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Projeções Econômicas: Inflação para 2023 sobe para 4,54% e avança para 3,92% em 2024, segundo Focus

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A previsão para a inflação nos preços administrados, controlados por contrato ou pelo poder público, diminuiu de 9,16% para 9,11%, enquanto a projeção para a inflação medida pelo Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M) passou de -3,54% para -3,46%.

Para 2024, houve um aumento na projeção da inflação medida pelo IPCA, cuja meta é de 3,00%. A projeção de inflação nos preços administrados permaneceu estável em 4,42%, e a projeção para a inflação medida pelo IGP-M caiu de 4,09% para 4,07%.

As instituições mantiveram em 2,84% a previsão de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) em 2023, enquanto a projeção para 2024 permaneceu estável em 1,50%. O Banco Central estima um crescimento de 2,9% para a economia brasileira em 2023.

A previsão para a taxa básica de juros (Selic) ao final de 2023 permanece em 11,75%, indicando a expectativa de um corte de 0,50 ponto percentual até o final do ano. Para 2024, a estimativa da taxa Selic manteve-se em 9,25%.

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A projeção para a taxa de câmbio em 2023 diminuiu de R$ 5,00 para R$ 4,99 por dólar, e para 2024, a estimativa caiu de R$ 5,05 para R$ 5,03 por dólar.

A previsão de superávit comercial em 2023 foi reduzida para US$ 78,40 bilhões, enquanto a projeção para o saldo em conta corrente manteve-se em déficit de US$ 36,02 bilhões. A estimativa para o investimento direto em 2023 aumentou para US$ 62,80 bilhões.

Para 2024, as instituições reduziram a previsão de superávit comercial para US$ 67,2 bilhões, e a projeção para o saldo em conta corrente foi de déficit de US$ 44,66 bilhões. A estimativa para o investimento direto em 2024 ficou estável em US$ 70,00 bilhões.

Fonte: Portal do Agronegócio

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Açúcar recua nas bolsas internacionais com pressão do dólar, petróleo e avanço da safra no Brasil

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O mercado global de açúcar encerrou os últimos pregões pressionado pela valorização do dólar, queda do petróleo e avanço da oferta no Brasil, ampliando o cenário de volatilidade nas bolsas internacionais. Ao mesmo tempo, investidores acompanham com atenção as projeções para a safra 2026/27, os impactos climáticos do El Niño na Ásia e o comportamento da produção brasileira de etanol no Centro-Sul.

Na Bolsa de Nova York (ICE Futures US), o açúcar bruto voltou a registrar perdas, após uma breve recuperação técnica impulsionada pela recompra de posições vendidas por fundos especulativos. O contrato julho/26 fechou cotado a 14,73 cents de dólar por libra-peso, com queda de 1,9% no pregão mais recente. Já o vencimento outubro/26 encerrou a sessão a 15,22 cents/lbp.

Segundo análise da StoneX, o mercado chegou a encontrar sustentação no início da semana diante da redução das posições líquidas vendidas dos fundos e das projeções que indicavam déficit global de 0,55 milhão de toneladas para a safra 2026/27. No entanto, a valorização do índice DXY, que mede a força do dólar frente a outras moedas, acabou provocando liquidação de posições compradas em commodities, pressionando novamente os preços.

Outro fator que contribuiu para o sentimento negativo foi a queda do petróleo no mercado internacional. Com o petróleo mais barato, o etanol perde competitividade, aumentando a expectativa de maior destinação da cana para produção de açúcar e ampliando a oferta global da commodity.

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Mercado acompanha superávit global e produção recorde

As atenções também permanecem voltadas às projeções da Organização Internacional do Açúcar (OIA), que estima produção mundial recorde de 182 milhões de toneladas na safra 2025/26, com superávit global de 2,2 milhões de toneladas.

Além disso, a trading Czarnikow reforçou a pressão sobre o mercado ao divulgar expectativa de excedente global de 1,4 milhão de toneladas na temporada 2026/27, principalmente em função do aumento da produção chinesa.

Apesar do viés baixista atual, operadores seguem atentos ao risco climático provocado pelo El Niño, especialmente sobre lavouras asiáticas. A possibilidade de impactos na produção da Índia e de outros grandes exportadores mantém a volatilidade elevada nas bolsas.

Mix mais alcooleiro limita pressão adicional no Brasil

No Brasil, o avanço da moagem no Centro-Sul continua ampliando a oferta física de açúcar e pressionando os preços internos. Entretanto, o direcionamento maior da cana para produção de etanol ajuda a limitar uma queda ainda mais intensa nas cotações do adoçante.

O indicador CEPEA/ESALQ para o açúcar cristal branco em São Paulo registrou nova retração, com a saca de 50 quilos negociada a R$ 93,25, acumulando perdas de 4,76% em maio.

Na ICE Europe, o açúcar branco também apresentou desempenho pressionado. O contrato agosto/26 encerrou estável em US$ 441 por tonelada, enquanto os demais vencimentos oscilaram entre leves altas e baixas moderadas.

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Etanol segue estável, mas mercado monitora mudanças regulatórias

No mercado de etanol, os preços seguiram relativamente estáveis em São Paulo, embora ainda com viés de baixa devido à expectativa de maior oferta na safra 2026/27.

O etanol anidro em Ribeirão Preto iniciou a semana cotado a R$ 2,77 por litro, recuou para R$ 2,74 e encerrou próximo de R$ 2,75. O hidratado acompanhou movimento semelhante.

Já o Indicador Diário Paulínia apontou o etanol hidratado a R$ 2.347 por metro cúbico, praticamente estável no comparativo diário, mas ainda acumulando retração de 2,45% em maio.

O mercado também permanece em compasso de espera diante das discussões envolvendo novas regras para formação obrigatória de estoques e a possível ampliação da mistura de etanol anidro na gasolina para E32.

Volatilidade deve continuar no curto prazo

Analistas avaliam que o mercado seguirá altamente sensível aos movimentos do dólar, petróleo e clima nas próximas semanas. O comportamento da safra brasileira, aliado às incertezas sobre produção asiática e demanda global, continuará definindo o rumo das cotações internacionais do açúcar e do etanol.

Mesmo diante das projeções de superávit no curto prazo, o setor monitora sinais de possível aperto na oferta global a partir de 2026/27, o que pode voltar a sustentar os preços internacionais da commodity.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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