AGRONEGÓCIO

Servidores são agredidos e ameaçados durante limpeza em Cuiabá; diretor-geral pede colaboração da população

Publicado em

Servidores da Empresa Cuiabana de Zeladoria e Serviços Urbanos (Limpurb) foram agredidos e ameaçados durante a execução de um serviço de limpeza na região central de Cuiabá, na tarde desta quarta-feira (4). Um boletim de ocorrência foi registrado contra o agressor e os trabalhos foram temporariamente interrompidos.

Diante do ocorrido, o diretor-geral da Limpurb, Felipe Wellaton, fez um apelo à população cuiabana. “A equipe da limpeza urbana trabalha todos os dias para garantir uma cidade mais limpa e segura para todos. Atitudes como essa colocam vidas em risco e comprometem os serviços essenciais. Pedimos respeito e colaboração da população. Cuiabá não pode tolerar esse tipo de comportamento”, destacou.

A equipe da Gerência de Resíduos Sólidos atuava na retirada de um bolsão de lixo com cerca de duas toneladas, localizado atrás da Igreja do Rosário e São Benedito. Conforme o chefe da equipe de retirada de bolsões, Guilson de Souza Santos, o homem se aproximou de forma agressiva, interrompeu o serviço e ameaçou os trabalhadores.

Leia Também:  ADAMA Inicia 2025 com Investimentos em Inovação Digital para Otimizar Operações

“Ele agrediu o operador da retroescavadeira e do caminhão caçamba, nos ameaçou. Parou o carro lá embaixo, pegou uma pedra de uns dois ou três quilos e veio para quebrar a retroescavadeira. Ia quebrar o vidro e acertar o operador. Tivemos que tirar nossas máquinas de lá imediatamente”, relatou Guilson.

Os serviços de limpeza e retirada dos bolsões de descarte irregular serão retomados nesta quinta-feira (5), conforme o cronograma da Limpurb para a região central da capital.

#PraCegoVer

A imagem registra minutos após a agressão cometida por um munícipe contra a equipe, na região central da capital.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

COMENTE ABAIXO:
Advertisement

AGRONEGÓCIO

Pecuária brasileira aumenta produtividade e evita ocupação de 423 milhões de hectares, aponta estudo

Published

on

A pecuária de corte brasileira vem consolidando nas últimas décadas um avanço expressivo em produtividade, eficiência e uso racional da terra. Um levantamento da Athenagro aponta que os ganhos tecnológicos registrados entre 1990 e 2025 permitiram ao Brasil evitar, de forma teórica, a ocupação de aproximadamente 423 milhões de hectares para sustentar o atual nível de produção de carne bovina.

O estudo reforça que o crescimento da pecuária nacional ocorreu principalmente por meio do aumento da produtividade, da intensificação dos sistemas produtivos e da adoção de tecnologias no campo, e não apenas pela abertura de novas áreas de pastagem.

Segundo Maurício Palma Nogueira, o chamado “efeito poupa terra” se tornou um dos principais indicadores para avaliar a evolução da eficiência da pecuária brasileira, especialmente em um momento de maior atenção internacional sobre sustentabilidade e produção agropecuária.

Produção cresceu enquanto área de pastagem permaneceu mais estável

O levantamento da Athenagro mostra a evolução simultânea da produção de carne bovina, da área total de pastagens e da área teoricamente poupada de desmatamento graças ao aumento da produtividade pecuária ao longo das últimas décadas.

De acordo com os dados apresentados, a produção brasileira de carne bovina avançou de forma consistente desde os anos 1990, enquanto a área efetiva de pastagens seguiu uma trajetória relativamente estável.

Leia Também:  Redução da jornada para 40 horas pode elevar em até R$ 4 bilhões os gastos públicos, aponta CNI

Na prática, isso significa que o país conseguiu produzir mais carne em uma área proporcionalmente menor, graças à adoção de genética, manejo de pastagens, suplementação nutricional, integração lavoura-pecuária e novas tecnologias aplicadas à produção animal.

O gráfico elaborado pela consultoria mostra que a área poupada cresceu continuamente ao longo da série histórica, chegando a 397 milhões de hectares em 2024 e alcançando 423 milhões de hectares em 2025.

Sem ganho de produtividade, pecuária exigiria 583 milhões de hectares

O estudo destaca que o cálculo do efeito poupa terra é feito a partir de uma comparação teórica. A análise considera qual seria a área necessária para produzir o atual volume de carne bovina caso a produtividade permanecesse no mesmo patamar observado no início dos anos 1990.

Segundo a projeção da consultoria, sem os avanços tecnológicos incorporados ao setor nas últimas décadas, a pecuária brasileira precisaria ocupar cerca de 583 milhões de hectares para atingir o mesmo nível de produção registrado atualmente.

O número evidencia o impacto da intensificação produtiva na eficiência do uso da terra e no fortalecimento da competitividade da carne bovina brasileira no mercado global.

Debate ambiental ganha força às vésperas da COP de Belém

Com a aproximação da COP30, que será realizada em Belém, os dados relacionados à sustentabilidade da agropecuária brasileira ganharam ainda mais relevância no debate público e internacional.

Leia Também:  Agrodefesa e CropLife Brasil lançam guia para proteger abelhas e fortalecer polinização no agronegócio

Segundo Maurício Palma Nogueira, as informações sobre o efeito poupa terra frequentemente geram debates e questionamentos de grupos ambientalistas. Ele ressalta, no entanto, que o indicador não deve ser interpretado como uma medida direta de combate ao desmatamento.

O objetivo da análise, segundo o especialista, é demonstrar que a expansão da produção pecuária brasileira ocorreu principalmente apoiada em ganhos de eficiência produtiva e tecnológica.

Tecnologia transforma a pecuária brasileira

Nos últimos anos, a pecuária nacional acelerou investimentos em manejo intensivo, recuperação de pastagens degradadas, confinamento, integração lavoura-pecuária-floresta e melhoramento genético.

Esse movimento tem permitido aumento da produtividade por hectare, maior oferta de proteína animal e avanço da competitividade brasileira no mercado internacional, sem crescimento proporcional da área ocupada pela atividade.

O cenário reforça o papel da tecnologia como principal vetor de transformação da pecuária brasileira, em um contexto de crescente demanda mundial por alimentos e pressão por sistemas produtivos mais sustentáveis.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

COMENTE ABAIXO:
Continuar lendo

CUIABÁ

MATO GROSSO

POLÍCIA

FAMOSOS

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA