AGRONEGÓCIO

Ações chinesas recuam com ceticismo sobre acordo comercial entre EUA e China

Publicado em

Os mercados acionários da China e de Hong Kong fecharam em baixa nesta quinta-feira (12), com os investidores demonstrando cautela diante da falta de detalhes concretos no recente anúncio de trégua comercial entre Estados Unidos e China. A ausência de definições claras sobre tarifas e restrições tecnológicas gerou instabilidade, especialmente entre ações do setor de tecnologia.

Desempenho dos principais índices

O índice CSI 300, que reúne as maiores empresas listadas nas bolsas de Xangai e Shenzhen, caiu 0,06%, após registrar forte alta na sessão anterior.

O Hang Seng, principal índice da bolsa de Hong Kong, teve queda mais acentuada de 1,36%, recuando após atingir a máxima de quase três meses.

Setor de tecnologia lidera as perdas

As ações de tecnologia foram as mais impactadas. O índice CSI Semiconductor caiu 1,5%, enquanto o Hang Seng Tech recuou 2,2%.

Entre os destaques negativos estão:

  • SMIC (fabricante de chips): queda de 2%, atingindo o menor nível em uma semana
  • Alibaba: recuo de 3,2%
  • Xpeng (fabricante de veículos elétricos): desvalorização de 6,7%
Leia Também:  Meliponicultura: uma paixão sustentável
Expectativa com trégua comercial perde força

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que uma nova trégua comercial foi retomada após negociadores de ambos os países definirem uma estrutura para redução das tarifas bilaterais. Entre os pontos anunciados estão:

  • Suspensão das restrições chinesas à exportação de terras raras
  • Restauração do acesso de estudantes chineses às universidades americanas

Contudo, o acordo ainda depende de aprovações finais e carece de detalhes, segundo autoridades americanas. O secretário de Comércio dos EUA, Howard Lutnick, destacou que as tarifas de 55% sobre produtos chineses permanecem vigentes.

Análise de mercado: incertezas persistem

Para o estrategista sênior do Bank of East Asia, Jason Chan, o anúncio gerou mais dúvidas do que otimismo:

“Ainda não sabemos se o que Trump diz vai de fato acontecer. É decepcionante que as tarifas não tenham sido reduzidas e que as restrições tecnológicas à China não tenham sido sequer mencionadas.”

Chan também apontou que temas sensíveis, como as exportações de chips, seguem sem solução, o que pode gerar novos atritos no futuro.

Leia Também:  Tecnologia e conectividade impulsionam colheita de soja no Centro-Oeste
Resumo dos mercados asiáticos
  • Tóquio (Nikkei): queda de 0,7%, a 38.173 pontos
  • Hong Kong (Hang Seng): queda de 1,36%, a 24.035 pontos
  • Xangai (SSEC): leve alta de 0,01%, a 3.402 pontos
  • CSI 300 (China): queda de 0,06%, a 3.892 pontos
  • Seul (Kospi): alta de 0,45%, a 2.920 pontos
  • Taiwan (Taiex): queda de 0,81%, a 22.287 pontos
  • Cingapura (Straits Times): leve alta de 0,08%, a 3.922 pontos
  • Sydney (S&P/ASX 200): queda de 0,31%, a 8.565 pontos

A instabilidade nos mercados reflete a frustração com a falta de clareza nas negociações entre as duas maiores economias do mundo, e indica que a recuperação plena da confiança dos investidores ainda depende de avanços mais concretos nas relações comerciais.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

COMENTE ABAIXO:
Advertisement

AGRONEGÓCIO

Exportações de carne bovina do Brasil disparam em maio e receita supera US$ 1,3 bilhão

Published

on

As exportações brasileiras de carne bovina seguem em forte ritmo de crescimento em maio de 2026, impulsionadas pela valorização da proteína animal no mercado externo e pelo avanço consistente dos embarques. Até a terceira semana do mês, o faturamento acumulado das vendas externas alcançou US$ 1,321 bilhão, superando todo o resultado obtido em maio de 2025, quando a receita somou US$ 1,134 bilhão.

O desempenho reforça a competitividade da carne bovina brasileira no comércio global e mantém o setor pecuário atento aos impactos positivos da demanda internacional sobre o mercado interno.

Preço médio da carne bovina exportada registra forte valorização

O principal fator por trás do crescimento da receita foi a expressiva valorização do preço médio pago pela carne bovina brasileira no exterior.

Até a terceira semana de maio de 2026, a tonelada da proteína exportada foi negociada, em média, a US$ 6.492,4. No mesmo período do ano passado, o valor médio era de US$ 5.202,2 por tonelada.

A alta demonstra maior valorização da carne brasileira nos mercados compradores e amplia a rentabilidade das exportações realizadas pelos frigoríficos nacionais.

Outro indicador que reforça o bom momento do setor é a receita média diária. Em maio deste ano, o faturamento diário das exportações chegou a US$ 88,072 milhões, avanço de 63,1% em relação aos US$ 54,005 milhões registrados em maio de 2025.

Leia Também:  Indústria de Fécula de Mandioca Expande Exportações e Diversifica Produtos
Embarques de carne bovina mantêm ritmo acelerado

Além da valorização dos preços, o volume exportado também segue elevado em 2026.

Até a terceira semana de maio, o Brasil embarcou 203,480 mil toneladas de carne bovina fresca, refrigerada ou congelada. O volume já se aproxima do total exportado durante todo o mês de maio do ano passado, quando os embarques fecharam em 218,003 mil toneladas.

Na média diária, os embarques atingiram 13,565 mil toneladas em maio de 2026, acima das 10,381 mil toneladas por dia registradas no mesmo período de 2025.

O desempenho confirma a continuidade da demanda internacional aquecida pela proteína brasileira, mesmo diante de um cenário global ainda marcado por oscilações econômicas e custos elevados de produção em diferentes países.

Demanda externa fortalece pecuária brasileira

A valorização da carne bovina exportada impacta diretamente toda a cadeia pecuária nacional. Com maior rentabilidade nas vendas externas, os frigoríficos exportadores tendem a intensificar a demanda por animais prontos para abate no mercado interno.

O movimento é acompanhado de perto pelos pecuaristas, já que o mercado internacional exerce forte influência sobre os preços do boi gordo e sobre a dinâmica de compra da indústria frigorífica.

Leia Também:  Tecnologia e conectividade impulsionam colheita de soja no Centro-Oeste

Além disso, o aumento do valor agregado da proteína brasileira reforça a posição do Brasil entre os principais fornecedores mundiais de carne bovina, sustentado pela escala de produção, competitividade e capacidade de atender grandes mercados consumidores.

Mercado acompanha fechamento das exportações de maio

O setor pecuário segue atento ao desempenho das exportações nas próximas semanas, já que o fechamento completo de maio poderá consolidar um dos melhores resultados recentes para a carne bovina brasileira.

A expectativa do mercado é de continuidade da demanda externa firme ao longo de 2026, especialmente diante da necessidade global de abastecimento regular de proteínas animais.

Com preços mais altos e embarques em ritmo forte, a carne bovina brasileira mantém protagonismo no comércio internacional e fortalece a geração de receita para a cadeia exportadora do agronegócio nacional.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

COMENTE ABAIXO:
Continuar lendo

CUIABÁ

MATO GROSSO

POLÍCIA

FAMOSOS

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA