utilizada há mais de 30 anos e já está presente em mais de 90% dos incubatórios comerciais dos Estados Unidos. Atualmente, a tecnologia é responsável pela imunização de aproximadamente 20 bilhões de frangos por ano em todo o mundo.

Ao antecipar a proteção imunológica, o sistema fortalece a sanidade desde o início da vida das aves, reduzindo a incidência de doenças e contribuindo para melhor desempenho zootécnico durante todo o ciclo de produção.

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Automação reduz manejo e melhora uniformidade dos lotes

Além dos ganhos sanitários, a tecnologia também traz benefícios operacionais relevantes para a cadeia produtiva. Ao substituir a vacinação manual após a eclosão, o processo reduz a manipulação dos pintinhos, diminui o estresse e contribui para maior uniformidade dos lotes.

Equipamentos automatizados, como o Inovoject® NXT, permitem alto nível de eficiência, com capacidade de vacinação de até 50 mil ovos por hora, garantindo precisão e padronização do processo no incubatório.

Redução de custos e ganhos de eficiência na produção

De acordo com levantamentos técnicos do setor, a adoção da vacinação in ovo pode reduzir em até 10% os custos operacionais das granjas, principalmente pela diminuição da necessidade de mão de obra na etapa de vacinação manual.

A automação do processo também elimina variabilidades humanas, aumentando a consistência dos resultados e contribuindo para melhor aproveitamento do potencial genético das aves.

Sustentabilidade e eficiência caminham juntas na avicultura

A tecnologia também contribui para sistemas produtivos mais sustentáveis, ao otimizar recursos, reduzir perdas e melhorar a conversão alimentar. Esses fatores tornam a vacinação in ovo uma solução alinhada às novas exigências do agronegócio global, que busca eficiência com menor impacto ambiental.

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Segundo especialistas do setor, a integração entre automação e sanidade é um dos principais caminhos para aumentar a competitividade da avicultura moderna.

Zoetis destaca inovação como estratégia para o futuro da produção

A Zoetis, líder global em saúde animal, reforça que o investimento em tecnologias como a vacinação in ovo faz parte de uma estratégia voltada à inovação e à sustentabilidade da produção animal.

Para a companhia, o avanço da saúde animal é essencial para garantir maior eficiência produtiva, bem-estar e resultados consistentes no campo, integrando tecnologia e responsabilidade na cadeia avícola global.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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