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Mercados Europeus Têm Alta Moderada em Meio à Avaliação de Dados Econômicos da Zona do Euro

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Os principais índices acionários da Europa registraram leves ganhos nesta terça-feira, à medida que investidores permanecem cautelosos diante da divulgação de dados econômicos significativos da zona do euro. Apesar do movimento positivo, o setor de energia apresentou queda, pressionado pela baixa nos preços do petróleo.

O índice STOXX 600 avançou 0,1%, após ter alcançado sua máxima em três semanas na sessão anterior. Este resultado reflete um cenário onde os investidores aguardam mais clareza sobre a economia da região, em meio a dados mistos.

Na Alemanha, os preços ao produtor registraram uma queda de 0,8% em julho, na comparação anual, confirmando as expectativas do mercado. Além disso, a leitura dos preços ao consumidor na zona do euro em julho revelou uma inflação anual de 2,6%, também em linha com as previsões dos analistas.

O setor de petróleo e gás, no entanto, recuou 1,5%, influenciado pela diminuição das tensões geopolíticas no Oriente Médio e pela fraca demanda por petróleo na China. Este movimento reflete um ajuste nos mercados globais de energia, impactando as ações das principais empresas do setor.

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Os olhares dos investidores permanecem voltados para o aguardado discurso do presidente do Federal Reserve, Jerome Powell, no simpósio de Jackson Hole, previsto para sexta-feira, o que poderá trazer novas direções para os mercados.

Em Londres, o índice Financial Times recuou 0,67%, fechando em 8.300 pontos. Já em Frankfurt, o índice DAX apresentou uma leve alta de 0,07%, alcançando 18.433 pontos. Em Paris, o CAC-40 subiu 0,17%, atingindo 7.514 pontos. Milão também registrou alta com o índice Ftse/Mib avançando 0,07%, para 33.288 pontos. Em Madri, o Ibex-35 teve uma pequena alta de 0,01%, fechando em 1.103 pontos, enquanto o índice PSI20 de Lisboa caiu 0,19%, terminando o dia em 6.711 pontos.

Fonte: Portal do Agronegócio

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Preços do trigo sobem no Brasil com oferta restrita e ajuste no mercado em abril

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O mercado brasileiro de trigo encerrou abril com valorização nas principais regiões produtoras, sustentado pela oferta restrita, firmeza dos vendedores e necessidade de recomposição de estoques por parte dos moinhos. O movimento reflete um ajuste no mercado interno, especialmente diante da menor disponibilidade no Sul e da crescente exigência por qualidade do grão.

Mercado interno: escassez e qualidade sustentam preços

A baixa oferta disponível nas regiões produtoras foi determinante para a sustentação das cotações ao longo do mês. A comercialização mais seletiva, com foco em lotes de melhor qualidade, também contribuiu para o cenário de valorização.

No Paraná, a média FOB interior avançou 3% em abril, alcançando R$ 1.407 por tonelada. Já no Rio Grande do Sul, o movimento foi mais expressivo, com alta de 8%, elevando a referência para R$ 1.295 por tonelada.

O comportamento reforça um mercado mais ajustado, com menor volume disponível e maior rigor na negociação, principalmente em relação ao padrão do produto.

Acumulado de 2026 mostra recuperação relevante

No primeiro quadrimestre de 2026, a alta acumulada dos preços é significativa, indicando uma mudança importante na dinâmica do mercado desde o início do ano:

  • Paraná: +20%
  • Rio Grande do Sul: +25%
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Apesar da recuperação no curto prazo, na comparação anual as cotações ainda permanecem abaixo dos níveis registrados no mesmo período do ano anterior, com recuos de 9% no Paraná e 10% no Rio Grande do Sul.

Esse cenário evidencia que o mercado doméstico reage aos fundamentos internos, mas ainda enfrenta limitações impostas pelo ambiente externo.

Mercado externo: referência argentina e incertezas de qualidade

A Argentina segue como principal referência para a formação de preços do trigo no Brasil. Em abril, as indicações nominais para o produto com teor de proteína acima de 11,5% permaneceram estáveis, ao redor de US$ 240 por tonelada.

No entanto, o cenário internacional aponta para possíveis ajustes. O trigo hard norte-americano registrou valorização de 7,8% no mês e acumula alta de 27% em 2026, sinalizando pressão altista global.

Além disso, persistem incertezas quanto ao padrão de qualidade do trigo argentino disponível para exportação, o que pode influenciar diretamente a competitividade e os preços no mercado regional.

Câmbio limita repasse da alta internacional

Apesar do viés altista nos fundamentos domésticos e da pressão externa, o câmbio tem atuado como principal fator de contenção para os preços no Brasil.

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A valorização do real frente ao dólar reduz a paridade de importação, limitando o repasse das altas internacionais para o mercado interno. Com isso, mesmo diante de um cenário global mais firme, os avanços nas cotações domésticas ocorrem de forma mais moderada.

Tendência: mercado segue sensível à oferta e ao câmbio

A perspectiva para o curto prazo é de manutenção de um mercado ajustado, com preços sustentados pela oferta restrita e pela demanda pontual dos moinhos.

No entanto, a evolução do câmbio e o comportamento das cotações internacionais seguirão sendo determinantes para a intensidade dos movimentos no Brasil, especialmente em um cenário de integração crescente com o mercado global.

Fonte: Portal do Agronegócio

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