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Prefeito explica ordenamento das calçadas ao setor de comércio e serviços

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O prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini, reuniu-se nesta terça-feira (4) com entidades representativas do setor produtivo para discutir o cumprimento da legislação municipal que regulamenta o uso das calçadas na capital.

A reunião, conduzida pelo secretário municipal de Turismo e Desenvolvimento Econômico, Fernando Medeiros, e pela secretária de Ordem Pública, Juliana Palhares, contou com a participação de representantes da Federação das Câmaras de Dirigentes Lojistas de Mato Grosso (FCDL/MT), da Câmara de Dirigentes Lojistas de Cuiabá (CDL Cuiabá), do Sebrae/MT, da Associação Comercial de Cuiabá e da Fecomércio-MT.

Durante o encontro, o prefeito reforçou a importância do Código de Posturas de Cuiabá, que rege o uso das calçadas, destacando que a legislação será aplicada de forma igualitária, abrangendo tanto o comércio formal quanto os vendedores ambulantes, em todas as regiões da cidade — e não apenas no centro.

“A calçada precisa voltar a ser o que é: um espaço de passagem, de trafegabilidade. Não se trata de discutir quem tem o direito de ocupar, mas de respeitar o uso público do passeio. Precisamos restabelecer a ordem nesse espaço público. Não haverá manequim de lojista nem ambulantes em nossas calçadas”, pontuou Brunini.

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Também foi esclarecido que eventos como o “Liquida Centro” não serão realizados nas calçadas. Segundo o prefeito, a ocupação de espaços públicos só será permitida mediante Termo de Permissão de Uso (TPU), em locais previamente autorizados, sem prejuízo à circulação de pedestres ou risco à segurança.

“Vamos tomar todas as medidas necessárias para impedir que as pessoas ocupem, de forma inadequada, o passeio público. Existem locais com permissão para uso — por meio do TPU — desde que não causem obstáculos, não atrapalhem a circulação, não ofereçam riscos e não envolvam venda de produtos ilegais. Esses locais estão cadastrados. Os demais serão removidos e impedidos de se instalar, para que possamos estabelecer a ordem nesses espaços”, enfatizou.

Como alternativas, Brunini destacou a oferta imediata de empregos apresentada pelos lojistas durante a reunião, além de ter solicitado a participação da Secretaria Municipal de Assistência Social nas ações de encaminhamento de ambulantes que desejam formalizar sua atividade no Shopping Orla.

“Estamos oferecendo mais de 300 vagas de emprego em parceria com os lojistas do centro, além de oportunidades de realocação no Shopping Orla para quem se qualificar e trabalhar com produtos legalizados.”

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O prefeito também descartou, por ora, a ocupação do Beco do Candeeiro, devido a um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) firmado com o Ministério Público e a decisões do Supremo Tribunal Federal (STF) que impedem a retirada forçada de pessoas em situação de rua daquele local.

“Não temos autorização legal para desocupar o Beco. Não vamos alimentar ilusões. Precisamos cumprir a lei e agir com responsabilidade social”, reforçou.

A reunião, voltada exclusivamente ao setor produtivo, foi realizada no espaço da Câmara Municipal de Cuiabá e contou com a presença da presidente da Câmara, vereadora Paula Calil, da vereadora e primeira-dama Samantha Iris, do vereador Wilson Kero Kero e da vereadora Michelly Alencar. Um novo encontro, desta vez com representantes dos ambulantes, foi agendado para a tarde da mesma terça-feira.

A Prefeitura de Cuiabá inicia oficialmente, a partir do dia 5 de junho, as ações de fiscalização e o cumprimento das notificações já emitidas.

#PraCegoVer

A imagem mostra o prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini, reunido com representantes do setor produtivo para discutir o cumprimento da legislação municipal que regulamenta o uso das calçadas na capital.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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Preço do trigo no Brasil fecha primeiro semestre de 2026 em alta, mas junho registra desaceleração nas negociações

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O mercado brasileiro de trigo encerrou o primeiro semestre de 2026 com tendência de valorização nos preços, apesar da desaceleração observada nas negociações em junho. O cenário foi sustentado principalmente pela baixa disponibilidade de produto da safra velha, estoques internos apertados e maior necessidade de importação para suprir a demanda doméstica.

Segundo o analista da Safras & Mercado, Elcio Bento, o comportamento dos preços reflete um equilíbrio ainda frágil entre oferta e demanda.

“O primeiro semestre foi marcado pela recomposição dos preços. A menor disponibilidade de trigo no mercado interno e a necessidade de importação deram sustentação às cotações, mesmo em um ambiente de liquidez bastante limitada”, destacou.

Mercado do trigo acumula altas expressivas no semestre

Apesar da pressão de baixa registrada em junho, o desempenho acumulado do semestre foi positivo nas principais praças do país.

No Paraná, a média dos preços FOB interior encerrou junho em R$ 1.407 por tonelada, com alta acumulada de 19,9% em relação ao fechamento de 2025. No entanto, o mês registrou recuo de 1,6%, influenciado pela menor demanda dos moinhos e pelo enfraquecimento das referências internacionais.

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No Rio Grande do Sul, o movimento de valorização foi ainda mais intenso no semestre, com avanço de 24,9%. Em junho, porém, houve queda de 5,1%, levando a média para R$ 1.290 por tonelada FOB. Mesmo com a correção, o estado segue sustentado pela escassez de trigo remanescente da safra anterior e pelo forte ritmo de exportações ao longo do período.

Ajuste em junho não muda tendência de alta, diz analista

De acordo com Elcio Bento, a retração observada em junho não representa mudança estrutural no mercado, mas sim um ajuste técnico após meses de valorização.

“O que vimos em junho foi muito mais um ajuste técnico do que uma mudança de tendência. A oferta continua limitada, os estoques seguem apertados e isso impede uma queda mais acentuada dos preços”, analisou.

O ambiente de baixa liquidez continua sendo uma característica marcante do mercado físico brasileiro de trigo. Produtores seguem retendo parte do produto, aguardando melhores condições de preços na entressafra, enquanto os moinhos realizam compras pontuais devido à dificuldade de repasse dos custos ao preço da farinha.

Esse desalinhamento entre oferta e demanda mantém o mercado travado e com negociações limitadas.

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Mercado internacional sustenta cenário de preços no Brasil

No mercado externo, o trigo negociado em Kansas acumulou valorização de 15,5% no primeiro semestre de 2026, mesmo com correções pontuais registradas em junho. Já o trigo argentino, referência importante para a paridade de importação brasileira, avançou 6,7% no período.

Por outro lado, a valorização do real frente ao dólar ao longo do semestre contribuiu para reduzir parte da pressão altista que poderia ter sido transmitida ao mercado doméstico.

Perspectivas para o segundo semestre seguem atreladas ao clima e ao câmbio

Para os próximos meses, o mercado brasileiro de trigo deve permanecer sensível a fatores externos e internos. Entre os principais vetores de atenção estão o desenvolvimento da safra nacional, as condições climáticas na Argentina, o comportamento das bolsas internacionais e as oscilações cambiais.

Segundo o analista, esse conjunto de variáveis continuará sendo determinante para a formação de preços no mercado.

“Esse conjunto de fatores continua oferecendo sustentação estrutural aos preços”, concluiu Elcio Bento.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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