AGRONEGÓCIO

Cuiabá mobiliza 72 unidades de saúde para o Dia D de vacinação contra influenza no dia 25 de abril

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A Prefeitura de Cuiabá, por meio da Secretaria Municipal de Saúde, realiza no próximo dia 25 de abril uma grande mobilização para o Dia D de vacinação contra a influenza. Ao todo, 72 Unidades de Saúde da Família (USFs) estarão abertas, das 8h às 17h, em todas as regiões da capital, Sul, Norte, Leste e Oeste, além dos distritos de Sucuri, Nossa Senhora da Guia, Distrito Industrial, Aguaçu e Coxipó do Ouro, e da comunidade Rio dos Peixes.

A estratégia amplia o acesso da população à vacina e reforça o compromisso da gestão municipal com a prevenção de doenças respiratórias, especialmente neste período de maior circulação viral.

Diferente da rotina das unidades, o Dia D será aberto para toda a população, incluindo pessoas que não fazem parte dos grupos prioritários. A proposta é facilitar o acesso, aumentar a cobertura vacinal e reduzir a circulação do vírus na capital.

A secretária municipal de Saúde, Deisi Bocalon, destaca que a vacinação é uma das principais ferramentas de proteção coletiva.

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“Estamos realizando uma grande mobilização para garantir que a vacina chegue a todos os cuiabanos. A influenza pode evoluir para quadros graves, principalmente entre os mais vulneráveis. Quando ampliamos a cobertura vacinal, protegemos toda a população e evitamos internações. Por isso, é fundamental que todos procurem uma unidade de saúde”, afirmou.

A vacina contra a influenza tem como objetivo reduzir complicações, internações e mortes decorrentes da doença.

Mesmo com a ampliação do atendimento no Dia D, a Secretaria Municipal de Saúde reforça que a vacinação segue sendo ofertada durante todo o ano para os grupos prioritários da rotina: crianças de 6 meses a menores de 6 anos, idosos com 60 anos ou mais e gestantes.

Além desses, também integram o grupo especial pessoas com comorbidades, trabalhadores da saúde, professores, profissionais das forças de segurança, caminhoneiros, pessoas com deficiência permanente, população em situação de rua, entre outros públicos definidos pelo Ministério da Saúde.

Para se vacinar, a população em geral deve apresentar documento oficial com foto e, se possível, a carteira do SUS e o cartão de vacinação. Já para os grupos prioritários e especiais, é necessário também apresentar documentos ou comprovantes que atestem a condição de inclusão no público-alvo.

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A Prefeitura reforça que a adesão da população é essencial para o sucesso da campanha e para a proteção coletiva, contribuindo diretamente para a redução da pressão sobre os serviços de saúde e a preservação de vidas.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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AGRONEGÓCIO

Importação recorde de fertilizantes no Brasil em 2025 não impede alta de custos na produção agrícola

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O Brasil registrou em 2025 um novo recorde na importação de fertilizantes, alcançando 45,5 milhões de toneladas, segundo dados da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). Apesar do avanço no volume importado, o cenário não trouxe alívio significativo aos custos de produção no campo, que continuam elevados e sensíveis às oscilações do mercado internacional.

O resultado confirma a forte dependência do agronegócio brasileiro de insumos externos e reforça a importância do planejamento estratégico de compra por parte dos produtores rurais, especialmente em culturas de grande escala como soja, milho, cana-de-açúcar, algodão e café.

Brasil bate recorde de importação de fertilizantes

De acordo com a Conab, o volume importado em 2025 superou o recorde anterior de 2024, quando o país havia adquirido 44,28 milhões de toneladas. O crescimento foi de 1,22 milhão de toneladas, equivalente a alta de 2,68% na comparação anual.

O desempenho reforça a relevância dos fertilizantes na sustentação da produção agrícola nacional, mas também evidencia a exposição do setor às condições do mercado global, incluindo preços internacionais, logística marítima e variações cambiais.

Portos concentram entrada de fertilizantes e Arco Norte ganha espaço

A entrada dos insumos segue concentrada nos principais corredores logísticos do país. O Porto de Paranaguá liderou as importações em 2025, com 10,89 milhões de toneladas movimentadas.

Em seguida aparecem o Porto de Santos, com 8,42 milhões de toneladas, e os portos do Arco Norte, que somaram 8,27 milhões de toneladas no período.

O crescimento da participação do Arco Norte chama atenção por indicar uma mudança gradual na logística de distribuição de fertilizantes no Brasil, aproximando o fluxo de insumos das novas fronteiras agrícolas e também das rotas de exportação de grãos.

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Fertilizantes seguem como principal fator de custo no campo

Mesmo com maior oferta disponível, o fertilizante continua entre os principais componentes do custo de produção agrícola. Isso ocorre porque o preço final pago pelo produtor é influenciado por múltiplos fatores, como câmbio, frete internacional, logística interna, crédito rural e momento da compra.

Na prática, a variação do preço dos adubos impacta diretamente a rentabilidade das lavouras. Quando os insumos sobem, o produtor precisa de mais sacas de soja ou milho para cobrir o mesmo custo de produção, comprimindo margens em cenários de preços agrícolas mais baixos.

Timing de compra influencia custo da safra 2025/2026

Um levantamento do Projeto Campo Futuro, realizado pela CNA/Senar em parceria com o Cepea/Esalq, mostra que o momento da compra dos fertilizantes foi decisivo para o custo da safra 2025/2026 em diversas regiões do país.

Segundo o estudo, produtores que adiaram a aquisição de insumos entre janeiro e abril e realizaram compras entre maio e julho enfrentaram aumento expressivo nos custos de adubação, em alguns casos superiores a 18%.

A postergação das compras coincidiu com um período de preços mais altos no mercado, ampliando o impacto sobre o orçamento das propriedades rurais.

Diferença de custos varia entre regiões produtoras

O levantamento apontou variações relevantes no custo da adubação em diferentes polos agrícolas do país:

  • Carazinho (RS): alta de 6,11%, com o formulado 02-23-23 passando de R$ 858,00 para R$ 910,50 por hectare
  • Cascavel (PR): aumento de 8,5%, com o 02-20-20 subindo de R$ 820,20 para R$ 889,90 por hectare
  • Rio Verde (GO): alta de 7,78% no uso de cloreto de potássio e supersimples
  • Sorriso (MT): crescimento de 5,13% no formulado 00-18-18
  • Maracaju (MS): maior variação do estudo, com aumento de 18,27% no custo com MAP e cloreto de potássio
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Em Maracaju, o impacto foi mais expressivo. Para uma propriedade de 1.000 hectares, o custo adicional estimado ultrapassou R$ 216 mil, equivalente a cerca de 1.963 sacas de soja.

Pressão de custos afeta rentabilidade e decisão do produtor

O aumento no custo dos fertilizantes exige maior produtividade ou preços mais altos de venda para manter a rentabilidade das lavouras. No entanto, variáveis como clima, câmbio, demanda global e condições de mercado dificultam o controle dessas margens pelo produtor.

Diante disso, o planejamento de compras de insumos se tornou uma decisão estratégica dentro do sistema produtivo. A compra antecipada pode reduzir riscos de alta de preços, mas exige maior capital ou acesso a crédito. Já a compra tardia preserva o caixa no curto prazo, porém aumenta a exposição à volatilidade do mercado.

Dependência externa segue como desafio estrutural do setor

O recorde de importação reforça a forte integração do Brasil ao mercado global de fertilizantes. Embora isso garanta abastecimento em larga escala, também aumenta a vulnerabilidade do país a choques externos, como conflitos geopolíticos, variações cambiais e problemas logísticos internacionais.

O Plano Nacional de Fertilizantes busca reduzir essa dependência no longo prazo, mas especialistas destacam que os efeitos dessa estratégia são estruturais e não alteram o cenário imediato enfrentado pelo produtor rural.

Enquanto isso, o custo dos insumos segue como um dos principais desafios para a competitividade do agronegócio brasileiro na safra 2025/2026.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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