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MDIC Inicia Investigação sobre Dumping em Exportações de Leite em Pó da Argentina e Uruguai

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A Secretaria de Comércio Exterior (Secex), vinculada ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), anunciou, nesta quarta-feira (11), o início de uma investigação sobre possível prática de dumping nas exportações de leite em pó integral e desnatado, não fracionado, provenientes da Argentina e do Uruguai. A medida foi motivada por uma petição apresentada pela Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA).

De acordo com a secretária de Comércio Exterior do MDIC, Tatiana Prazeres, a demanda do setor privado brasileiro alertou o governo para os impactos dessas importações na produção nacional. “Após a formalização do pleito, realizamos uma análise preliminar dos dados e verificamos a existência de elementos que justificam a abertura de uma investigação”, explicou a secretária.

A decisão foi oficializada por meio da Circular nº 72, publicada no Diário Oficial da União (DOU) em 10 de dezembro de 2024. Segundo a publicação, a análise preliminar identificou indícios suficientes da prática de dumping, com base no período de janeiro a dezembro de 2023. O estudo sobre os danos causados à indústria nacional, por sua vez, abrangeu o período de janeiro de 2021 a dezembro de 2023.

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O que é dumping?

O dumping ocorre quando um produto é exportado por um preço inferior ao seu “valor normal” no mercado de origem, o que é considerado uma prática desleal pela Organização Mundial do Comércio (OMC). Essa prática pode causar sérios prejuízos à indústria do país importador ao criar uma competição desigual.

Prazos e possíveis desdobramentos

A investigação poderá durar entre 10 e 18 meses. Caso sejam comprovados os indícios de dumping, poderão ser implementadas medidas antidumping, como a imposição de sobretaxas sobre as importações dos produtos investigados.

O processo administrativo será conduzido em conformidade com o Decreto nº 8.058/2013 e com o Acordo Antidumping da OMC, assegurando às partes envolvidas — incluindo produtores nacionais, exportadores, importadores e governos estrangeiros — o direito à ampla defesa e ao contraditório.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Exportações do agro brasileiro avançam em abril e soja lidera embarques, aponta ANEC

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O Brasil segue com ritmo acelerado nas exportações do agronegócio em 2026, com destaque para a soja e o milho, segundo dados da Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (ANEC). O relatório da Semana 16 mostra avanço consistente nos embarques e reforça o protagonismo do país no comércio global de grãos.

Embarques semanais superam 3,4 milhões de toneladas de soja

Na semana de 19 a 25 de abril, os embarques brasileiros de soja somaram cerca de 3,48 milhões de toneladas. Para o período seguinte, entre 26 de abril e 2 de maio, a projeção indica aumento para aproximadamente 4,46 milhões de toneladas.

Os dados refletem a intensificação da logística portuária, com destaque para:

  • Porto de Santos: maior volume embarcado, superando 1,4 milhão de toneladas de soja
  • Paranaguá: mais de 400 mil toneladas
  • Barcarena e São Luís/Itaqui: forte participação no escoamento pelo Arco Norte

Além da soja, o farelo e o milho também apresentaram movimentação relevante nos principais portos do país.

Exportações crescem em abril e reforçam tendência positiva em 2026

No acumulado mensal, abril deve registrar entre 18,0 milhões e 20 milhões de toneladas exportadas, considerando todos os produtos analisados.

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Entre os destaques:

  • Soja: cerca de 14,9 milhões de toneladas embarcadas
  • Milho: 2,75 milhões de toneladas
  • Farelo de soja: volumes mais modestos, mas com recuperação frente a meses anteriores

No acumulado do ano, o Brasil já soma mais de 41 milhões de toneladas exportadas de soja, mantendo desempenho robusto no mercado internacional.

Comparativo com 2025 mostra avanço nas exportações

Os dados da ANEC indicam crescimento relevante frente ao ano anterior, especialmente no primeiro quadrimestre:

  • Janeiro: alta expressiva nos embarques
  • Março e abril: consolidação do crescimento
  • Fevereiro: leve recuo pontual

Em abril, o volume exportado supera em mais de 2,3 milhões de toneladas o registrado no mesmo período de 2025.

China segue como principal destino da soja brasileira

A demanda internacional permanece aquecida, com forte concentração nas compras chinesas. Entre janeiro e março de 2026:

  • China: responsável por 75% das importações de soja brasileira
  • Espanha e Turquia: aparecem na sequência, com participações menores
  • Países asiáticos e do Oriente Médio ampliam presença
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No caso do milho, os principais destinos incluem Egito, Vietnã e Irã, reforçando a diversificação dos mercados compradores.

Logística e demanda sustentam desempenho do agro

O avanço das exportações brasileiras está diretamente ligado à combinação de fatores como:

  • Safra robusta
  • Demanda internacional aquecida
  • Eficiência logística, com maior uso de portos do Norte

A tendência é de manutenção do ritmo positivo ao longo dos próximos meses, especialmente com o avanço da comercialização da safra e a continuidade da demanda global por grãos brasileiros.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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