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JBS Terminais investe R$ 130 milhões para impulsionar retomada do Porto de Itajaí e anuncia novos aportes

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Desde que assumiu a operação do Porto de Itajaí (SC), em outubro de 2024, a JBS Terminais já investiu R$ 130 milhões no terminal. Em sete meses, o porto movimentou mais de 143 mil TEUs (unidade padrão para contêineres), com uma média mensal de 20 mil TEUs. Atualmente, o terminal atende mais de 1,7 mil clientes, consolidando-se como um dos principais complexos logísticos do Sul do Brasil.

Novos aportes e modernização da infraestrutura

A empresa planeja investir mais R$ 90 milhões em tecnologia e infraestrutura, com destaque para a aquisição de dois guindastes móveis MHC Konecranes Gottwald ESP.9, com capacidade para 125 toneladas e alcance de 20 filas de contêineres. Também estão sendo testados caminhões elétricos tipo Terminal Tractor (TT), visando eletrificar a frota, aumentar a eficiência operacional, a segurança e reduzir as emissões de carbono.

Estrutura do terminal e capacidade operacional

O terminal da JBS Terminais ocupa uma área de 180 mil metros quadrados, com 1.030 metros de cais, quatro berços de atracação e profundidade de 14 metros, permitindo o atendimento a grandes embarcações. Conta ainda com 1.750 tomadas para contêineres refrigerados (reefers) e oito gates reversíveis. Com os investimentos, a capacidade anual deve chegar a até 558 mil TEUs.

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Expansão das rotas e conectividade internacional

Atualmente, o terminal opera com sete linhas de navegação e oito escalas semanais. A partir de junho de 2025, o porto ganhará novas rotas internacionais, como a GS1, que ligará a América do Sul ao Golfo do México, facilitando exportações de madeira, carne congelada, cerâmica e maquinário, além da importação de plásticos, borrachas e produtos químicos. A chegada da linha Mercosul Line CMA CGM também reforça a conectividade do terminal.

Impacto econômico e geração de empregos

A JBS Terminais gera cerca de R$ 7 milhões em ISS para Itajaí e emprega diretamente 334 colaboradores, além de 350 trabalhadores portuários avulsos (TPAs). Entre outubro de 2024 e abril de 2025, a distribuição das cargas movimentadas incluiu 33% em importações dry e reefer, 24% em exportações dry, 17% em exportações reefer e 26% em cabotagem, transbordo e outras categorias.

Gestão integrada e ganhos operacionais

A JBS Terminais também iniciou a gestão unificada do porto público de Itajaí, com o objetivo de otimizar operações, eliminar gargalos, reduzir impactos urbanos e agilizar o trânsito de cargas na região. Segundo o presidente Aristides Russi Junior, a empresa está focada em entregar serviços de excelência e retomar o protagonismo do terminal no cenário logístico.

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Expertise e presença estratégica da JBS em Santa Catarina

A operação em Itajaí conta com a experiência global da JBS, que exporta para mais de 180 países, além do know-how adquirido em outras operações logísticas do grupo, como a BrasKarne e a Eldorado Celulose. A empresa tem forte presença em Santa Catarina, movimentando 2,47% do PIB estadual, com produção de R$ 24,3 bilhões e presença em 22 cidades. A JBS emprega mais de 25 mil colaboradores diretos e integra cerca de 2.700 famílias de produtores.

Dados principais da operação JBS Terminais – maio/2025
  • Início das operações: setembro de 2024
  • Área total: 180.000 m²
  • Capacidade anual: até 558.000 TEUs
  • Movimentado até abril/2025: 143.230 TEUs
  • Tomadas reefers: 1.750
  • Gates reversíveis: 8
  • Clientes atendidos: 1.700
  • Linhas de navegação: 7
  • Escalas semanais: 8
  • Colaboradores diretos: 334
  • Trabalhadores avulsos: 350
  • ISS gerado: R$ 7 milhões
  • Investimento inicial: R$ 130 milhões
  • Investimentos anunciados: R$ 25 milhões + US$ 12 milhões em guindastes

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Com custos em alta, eficiência passa a definir competitividade no agro

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A combinação de juros elevados, custos de produção pressionados, instabilidade geopolítica e preços mais baixos das commodities tem imposto desafios adicionais ao agronegócio brasileiro em 2026. Na Bahia, porém, produtores apostam em ganhos de produtividade, tecnologia e gestão para atravessar um dos cenários mais complexos dos últimos anos sem comprometer a expansão da atividade. A estratégia ganha relevância às vésperas da Bahia Farm Show, principal feira agrícola do Norte e Nordeste, que começa nesta semana em Luís Eduardo Magalhães.

O desafio não é pequeno. O aumento dos custos dos fertilizantes, impulsionado pelas tensões no Oriente Médio e pela valorização do petróleo, se soma ao crédito rural mais caro e às incertezas sobre o comportamento do clima na próxima safra. Ao mesmo tempo, produtores convivem com margens mais apertadas diante da acomodação dos preços internacionais da soja, do milho e do algodão.

Mesmo assim, o agro baiano chega ao novo ciclo sustentado por um diferencial que tem chamado a atenção do setor: o avanço consistente da produtividade. No Oeste da Bahia, principal fronteira agrícola do estado, a produção de soja registrou recordes sucessivos de rendimento nos últimos anos, resultado da adoção de novas tecnologias, melhor manejo agronômico e investimentos em genética e agricultura de precisão.

Os números ajudam a explicar o otimismo cauteloso dos produtores. Em 2025, a Bahia colheu uma safra recorde superior a 12,8 milhões de toneladas de grãos, com crescimento de 12,8% sobre o ano anterior. A soja alcançou 8,6 milhões de toneladas, avanço de 14,3%, enquanto o milho cresceu 18,2%. O algodão, uma das principais culturas de exportação do estado, também ampliou sua produção.

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Para a safra 2025/26, as projeções apontam um novo avanço. Levantamentos do setor indicam que a produção baiana de grãos e fibras poderá superar 14 milhões de toneladas, consolidando a liderança do estado dentro da região do Matopiba, considerada a principal fronteira de expansão agrícola do país.

O desempenho do campo já vem refletindo diretamente na economia estadual. Dados da Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia mostram que a agropecuária cresceu 12,4% no quarto trimestre de 2025, desempenho muito superior ao avanço de 2,3% registrado pelo Produto Interno Bruto (PIB) da Bahia no mesmo período. O Valor Bruto da Produção agropecuária alcançou R$ 4,9 bilhões no trimestre, confirmando o papel do setor como principal motor da economia baiana.

Além das lavouras de grãos, outras cadeias vêm reforçando a diversificação do agro estadual. A produção de café avançou 5,1% em 2025, enquanto a cacauicultura registrou crescimento de 7%, beneficiada pela forte demanda internacional e pelos elevados preços da commodity. Na pecuária, o aumento dos abates e da produção de leite também contribuiu para sustentar a renda no interior do estado.

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O principal desafio agora é manter a competitividade diante da escalada dos custos. Lideranças do setor avaliam que o produtor precisará ser ainda mais eficiente na gestão financeira, antecipando compras de insumos, reduzindo desperdícios e utilizando ferramentas de comercialização capazes de proteger margens. A palavra de ordem passou a ser planejamento.

Ao mesmo tempo, cresce a preocupação com fatores que escapam ao controle das fazendas. O comportamento do clima, a volatilidade dos mercados internacionais e possíveis interrupções nas cadeias globais de fertilizantes continuam no radar dos produtores. Para especialistas, a capacidade de combinar produtividade elevada com gestão de risco será decisiva para determinar quem conseguirá atravessar o atual ciclo de incertezas.

Se há um consenso entre lideranças do setor, é que a Bahia deixou de competir apenas pela expansão de área. O avanço do agro estadual passa cada vez mais pela capacidade de produzir mais por hectare, com maior eficiência e menor custo. Em um ambiente de margens pressionadas, a produtividade deixou de ser apenas um diferencial competitivo para se tornar uma condição de sobrevivência

Fonte: Pensar Agro

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