AGRONEGÓCIO

Brasil bate recorde nas exportações de carne suína para o mês de maio, aponta Cepea

Publicado em

O Brasil registrou um recorde histórico nas exportações de carne suína para o mês de maio, segundo análise do Cepea com base em dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex).

  • Em maio de 2025, foram embarcadas 117,5 mil toneladas da proteína, volume 8,1% menor que em abril, mas 13,7% superior ao registrado em maio de 2024.
  • O desempenho representa o maior volume já exportado para um mês de maio desde o início da série histórica da Secex, em 1997.
Volume mensal acima de 100 mil toneladas se consolida

Desde abril de 2024, o Brasil tem mantido um patamar mensal de exportações acima de 100 mil toneladas, um feito inédito que marca um novo patamar para o setor nacional de carne suína.

Esse desempenho reforça a competitividade do Brasil no mercado internacional e a crescente demanda externa pela proteína suína brasileira.

Mercado interno reage após queda em maio

No mercado doméstico, o cenário apresentou recuperação de preços no início de junho.

  • De acordo com pesquisadores do Cepea, após uma segunda quinzena de maio com retração nas cotações do suíno vivo posto na indústria e da carne suína, os preços voltaram a subir entre os dias 3 e 10 de junho.
  • A reação foi observada em boa parte das regiões acompanhadas pelo Centro de Pesquisas.
Leia Também:  Importações de Drones no Brasil Registram Crescimento de 24% em 2024
Demanda interna impulsiona negócios

O ritmo de negociações se manteve firme nesse período, favorecido por um fator sazonal: o maior poder de compra da população no início do mês.

  • Esse aumento na demanda, segundo o Cepea, costuma estimular os preços e o volume de vendas no mercado interno.

O setor de carne suína brasileiro vive um momento positivo no cenário externo, com recorde histórico de exportações para maio, enquanto o mercado interno apresenta sinais de recuperação nos preços, impulsionado pelo aumento do consumo e firmeza nas negociações.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

COMENTE ABAIXO:
Advertisement

AGRONEGÓCIO

Queda no preço das terras em Goiás expõe desafios financeiros e novo cenário do agronegócio brasileiro

Published

on

O agronegócio de Goiás, um dos mais relevantes polos de produção agropecuária do Brasil, enfrenta um momento de transformação marcado pela desvalorização das terras rurais, aumento do endividamento e pressão crescente sobre a rentabilidade do produtor. O cenário revela um novo equilíbrio no campo, em que escala produtiva já não garante estabilidade financeira.

A avaliação é de Fernando Liani, sócio da KPMG e líder do escritório da empresa em Goiânia. Segundo ele, a recente queda nos preços das propriedades rurais evidencia fragilidades estruturais que vêm ganhando força no setor agropecuário goiano.

“Mesmo operando com eficiência técnica, parte relevante dos produtores enfrenta margens comprimidas, acesso limitado a financiamento e crescente instabilidade financeira”, analisa Fernando Liani ao abordar o atual momento do agro em Goiás.

Goiás consolidou protagonismo no agronegócio brasileiro

Nas últimas décadas, Goiás ampliou sua relevância nas cadeias de:

  • grãos;
  • carnes;
  • leite;
  • algodão.

O crescimento foi impulsionado principalmente pela combinação entre:

  • expansão da escala produtiva;
  • adoção tecnológica;
  • ganhos de produtividade;
  • evolução dos sistemas de rastreabilidade.

Esse avanço consolidou o estado como um importante fornecedor tanto para o mercado interno quanto para o comércio internacional, especialmente nas exportações de commodities agrícolas.

Segundo Fernando Liani, a forte demanda externa, principalmente da China, ajudou a sustentar o crescimento do agro goiano nos últimos anos.

Leia Também:  Importações de Drones no Brasil Registram Crescimento de 24% em 2024
Desvalorização das terras rurais acende alerta no setor

Apesar do desempenho produtivo, o setor enfrenta uma deterioração financeira crescente.

De acordo com a análise de Fernando Liani, propriedades rurais em Goiás vêm sendo negociadas por valores significativamente abaixo dos registrados em ciclos anteriores. Em alguns casos, os preços atuais se aproximam da metade dos valores históricos observados no mercado de terras agrícolas.

O movimento está relacionado a fatores como:

  • aumento do endividamento rural;
  • juros elevados;
  • restrição ao crédito;
  • crescimento das recuperações judiciais no campo;
  • pressão sobre margens operacionais.

A queda no valor das terras, tradicionalmente consideradas um dos principais ativos do produtor rural, reforça a preocupação com a sustentabilidade econômica da atividade agropecuária.

Dependência de commodities amplia vulnerabilidade do agro

Fernando Liani destaca que a elevada dependência de grandes compradores internacionais e de produtos com menor valor agregado aumenta a exposição do setor aos riscos globais.

Segundo ele, questões comerciais, sanitárias e regulatórias podem impactar diretamente a estabilidade financeira do agro brasileiro.

Nesse contexto, mercados mais exigentes, como a União Europeia, surgem como oportunidade de diversificação e agregação de valor, embora imponham exigências rigorosas relacionadas a:

  • sustentabilidade;
  • rastreabilidade;
  • origem da produção;
  • conformidade ambiental.
Tecnologia e rastreabilidade ganham papel estratégico

O especialista avalia que Goiás avançou significativamente em soluções de controle e monitoramento da produção agropecuária.

Leia Também:  Tecnologia Impulsiona Crescimento do Mercado de Sementes no Brasil

Entre os destaques estão:

  • integração lavoura-pecuária;
  • sistemas digitais de monitoramento;
  • protocolos sanitários;
  • rastreabilidade bovina;
  • adequação a programas como o SISBOV e o protocolo “Boi China”.

Segundo Fernando Liani, ferramentas como:

  • blockchain;
  • inteligência artificial;
  • plataformas avançadas de rastreabilidade;
  • podem se tornar fundamentais para ampliar competitividade, reduzir custos e facilitar acesso a mercados premium.

Essas tecnologias também podem contribuir para uma distribuição mais equilibrada de valor ao longo da cadeia produtiva.

Equidade de valor será decisiva para futuro do agro

Na avaliação do sócio da KPMG, um dos principais desafios do agro brasileiro está na fragmentação da cadeia produtiva, que dificulta uma divisão mais equilibrada dos ganhos entre produtores, indústria e exportadores.

Para Fernando Liani, o futuro do agronegócio goiano dependerá menos da capacidade de produzir em larga escala e mais da habilidade de adaptação às novas exigências do mercado global.

“A estabilidade dependerá de uma diversificação comercial mais inteligente, enquanto a sustentabilidade econômica passa, inevitavelmente, pela equidade de valor”, afirma Fernando Liani.

O especialista conclui que o atual cenário representa um ponto de inflexão para o agro brasileiro, exigindo maior coordenação entre os elos da cadeia, inovação tecnológica e capacidade de resposta rápida diante das mudanças regulatórias e econômicas globais.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

COMENTE ABAIXO:
Continuar lendo

CUIABÁ

MATO GROSSO

POLÍCIA

FAMOSOS

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA