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Soja recua em Chicago com realização de lucros e mercado à espera do USDA; Brasil prevê embarques robustos em junho

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O mercado da soja apresentou leve recuo nesta quinta-feira (5) na Bolsa de Chicago, refletindo a realização de lucros e a expectativa pelo novo relatório do USDA. No Brasil, a programação de embarques mantém o ritmo elevado, com mais de 12 milhões de toneladas previstas para junho. Confira os destaques:

Realização de lucros e expectativa pelo relatório do USDA movimentam mercado em Chicago

Nesta quinta-feira (5), os contratos futuros da soja operam com leves quedas na Bolsa de Chicago, após uma sequência de altas modestas nos últimos dias. Os ajustes são atribuídos à realização de lucros por parte dos investidores, que se preparam para o novo relatório mensal de oferta e demanda do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), previsto para a próxima quarta-feira, 11 de junho.

As perdas entre os contratos mais negociados variam de 2,50 a 3,25 pontos. Por volta das 7h45, o contrato de julho era cotado a US$ 10,41 e o de setembro a US$ 10,14 por bushel. Além da oleaginosa, os derivados também apresentavam queda: óleo e farelo de soja recuavam, enquanto milho e trigo mantinham leves altas.

Além do USDA, os traders monitoram atentamente as condições climáticas no cinturão agrícola dos EUA (Corn Belt), com previsão de chuvas intensas nos próximos dias. No campo geopolítico, segue no radar a possível conversa entre Donald Trump e Xi Jinping ainda nesta semana, em meio a tensões comerciais entre China e Estados Unidos.

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Soja fecha em alta na véspera após mínima de sete semanas

Na sessão anterior, quarta-feira (4), o mercado da soja em Chicago encerrou em alta, após atingir a menor cotação em sete semanas. O impulso veio da recompra de posições vendidas e de sinais de oferta mais apertada nos EUA, aliados a condições de lavoura abaixo do esperado.

Segundo a TF Agroeconômica, o contrato para julho subiu 0,41% (4,25 cents/bushel), fechando a US$ 10,45. O contrato de agosto avançou 0,44% (4,50 cents/bushel), para US$ 10,38. O farelo de soja para julho subiu 0,88%, cotado a US$ 297,10 por tonelada curta, enquanto o óleo de soja permaneceu estável em US$ 46,81.

O mercado segue pressionado por fatores como o avanço no plantio nos EUA, a fraca demanda pela soja americana e o cenário de tensões comerciais com países como México, China, Japão e União Europeia. Ainda assim, os preços foram sustentados por dados preliminares sobre a safra dos EUA, que vieram abaixo das expectativas, e pela realização de lucros por parte dos fundos.

O USDA estima uma redução de 4,1% na área dedicada ao cultivo de soja em relação ao ano passado. Com isso, cresce o protagonismo da América do Sul no abastecimento global, com o Brasil mantendo forte ritmo de exportações.

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Brasil deve embarcar mais de 12 milhões de toneladas de soja em junho

A programação de embarques (line-up) nos portos brasileiros aponta para exportações de 12,092 milhões de toneladas de soja em grão em junho, segundo levantamento da consultoria Safras & Mercado. O volume é inferior ao registrado no mesmo mês do ano passado, quando foram exportadas 13,942 milhões de toneladas, e ao volume de maio deste ano, que somou 14,228 milhões de toneladas.

Para julho, o line-up projeta embarques de 320 mil toneladas. No acumulado de janeiro a junho de 2025, a previsão é de 66,801 milhões de toneladas embarcadas — pouco acima das 66,130 milhões registradas no mesmo período de 2024.

O mercado da soja vive um momento de expectativa e ajustes, tanto nos Estados Unidos, com foco no novo relatório do USDA e nas condições climáticas, quanto no Brasil, com forte ritmo de exportações. A movimentação nos preços reflete as incertezas e as oportunidades do cenário atual, marcado por fundamentos agrícolas, geopolítica e fluxo internacional de comércio.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Mutirão de regularização fundiária no Doutor Fábio Leite II é retomado nesta segunda-feira

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A Prefeitura de Cuiabá, por meio da Secretaria Municipal de Habitação e Regularização Fundiária, retoma, nesta segunda-feira (4), até quarta-feira (6), o mutirão de cadastramento voltado aos moradores do bairro Doutor Fábio Leite II que desejam regularizar seus imóveis. O atendimento ocorre das 9h às 16h, na Rua dos Trabalhadores, quadra 77, casa 18.

A ação teve início na quarta-feira (29) e também foi realizada na quinta-feira (30), dando continuidade ao processo de regularização fundiária. O objetivo é garantir o acesso ao título definitivo de propriedade, assegurando mais segurança jurídica às famílias e contribuindo para a valorização dos imóveis.

De acordo com a coordenadora de Habitação, Graziele Rondon, a entrega e a atualização dos documentos são etapas fundamentais para o andamento do processo. “Estamos orientando os moradores sobre a atualização dos documentos. Quem já tem processo em andamento poderá complementar a documentação e, para quem ainda não iniciou, será aberto um novo processo pela equipe técnica de regularização. Em outro momento, a equipe social realizará visita domiciliar para comprovação dos documentos apresentados e também para verificar o uso do lote”, explicou.

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Entre os moradores que compareceram nos primeiros dias de atendimento está André Luiz, que vive há mais de 15 anos no bairro. Segundo André, a regularização representa mais segurança para a família. “Para nós, moradores, regularizar o terreno é uma garantia a mais. Moro aqui há mais de 15 anos e vi toda a evolução do bairro. Já temos asfalto, melhorias, mas precisamos do documento. Morar em um lugar sem documentação é não ter garantia de nada. Vim dar entrada no processo para ter essa segurança”, afirmou.

A moradora Karina Cristine, que reside há 26 anos no bairro Doutor Fábio Leite II, também participou do mutirão. “Já tenho mais de 26 anos morando aqui e, há dois anos, dei entrada no processo. Acredito que agora será a oportunidade de concluir. É um sonho ter o documento da casa, não só para mim, mas para muitas pessoas que moram aqui há tantos anos”, relatou.

Durante o mutirão, os moradores recebem orientações sobre a documentação necessária, podem entregar pendências e contam com o apoio da equipe social para dar andamento às etapas do processo de regularização fundiária.

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Confira abaixo os documentos necessários para dar início ao processo de regularização:

Para solteiros: certidão de nascimento, RG e CPF;
Para casados: certidão de casamento, RG e CPF de ambos;
Para divorciados: certidão de casamento com averbação do divórcio, RG e CPF apenas de quem está requerendo e partilha de bens ou formal de partilha (se houver);
Para viúvos: certidão de casamento e certidão de óbito do cônjuge falecido, RG e CPF de quem está requerendo e partilha de bens ou formal de partilha (se houver);
União estável: escritura pública de cartório ou homologação dessa condição feita em juízo, certidão de nascimento, RG e CPF de ambos.

Trazer também:

Contrato de compra e venda da casa ou outro documento do imóvel (é necessário constar quadra e lote, por exemplo: título de posse antigo, IPTU etc.);
Comprovante de endereço da casa a ser regularizada (água, luz, telefone etc.);
Comprovante de renda de todos os moradores da casa dos últimos três meses.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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