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GreenLight Biosciences avança com herbicida à base de RNA e inaugura nova era no controle sustentável de plantas daninhas

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A GreenLight Biosciences, referência em biotecnologia agrícola, anunciou um marco no desenvolvimento de bioherbicidas à base de RNA, prometendo transformar o controle de plantas daninhas. Com resultados promissores em testes de estufa e campo, a solução alia eficácia, sustentabilidade e menor impacto ambiental, trazendo novas perspectivas para o manejo agrícola global.

Avanço tecnológico com foco em sustentabilidade

A GreenLight demonstrou, por meio de testes práticos, a eficácia de sua formulação de RNA contra plantas daninhas de difícil controle. A inovação pode ser utilizada em conjunto com herbicidas tradicionais, aumentando a efetividade da aplicação, ao mesmo tempo em que reduz os custos, a toxicidade e a carga química nas lavouras.

O sistema é adaptável às práticas agrícolas já utilizadas, o que facilita sua adoção pelos produtores. A meta da empresa, em médio e longo prazo, é desenvolver soluções autônomas à base de RNA para diversas culturas, como grãos e hortifrúti, ampliando a proteção com menos impactos ambientais e combatendo a resistência crescente aos pesticidas convencionais.

Foco inicial: controle da buva, uma das maiores vilãs da soja

O principal produto da GreenLight Bio tem como alvo a buva (Conyza canadensis), uma das plantas daninhas mais resistentes e problemáticas no plantio direto, especialmente na cultura da soja. A molécula candidata foi selecionada entre mais de 180 opções desenvolvidas por meio de uma plataforma própria da empresa, com apoio de ferramentas de inteligência artificial.

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Segundo o CEO da GreenLight, Andrey Zarur, o uso crescente e repetido de herbicidas tradicionais gerou um cenário de resistência preocupante. “Nossa plataforma baseada em RNA oferece uma abordagem revolucionária e não transgênica, com controle preciso e menos dependência de substâncias químicas como o glifosato”, destacou.

Expansão do portfólio agrícola

Com esse avanço, a GreenLight Biosciences amplia seu portfólio de biotecnologias aplicadas à agricultura. Além do combate a pragas, a empresa mira agora o controle de plantas daninhas, fortalecendo seu compromisso com uma agricultura mais sustentável e eficiente.

A iniciativa também integra a missão de desenvolver soluções que não alterem geneticamente as plantas, mas aumentem sua tolerância ao calor e reforcem mecanismos naturais de defesa.

Herbicidas: demanda crescente e desafios de resistência

O uso de herbicidas aumentou mais de 44% entre 2017 e 2022, tornando-se a principal estratégia de proteção agrícola no mundo. Entretanto, a resistência aos pesticidas já representa um prejuízo estimado em US$ 10 bilhões anuais apenas nos Estados Unidos. Apesar disso, nas últimas três décadas, apenas um novo mecanismo de ação foi aprovado para herbicidas, limitando as opções de controle eficaz.

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A proposta da GreenLight utiliza a interferência por RNA (RNAi) por meio de pulverização foliar. A tecnologia atua de forma precisa sobre funções essenciais das plantas daninhas, sem afetar culturas agrícolas ou o meio ambiente. Além disso, as moléculas se degradam rapidamente, evitando resíduos tóxicos e promovendo uma solução mais alinhada com as exigências de órgãos reguladores e ambientalistas.

Próximos passos e aprovação regulatória

A empresa já se prepara para iniciar os trâmites regulatórios necessários para o lançamento de seu bioherbicida no mercado global. Essa etapa é baseada nos resultados alcançados até o momento e reforça a confiança da GreenLight no potencial da nova solução.

Entre os produtos já aprovados da empresa está o Calantha™, liberado no início de 2024 pela Agência de Proteção Ambiental dos Estados Unidos (EPA) para controle do besouro-do-colorado, uma das pragas mais destrutivas em culturas como batata e tomate. Outro produto da linha é voltado ao combate do ácaro Varroa, praga que ameaça as populações de abelhas, cuja aprovação regulatória foi solicitada em 2023.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Exportações do agronegócio brasileiro somam US$ 16 bilhões em maio e atingem segundo maior valor da história para o mês

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As exportações do agronegócio brasileiro alcançaram US$ 16 bilhões em maio de 2026, registrando crescimento de 8,2% em relação ao mesmo período do ano passado e consolidando o segundo maior resultado da série histórica para o mês. O desempenho foi impulsionado principalmente pelos embarques de soja e proteínas animais, que compensaram a queda observada nos setores sucroenergético e de etanol.

Os dados divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex) e analisados pela Consultoria Agro do Itaú BBA mostram que o agronegócio segue como um dos principais motores da balança comercial brasileira, sustentado por volumes robustos de exportação e preços favoráveis em importantes cadeias produtivas.

Soja lidera pauta exportadora e mantém forte geração de receitas

O complexo soja permaneceu como principal destaque das exportações brasileiras em maio.

Os embarques de soja em grão totalizaram 14,8 milhões de toneladas, avanço de 5% em comparação com maio de 2025. Apesar da redução de 12% frente a abril, movimento considerado natural após o pico da colheita, a receita alcançou US$ 6,3 bilhões, sustentada pela valorização dos preços internacionais.

O farelo de soja também apresentou desempenho positivo, com exportações de 2,5 milhões de toneladas, crescimento de 12% na comparação anual.

Já o óleo de soja registrou uma das maiores altas entre os principais produtos do agronegócio, com embarques de 202 mil toneladas, aumento de 34% em relação ao mesmo mês do ano passado. Além do avanço no volume, os preços médios seguiram em trajetória de valorização.

Carnes ampliam participação no mercado internacional

O segmento de proteínas animais manteve ritmo acelerado nas exportações brasileiras.

A carne bovina in natura alcançou 262 mil toneladas exportadas em maio, crescimento de 20% frente ao mesmo período de 2025. A receita somou US$ 1,7 bilhão, impulsionada pelo aumento dos preços internacionais, que atingiram média superior a US$ 6,5 mil por tonelada.

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A carne de frango apresentou um dos melhores desempenhos do mês, com embarques de 442 mil toneladas, alta de 32% na comparação anual.

Já a carne suína exportou 111 mil toneladas, registrando crescimento de aproximadamente 5% sobre maio do ano passado, mantendo a trajetória positiva observada ao longo de 2026.

Açúcar e etanol enfrentam cenário mais desafiador

Enquanto soja e proteínas avançaram, o complexo sucroenergético registrou resultados mais modestos.

As exportações de açúcar VHP somaram 1,8 milhão de toneladas, queda de 10% na comparação anual. Além da redução no volume, os preços internacionais recuaram mais de 20% em relação ao mesmo período de 2025, pressionando as receitas do setor.

O açúcar refinado também apresentou retração, com embarques de 159 mil toneladas, volume 27% inferior ao registrado um ano antes.

No caso do etanol, a queda foi ainda mais expressiva. As exportações despencaram para apenas 17 mil metros cúbicos, retração de 79% na comparação anual. A perda de competitividade do produto brasileiro no mercado internacional continua sendo o principal fator limitante para os embarques.

Milho, algodão e suco de laranja registram avanços

Entre os demais produtos agrícolas, o milho apresentou a maior variação positiva do mês em relação ao ano anterior.

Os embarques alcançaram 249 mil toneladas, crescimento superior a 570%, embora o volume ainda seja considerado modesto devido ao estágio inicial da colheita da segunda safra.

O algodão também registrou forte desempenho, com aumento de 52% nos volumes exportados.

O suco de laranja manteve trajetória positiva, com crescimento de 17% nos embarques, reforçando a posição do Brasil como principal fornecedor global do produto.

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Tarifas dos Estados Unidos voltam ao radar do agronegócio

Além dos resultados comerciais, o setor acompanha com atenção os desdobramentos das investigações comerciais conduzidas pelos Estados Unidos contra o Brasil.

No início de junho, o Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR) propôs uma tarifa adicional de 25% sobre determinados produtos brasileiros. Entre os temas citados estão comércio digital, propriedade intelectual, acesso ao mercado de etanol e questões ambientais.

Apesar da medida, boa parte dos principais produtos do agronegócio brasileiro ficou fora da lista de sobretaxação, incluindo carnes, café, frutas, cereais, sementes, fertilizantes e suco de laranja.

Posteriormente, uma nova proposta de tarifa adicional de 12,5% foi apresentada em investigação relacionada a alegações de trabalho forçado em determinadas cadeias produtivas.

As audiências públicas sobre as medidas estão previstas para julho, e o mercado segue atento aos possíveis impactos para o comércio bilateral.

Exportações acumuladas mantêm crescimento em 2026

No acumulado de janeiro a maio de 2026, o agronegócio brasileiro segue apresentando resultados consistentes.

Os destaques são o crescimento das exportações de soja, carnes bovina, suína e de frango, além do avanço das vendas externas de óleo de soja, algodão e milho.

Por outro lado, setores como açúcar refinado, etanol, café verde, trigo e celulose registram desempenho inferior ao observado no mesmo período do ano passado.

Mesmo diante das incertezas comerciais internacionais e da volatilidade dos mercados globais, o agronegócio brasileiro mantém forte competitividade e continua ampliando sua relevância no comércio mundial de alimentos, fibras e energia renovável.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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