AGRONEGÓCIO

Preço do frete recua pelo segundo mês seguido e registra leve queda de 0,14% em abril

Publicado em

O Índice de Frete Rodoviário (IFR), divulgado pela Edenred Frete, registrou nova queda nos preços do frete em abril. De acordo com a análise, o valor médio por quilômetro rodado no Brasil apresentou variação negativa de 0,14% em relação a março, passando de R$ 7,35 para R$ 7,34. Este é o segundo mês consecutivo de recuo nos valores.

Setores da economia mantêm ritmo lento

Segundo Vinicios Fernandes, diretor da Edenred Frete, o resultado está diretamente ligado ao comportamento dos setores que mais influenciam o transporte rodoviário de cargas.

“Em abril, segmentos como indústria, agronegócio e construção civil não tiveram movimentações significativas, o que explica a estabilidade na demanda e, consequentemente, a pouca variação nos preços do frete”, afirmou.

Queda no diesel alivia custos operacionais

Outro fator que contribuiu para a retração foi a redução no preço do diesel. Dados do Índice de Preços Edenred Ticket Log (IPTL) mostram que o diesel comum foi comercializado, em média, a R$ 6,38 em abril — uma queda de 1,85% em relação ao mês anterior. Já o diesel S-10 registrou média de R$ 6,44, com recuo de 1,83%.

Leia Também:  Paraná vai produzir 1,25 bilhão de litros de etanol na atual safra, aponta boletim

“O diesel representa um dos principais custos do transporte rodoviário. Quando há redução nos preços nas bombas, como ocorreu em abril, os custos operacionais são diretamente impactados. Isso tende a refletir nos valores do frete e pode influenciar futuras atualizações da tabela do piso mínimo”, explicou Fernandes.

Índice é baseado em milhões de transações anuais

O IFR é calculado com base em dados exclusivos da plataforma Edenred Repom, considerando mais de 8 milhões de transações de frete e vale-pedágio realizadas anualmente. A Edenred Frete, marca da linha de negócios de Mobilidade da Edenred Brasil, é referência na gestão e pagamento de despesas do transporte rodoviário de cargas, atendendo mais de 1 milhão de caminhoneiros em todo o país.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

COMENTE ABAIXO:
Advertisement

AGRONEGÓCIO

Algodão recua na Bolsa de Nova York após sequência de altas e mercado acompanha avanço da safra brasileira

Published

on

Após semanas consecutivas de valorização, os preços do algodão passaram a registrar recuo na Bolsa de Nova York. A movimentação foi destacada em análise semanal divulgada pelo Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária, que aponta mudanças no cenário climático e no mercado global de commodities como os principais fatores de pressão sobre as cotações da pluma.

Segundo o instituto, o contrato do algodão com vencimento em julho de 2026 chegou a atingir ¢US$ 87,77 por libra-peso no início de maio, acumulando valorização de 33,09% em relação aos níveis observados no começo de março.

No entanto, o movimento perdeu força nos últimos dias, e o contrato encerrou a semana cotado a ¢US$ 77,42 por libra-peso, refletindo uma correção do mercado após a forte alta recente.

Clima nos EUA e petróleo influenciam mercado da pluma

De acordo com o relatório, a valorização observada anteriormente foi impulsionada por fatores como o conflito entre Estados Unidos e Irã, que elevou os preços internacionais do petróleo, além das condições climáticas desfavoráveis durante a semeadura da safra 2026/27 nos Estados Unidos.

Leia Também:  Paraná vai produzir 1,25 bilhão de litros de etanol na atual safra, aponta boletim

Com a recuperação das condições climáticas nas regiões produtoras norte-americanas, o mercado passou a reavaliar os riscos relacionados à oferta global da fibra.

Outro fator que contribuiu para a retração das cotações foi a queda nos preços do petróleo. Esse movimento aumenta a competitividade das fibras sintéticas derivadas do petróleo em relação ao algodão, reduzindo parte da demanda pela fibra natural no mercado têxtil internacional.

Correções técnicas e safra brasileira ampliam pressão

Além dos fundamentos ligados ao clima e ao petróleo, o mercado também registrou movimentos de realização de lucros e correções técnicas após sucessivas sessões de valorização na Bolsa de Nova York.

O início da colheita da safra brasileira também passou a ocupar o radar dos investidores e agentes do setor.

O avanço da oferta de pluma no Brasil, um dos maiores exportadores mundiais de algodão, tende a ampliar a disponibilidade global da fibra nas próximas semanas, cenário que pode continuar pressionando os preços internacionais.

Mercado segue atento ao comportamento da demanda global

Mesmo com o recente recuo, analistas avaliam que o mercado do algodão ainda permanece sensível a fatores climáticos, geopolíticos e econômicos.

Leia Também:  A importância da suplementação proteica durante o crescimento dos potros

A evolução da safra norte-americana, o ritmo das exportações brasileiras e o comportamento da demanda da indústria têxtil global continuarão sendo determinantes para a direção das cotações nos próximos meses.

Além disso, o setor acompanha de perto os movimentos do petróleo e das fibras sintéticas, que exercem influência direta sobre a competitividade do algodão no mercado internacional.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

COMENTE ABAIXO:
Continuar lendo

CUIABÁ

MATO GROSSO

POLÍCIA

FAMOSOS

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA