AGRONEGÓCIO

Bionematicida reduz em até 65% os nematoides e melhora produtividade em lavouras brasileiras

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Produtores agrícolas em regiões como Goiás e Noroeste de Minas Gerais enfrentam desafios com nematoides — parasitas que atacam as raízes das plantas, provocando perdas de safra de até 60%. Pesquisas recentes mostram que o bionematicida microbiológico Reli3ver, desenvolvido pela Alltech Crop Science com uma cepa exclusiva da bactéria Bacillus subtilis, pode reduzir em até 65% a população desses nematoides, beneficiando culturas como milho, soja, alface e tomate.

Impactos dos nematoides no agronegócio

De acordo com a Sociedade Brasileira de Nematologia (SBN), os nematoides causam prejuízos anuais estimados em R$ 35 bilhões ao setor agrícola brasileiro, sendo R$ 16,2 bilhões apenas nas lavouras de soja. O manejo eficiente dessas pragas é, portanto, essencial para garantir a produtividade e a saúde do solo.

Funcionamento e benefícios do Reli3ver

O engenheiro agrônomo Matheus Medeiros, gerente de desenvolvimento de mercado da Alltech Crop Science, destaca que o bionematicida atua protegendo o sistema radicular das plantas, reduzindo a multiplicação dos nematoides e estimulando o crescimento das raízes, o que contribui para o equilíbrio do solo e melhora a produtividade.

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Resultados comprovados por estudos científicos

Estudos conduzidos pela Universidade Estadual de Maringá (UEM) e parceiros de campo confirmaram a eficácia do Reli3ver em diferentes culturas. Na soja, observou-se uma redução de 44% no número de nematoides por grama de raiz. Em pesquisa realizada pelo Instituto Goiano de Agricultura (IGA), no município de Rio Verde (GO), o bionematicida reduziu em 65% a presença de nematoides no milho. Em hortaliças, o produto também apresentou desempenho expressivo, com quedas de 63% nos nematoides no alface e 48% no tomate.

Apresentação na AgroBrasília 2025

A Alltech Crop Science levará o Reli3ver e sua linha completa de soluções biotecnológicas à AgroBrasília, evento que ocorre entre 20 e 24 de maio, em Brasília (DF). O gerente Matheus Medeiros ressalta que a empresa é especialista em fermentação microbiana, com foco na redução do estresse das plantas, melhoria da saúde do solo e aumento da produtividade. A Alltech dividirá o estande com a Verdiza, distribuidora parceira com mais de 20 anos de atuação em Goiás e Minas Gerais.

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Expectativas para o evento

“A AgroBrasília é o principal evento agrícola da região, e esperamos oferecer condições comerciais exclusivas para nossos produtos. Nosso objetivo é ajudar os produtores a melhorar os resultados produtivos e financeiros de forma sustentável”, afirma Medeiros.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Porto do Rio de Janeiro amplia capacidade e passa a receber navios New Panamax de até 366 metros

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O Porto do Rio de Janeiro alcançou um novo patamar operacional e passou a integrar o seleto grupo de portos brasileiros aptos a receber embarcações da classe New Panamax, consideradas entre as maiores da navegação comercial mundial. O avanço foi possível após a conclusão das obras de dragagem e modernização do canal de acesso, realizadas com investimentos do governo federal, por meio do Novo PAC, e da Autoridade Portuária PortosRio.

Ao todo, os investimentos somaram R$ 163 milhões, sendo R$ 98 milhões provenientes do Novo PAC e R$ 65 milhões aportados pela PortosRio. A iniciativa amplia a capacidade logística do terminal e fortalece a competitividade do Porto do Rio de Janeiro nas rotas internacionais de comércio.

Primeiro navio New Panamax já atracou no terminal

O novo cenário operacional já começou a gerar resultados práticos. Neste mês, o porto recebeu o porta-contêineres MSC Katrina, primeira embarcação da categoria New Panamax a atracar no terminal após a conclusão das obras.

O navio, de bandeira panamenha, possui 366 metros de comprimento, 48,4 metros de largura e capacidade para transportar 14.131 TEUs — unidade equivalente a contêineres de 20 pés. A embarcação chegou ao Rio de Janeiro após passagem pelo Porto de Suape (PE) e seguiu viagem rumo ao Porto de Santos (SP).

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A operação representa um marco para a infraestrutura portuária brasileira e amplia a inserção do porto fluminense nas principais rotas globais de transporte marítimo.

Dragagem ampliou profundidade e capacidade operacional

Para permitir a operação de embarcações de grande porte, o canal de acesso ao Porto do Rio de Janeiro passou por uma ampla intervenção estrutural. As obras incluíram dragagem, melhorias na sinalização náutica e adequações operacionais.

Com a modernização, a profundidade mínima do canal foi ampliada de 15 metros para 16,2 metros, possibilitando um calado operacional de 15,3 metros. A nova configuração permite a navegação segura de navios New Panamax, categoria utilizada em operações internacionais de grande escala.

Segundo o secretário nacional de Portos, Alex Ávila, a ampliação representa um avanço estratégico para a logística nacional.

“O recebimento de navios de maior porte marca um novo momento para o Porto do Rio de Janeiro. A medida fortalece a competitividade do terminal, amplia sua presença nas rotas internacionais e evidencia a importância dos investimentos em infraestrutura portuária no Brasil”, afirmou.

Competitividade e eficiência logística ganham força

Além de ampliar a capacidade operacional, a modernização do porto traz impactos diretos para a eficiência logística e redução de custos no comércio exterior.

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Entre os principais benefícios apontados pelo setor estão:

  • Melhoria das condições de navegabilidade e segurança;
  • Redução de restrições operacionais;
  • Aumento da previsibilidade logística;
  • Maior eficiência no fluxo de cargas;
  • Possibilidade de receber embarcações de maior capacidade;
  • Fortalecimento da competitividade brasileira no comércio internacional.

A expectativa é que o novo cenário contribua para ampliar a movimentação de cargas, atrair novas rotas marítimas e aumentar a relevância estratégica do Porto do Rio de Janeiro no sistema portuário nacional.

Grupo seleto de portos brasileiros

Com a conclusão das obras, o Porto do Rio de Janeiro passa a integrar o grupo restrito de terminais brasileiros capazes de receber navios de até 366 metros de comprimento.

Atualmente, apenas os portos de Santos (SP), Salvador (BA), Itaguaí (RJ), Paranaguá (PR) e Pecém (CE) possuem estrutura operacional semelhante para atender embarcações da categoria New Panamax.

O avanço reforça a importância dos investimentos em infraestrutura logística para ampliar a competitividade do agronegócio, da indústria e das exportações brasileiras no mercado global.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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