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Colheita da safrinha de milho avança lentamente no Centro-Sul e registra pior ritmo desde 2021, aponta AgRural

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A colheita da segunda safra de milho no Centro-Sul do Brasil segue em ritmo lento e já registra o menor avanço para o período desde 2021. É o que mostram os dados divulgados pela consultoria AgRural na última quinta-feira (5).

Veja os principais pontos do levantamento:

Apenas 1,9% da área foi colhida até agora

Segundo a AgRural, somente 1,9% da área plantada com milho safrinha na região Centro-Sul foi colhida até o momento, o que representa um avanço de apenas 0,6 ponto percentual em relação à semana anterior.

Este é o desempenho mais fraco para esta época do ano desde 2021. No mesmo período do ano passado, 10% da safra 2024 já havia sido colhida.

Plantio tardio compromete calendário da colheita

A lentidão na colheita já era prevista pelo mercado, principalmente devido ao plantio mais tardio em várias regiões produtoras, com destaque para o estado de Mato Grosso, principal produtor do país.

Esse atraso no calendário agrícola acabou postergando o início dos trabalhos em campo.

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Umidade elevada atrasa ainda mais os trabalhos

Além do plantio fora da janela ideal, os produtores enfrentam neste início de colheita problemas causados pela alta umidade, que dificulta a entrada das máquinas nas lavouras.

Mesmo em áreas onde o plantio ocorreu mais cedo, a umidade excessiva tem limitado o ritmo da colheita, principalmente em estados que já poderiam ter colhido parte significativa da produção.

Cenário preocupa setor

O atraso na colheita pode gerar impactos logísticos e de armazenamento nas próximas semanas, especialmente se coincidir com o pico de colheita em outras culturas. A situação está sendo monitorada de perto pelo setor produtivo e por analistas de mercado.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Milho no RS entra na reta final da colheita com produtividade acima de 7,4 t/ha

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Mercado Externo

O cenário internacional para o milho segue marcado por volatilidade, com atenção às safras da América do Sul e ao ritmo das exportações dos Estados Unidos. A evolução da colheita no Sul do Brasil, especialmente no Rio Grande do Sul, contribui para a oferta global, ainda que em menor escala frente ao Centro-Oeste. A regularidade climática recente no Estado ajuda a sustentar expectativas positivas de produtividade, fator que pode influenciar o equilíbrio global de oferta.

Mercado Interno

A colheita do milho no Rio Grande do Sul se aproxima da conclusão, atingindo 90% dos 803.019 hectares cultivados na safra 2025/26, conforme a Emater/RS-Ascar. O avanço foi mais lento na última semana devido às chuvas, principalmente na Metade Sul, que elevaram a umidade dos grãos e dificultaram a operação de máquinas.

As áreas restantes correspondem a lavouras implantadas fora da janela ideal, ainda em fases reprodutivas ou de enchimento de grãos. As precipitações recorrentes desde março favoreceram o desenvolvimento dessas áreas, consolidando o potencial produtivo.

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No milho destinado à silagem, a colheita também está praticamente concluída, alcançando 87% da área. No entanto, a umidade elevada tem prejudicado o processo de ensilagem, podendo impactar a qualidade da fermentação.

Preços

Os preços do milho no mercado interno tendem a refletir o avanço da colheita e a qualidade do produto. A elevada umidade dos grãos em algumas regiões pode gerar descontos na comercialização, além de aumentar os custos com secagem. Por outro lado, a produtividade consistente no Estado ajuda a equilibrar a oferta regional.

Indicadores
  • Área cultivada (milho grão): 803.019 hectares
  • Área colhida: 90%
  • Produtividade média: 7.424 kg/ha
Produção estimada: 5,96 milhões de toneladas
  • Milho silagem:
    • Área: 345.299 hectares
    • Colheita: 87%
    • Produtividade média: 37.840 kg/ha
  • Soja (RS):
    • Área cultivada: 6,62 milhões de hectares
    • Colheita: 68%
    • Produtividade média: 2.871 kg/ha
  • Feijão 1ª safra:
    • Área: 23.029 hectares
    • Produtividade média: 1.781 kg/ha
  • Feijão 2ª safra:
    • Área: 11.690 hectares
    • Produtividade média: 1.401 kg/ha
  • Arroz irrigado:
    • Área: 891.908 hectares
    • Colheita: 88%
    • Produtividade média: 8.744 kg/ha
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Análise

A reta final da colheita do milho no Rio Grande do Sul confirma uma safra tecnicamente positiva, sustentada por produtividade acima da média histórica. No entanto, o excesso de chuvas no período final impõe desafios logísticos e pode afetar a qualidade dos grãos, exigindo maior gestão pós-colheita.

O cenário climático também impacta outras culturas relevantes no Estado. A soja avança de forma mais lenta, com grande variabilidade produtiva devido ao regime irregular de chuvas ao longo do ciclo. Já o arroz mantém bom desempenho, enquanto o feijão evidencia forte dependência de irrigação para alcançar melhores rendimentos.

No curto prazo, o produtor gaúcho segue atento às condições climáticas para concluir a colheita e preservar a qualidade da produção, fator determinante para a rentabilidade em um ambiente de margens mais apertadas.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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