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Produção de ovos com galinhas livres cresce no Brasil e impulsiona bem-estar animal e sustentabilidade na avicultura

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O foco no bem-estar animal tem ganhado cada vez mais importância entre as empresas produtoras de ovos no Brasil. Para atender a essa demanda, a produção com galinhas livres, que permite maior liberdade de movimento e expressão dos comportamentos naturais das aves, tem avançado significativamente na avicultura de postura nos últimos anos.

Sistema de criação com galinhas livres: como funciona

Esse modelo produtivo permite que as aves sejam criadas em galpões que oferecem acesso a diversos ambientes, possibilitando atividades naturais como ciscar, espojar, empoleirar-se e usar ninhos para botar ovos. O sistema inclui espaços diferenciados, como poleiros, áreas com areia para banho e ninhos, garantindo melhor qualidade de vida às galinhas.

Adoção crescente no Brasil e compromissos das grandes empresas

Apesar da ausência de legislação específica no Brasil para padronizar essa produção, a prática vem crescendo, com mais de 220 empresas nacionais e multinacionais aderindo ao compromisso de vender somente ovos de galinhas criadas livres, muitas delas até o final de 2025. Entre as marcas comprometidas estão McDonald’s, Burger King, Subway, Walmart, Starbucks e Disney, destacando 2025 como um ano decisivo para essa transição.

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COBEA: iniciativa que impulsiona o avanço do bem-estar animal

A Colaboração Brasileira de Bem-Estar Animal (COBEA), criada em junho de 2024, é uma coalizão inédita que visa facilitar a evolução das práticas de bem-estar na cadeia produtiva de proteína animal. Empresas como a Mantiqueira Brasil estão entre as primeiras integrantes, promovendo mudanças significativas no setor.

Mantiqueira Brasil lidera com mais de 3 milhões de galinhas livres

Com mais de 35 anos de atuação, a Mantiqueira Brasil ultrapassou sua meta inicial de 2,5 milhões de aves criadas livres até 2025, atingindo a marca de 3 milhões. Essa conquista reforça seu compromisso com o bem-estar animal e posiciona a empresa como referência no mercado.

Investimento em tecnologia e sustentabilidade

A Mantiqueira Brasil, maior produtora de ovos da América do Sul com 4 bilhões de unidades anuais, investe em tecnologia, digitalização e pilares ESG em suas unidades produtivas em São Paulo, Santa Catarina e Goiás. A marca Happy Eggs® é o principal produto dessa linha, que tem ganhado espaço no mercado nacional.

Parcerias e educação para ampliar o consumo consciente

A empresa também investe em comunicação para conscientizar o consumidor sobre os benefícios dos ovos de galinhas livres. Parcerias com redes de supermercados, uso de materiais promocionais e ações nos pontos de venda reforçam a visibilidade e valorização dos produtos Happy Eggs®.

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Visão de futuro: ética, sustentabilidade e inovação

André Carreira, gerente-executivo de Avicultura da Mantiqueira Brasil, destaca que o bem-estar animal é um pilar essencial para uma avicultura ética e sustentável. Ele ressalta o papel da COBEA como uma plataforma colaborativa que acelera a evolução do setor e promove transparência e inovação, conciliando produção em escala com respeito às aves.

Transformação da cadeia produtiva

Para garantir a qualidade e o bem-estar das aves, a Mantiqueira investe em melhorias nas estruturas de criação, alimentação, água e ambiente. A empresa também vê os varejistas como parceiros estratégicos nessa transformação, ajudando a educar o consumidor final e a fortalecer a cadeia.

Consumidor consciente impulsiona mudanças no setor

Com o aumento da consciência sobre o tratamento dos animais, o consumidor tem papel fundamental na adoção dos sistemas de produção com galinhas livres. Elisa Tjarnstrom, diretora-executiva da COBEA, afirma que ações concretas de líderes como a Mantiqueira Brasil demonstram que é possível aliar bem-estar, produtividade e rentabilidade, acelerando a evolução sustentável do setor.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Produção recorde de leite impulsiona digitalização e novas estratégias no setor de laticínios

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O setor de laticínios brasileiro atravessa um novo ciclo de expansão, impulsionado pelo avanço da produção de leite e pela crescente demanda por alimentos frescos. Dados do IBGE apontam que a aquisição de leite cru alcançou 27,51 bilhões de litros em 2025, volume recorde da série histórica e 8,5% superior ao registrado no ano anterior. Apenas no quarto trimestre, foram captados 7,36 bilhões de litros, alta anual de 8,6%.

O crescimento reforça o potencial competitivo da cadeia leiteira nacional, mas também amplia os desafios logísticos e operacionais do setor. Com um produto altamente perecível, a eficiência na distribuição se torna fator decisivo para evitar perdas, garantir qualidade e equilibrar produção e consumo.

Cadeia do leite enfrenta desafios com aumento da oferta

Ao contrário de outras categorias alimentícias, o leite exige uma operação logística extremamente sincronizada. Oscilações entre oferta e demanda podem gerar desperdícios significativos, seja pela falta de produtos em períodos de maior consumo ou pelo descarte causado pelo excesso de produção.

Além disso, o comportamento do consumidor brasileiro também vem mudando. A busca por produtos mais naturais, frescos e com origem conhecida impulsiona modelos de comercialização mais diretos.

Pesquisa “Do prato ao copo”, realizada pela MindMiners, mostra que 33% dos brasileiros afirmam consumir mais alimentos naturais ou in natura, enquanto 53% alternam entre produtos naturais e industrializados. Entre as bebidas não alcoólicas, 38% priorizam opções consideradas mais naturais.

Nesse cenário, a tradicional entrega de leite em domicílio volta a ganhar espaço, agora impulsionada pela tecnologia.

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Modelo de entrega domiciliar ganha nova força com digitalização

Durante décadas, o sistema de entrega de leite na porta de casa operou com base em rotas fixas, pedidos recorrentes e relacionamento direto entre distribuidores e consumidores. Embora eficiente, o modelo tinha limitações operacionais e baixa integração de dados.

Com a digitalização da cadeia, empresas do setor começam a transformar essa dinâmica, integrando pedidos, pagamentos, logística e gestão em plataformas unificadas.

Segundo a CEO da Food2C, Einat Eisler Carasso, o avanço tecnológico permite modernizar um formato tradicional sem alterar sua essência.

“A digitalização traz previsibilidade, organização e controle para uma operação que historicamente dependia de processos manuais. Em uma cadeia como a de lácteos, na qual perecibilidade e margem caminham juntas, reduzir ineficiências é fundamental”, afirma.

Compra recorrente melhora previsibilidade e reduz desperdícios

Entre os principais avanços proporcionados pela digitalização está a adoção de modelos de compra recorrente e assinaturas. Com entregas programadas, as empresas conseguem prever melhor a demanda e ajustar a produção com mais precisão.

A estratégia reduz desperdícios, melhora o abastecimento e fortalece a fidelização dos consumidores.

“A recorrência muda completamente a operação. Quando existe previsibilidade de consumo, toda a cadeia consegue atuar com mais eficiência, desde a produção até a entrega final. Isso também melhora a experiência do consumidor, que recebe produtos mais frescos e com regularidade”, destaca Einat.

Além da previsibilidade, o modelo aumenta a segurança de abastecimento para o consumidor, reduzindo o risco de falta de produtos no dia a dia.

Digitalização transforma operação de empresas tradicionais

O movimento já começa a ganhar força entre empresas consolidadas do setor. A Fazenda Bela Vista, que atua há mais de 30 anos com entrega domiciliar de leite e produtos frescos, modernizou recentemente sua operação ao substituir processos descentralizados por uma plataforma integrada.

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Com a mudança, pedidos, pagamentos e informações passaram a ser gerenciados em um único ambiente digital, conectando distribuidores, consumidores e indústria.

Segundo o diretor comercial da empresa, Paulo Passarini, a digitalização elevou o nível de eficiência operacional sem comprometer a proximidade com o cliente.

“A entrega domiciliar sempre fez parte da nossa história, mas a tecnologia trouxe mais organização, controle e capacidade de planejamento. Hoje conseguimos operar com mais eficiência e oferecer uma experiência mais consistente ao consumidor”, explica.

Dados e tecnologia fortalecem eficiência na cadeia de lácteos

Outro benefício da transformação digital está no acesso a informações mais precisas sobre hábitos de consumo, comportamento dos clientes e demanda regionalizada.

Com dados centralizados, as empresas conseguem ajustar ofertas, otimizar estoques e estruturar rotas de entrega de forma mais inteligente, reduzindo custos logísticos e desperdícios ao longo da cadeia.

Para especialistas do setor, a tecnologia tende a se consolidar como um dos principais vetores de competitividade da cadeia leiteira brasileira nos próximos anos.

Com a produção em crescimento e o consumo cada vez mais conectado à conveniência e à qualidade, modelos digitais devem ganhar relevância tanto na indústria quanto na distribuição.

“Existe uma grande oportunidade de modernizar a distribuição de alimentos no Brasil sem romper com modelos já consolidados. A tecnologia atua justamente como ponte entre produção, logística e consumidor final”, conclui Einat.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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