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Prefeitura presta assistência à família vítima de incêndio no Contorno Leste

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A Prefeitura de Cuiabá, por meio de uma ação conjunta, está prestando toda a assistência necessária à família atingida por um incêndio ocorrido na tarde desta terça-feira (2), nas proximidades da Avenida Contorno Leste.

A força-tarefa emergencial conta com o apoio da Secretaria Municipal de Assistência Social, Direitos Humanos e da Pessoa com Deficiência; da Secretaria de Habitação e Regularização Fundiária e Defesa Civil.

De acordo com relatos, a residência atingida era composta por dois cômodos e um banheiro, onde moravam a mãe, o padrasto e a criança. No momento do incêndio, o padrasto estava no trabalho. A mãe encontrava-se em um dos cômodos quando ouviu um barulho e foi retirada da casa por um rapaz. Em estado de choque, desmaiou e, ao recobrar a consciência, foi informada sobre o falecimento do filho.

Equipes da Assistência Social estiveram no local para oferecer apoio psicológico e social aos familiares. Em conversa com os profissionais, a mãe e o padrasto informaram que, neste momento, não desejam ser encaminhados para acolhimento institucional.

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A Prefeitura também realizou o levantamento das principais necessidades da família, como cestas básicas, roupas e calçados. Técnicos do Centro de Referência de Assistência Social (Cras) do bairro Dr. Fábio participaram da ação, realizando encaminhamentos para benefícios eventuais e doando algumas peças de vestuário.

A Secretaria Municipal de Habitação e Regularização Fundiária fez uma vistoria no terreno e iniciou o processo de cadastramento da família em programas habitacionais, visando à inclusão na fila de espera por moradias populares.

A Defesa Civil também fez o reconhecimento da área afetada e continua oferecendo suporte técnico e logístico. A família seguirá sendo assistida com doações, além de suporte psicológico e social.

#PraCegoVer

A imagem mostra os escombros de uma residência destruída por um incêndio, localizada nas proximidades da Avenida Contorno Leste.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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Chuva falha no Centro-Oeste e sobra no Sul na largada da safra

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Outubro começa com risco de replantio da soja no Centro-Oeste e de paralisação das máquinas no Sul. A previsão do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) indica chuva abaixo da média em Mato Grosso e Goiás, enquanto o Rio Grande do Sul pode receber até 200 milímetros acima do normal em algumas áreas.

O contraste ocorre no início do plantio da safra 2026/27, estimada pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) em 366,6 milhões de toneladas de grãos. A soja deverá ocupar 49,3 milhões de hectares, mas a semeadura ainda ocorre de forma pontual nas áreas de sequeiro de Mato Grosso. Em Mato Grosso do Sul e no Paraná, as condições permitiram o início dos trabalhos.

O maior risco no Centro-Oeste não é apenas o atraso do plantio. O Inmet alerta que chuvas isoladas, seguidas por períodos secos, podem provocar germinação irregular, falhas na formação das lavouras e necessidade de replantio. Em Goiás e no Distrito Federal, as temperaturas podem superar em mais de 2°C a média histórica de outubro, acelerando a perda de água do solo.

A decisão de esperar pela regularização das chuvas também afeta o milho segunda safra. Quanto mais tarde a soja for semeada e colhida, menor será a janela para implantar o cereal dentro do período de menor risco climático.

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No Matopiba, formado por partes de Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia, a previsão também é desfavorável. As precipitações de setembro aliviaram o risco de incêndios, mas não foram suficientes para recompor a umidade do solo na maioria das áreas de sequeiro. O plantio de soja e milho deverá depender de chuvas mais regulares.

Em Mato Grosso do Sul, a condição tende a ser melhor, principalmente no sudoeste e no leste do Estado. Mesmo assim, o centro-norte e o Pantanal podem receber chuva abaixo da média, o que exige atenção antes da entrada das semeadoras.

No Sul, o excesso de umidade cria o problema inverso. A chuva pode reduzir as janelas para o preparo do solo e o plantio de soja, milho e arroz. No Rio Grande do Sul, o acumulado de outubro pode ficar aproximadamente 75 milímetros acima da média e alcançar excesso de até 200 milímetros no oeste do Estado.

O trigo é a cultura mais exposta neste momento. Parte das lavouras está em fases críticas de desenvolvimento ou de colheita. A combinação de chuva frequente e calor favorece doenças como giberela, ferrugem, oídio e manchas foliares, além de aumentar o risco de perda de qualidade e germinação do grão ainda na espiga.

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Em São Paulo, a chuva tende a favorecer o plantio da soja e o desenvolvimento da cana-de-açúcar, das pastagens e das hortaliças. Minas Gerais e Espírito Santo, porém, devem enfrentar precipitações irregulares e temperaturas elevadas. Para o café, a condição pode prejudicar a uniformidade da florada e o pegamento dos frutos.

A previsão é influenciada pelo El Niño, que tem 95% de probabilidade de alcançar intensidade muito forte entre outubro e dezembro. O fenômeno ajuda a explicar a tendência de seca no Centro-Norte e chuva acima da média no Sul, mas não determina sozinho o volume que cairá em cada propriedade.

Para o produtor, a recomendação prática é não definir a semeadura apenas pela ocorrência de uma chuva. No Centro-Oeste, será necessário conferir se existe umidade suficiente no perfil do solo para sustentar a emergência das plantas. No Sul, o desafio será aproveitar os intervalos de tempo seco sem entrar com máquinas em áreas encharcadas.

Fonte: Pensar Agro

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