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Mercado da soja avança com leve alta em Chicago, mas segue travado no Brasil com preços instáveis e baixa lucratividade

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A comercialização da soja segue moderada no Brasil, com variações significativas de preço entre os estados e baixa liquidez no mercado. A instabilidade nas cotações internacionais, aliada à queda nos prêmios de exportação e ao elevado custo logístico, tem freado as negociações, mesmo com a safra praticamente colhida em várias regiões.

Rio Grande do Sul

O mercado gaúcho apresentou retração nos preços. No porto, a saca para entrega em maio e pagamento no dia 30 foi negociada a R$ 132,00, uma queda de 2,22%, segundo a TF Agroeconômica. No interior do estado, os preços para as fábricas ficaram em R$ 130,00 nas cidades de Cruz Alta, Passo Fundo e Ijuí. Em Santa Rosa/São Luiz, o pagamento está previsto para meados de junho. Já os preços de pedra, em Panambi, recuaram para R$ 120,00 a saca ao produtor.

Santa Catarina

A colheita da safra 2024/25 está praticamente concluída, beneficiada pelo clima seco. No entanto, o mercado segue travado. Os preços oscilam entre R$ 125,00 e R$ 132,49 por saca, com o porto de São Francisco registrando o maior valor, apesar de uma leve queda de 0,02%.

Paraná

A comercialização continua moderada, com oscilações nos preços ao longo da semana, influenciadas pelo mercado internacional e pela oferta interna. Em Paranaguá, a saca foi cotada a R$ 126,90. Em Cascavel, caiu para R$ 115,05 (-8,90%). Em Maringá, o valor foi de R$ 115,47; em Ponta Grossa, R$ 114,24 FOB e R$ 130,00 no balcão; e em Pato Branco, o maior valor: R$ 132,52.

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Mato Grosso do Sul

A safra foi finalizada com bom volume, mas a rentabilidade ficou abaixo do esperado, com média de apenas 8%. As perdas foram causadas por estresse hídrico e calor excessivo no sul e centro-sul do estado. Os preços do dia registraram R$ 115,74 em Dourados, Campo Grande, Maracaju e Sidrolândia (com alta de 2,23% nessas três últimas localidades), e R$ 111,34 em Chapadão do Sul.

Mato Grosso

A comercialização permanece lenta, pressionada pelos preços instáveis e pelos altos custos logísticos. O frete de Sorriso até o porto de Santos chegou a R$ 330 por tonelada. Os preços por saca foram: Campo Verde (R$ 114,59), Lucas do Rio Verde (R$ 122,51), Nova Mutum (R$ 122,51, com alta de 15,07%), Primavera do Leste (R$ 114,59), Rondonópolis (R$ 114,59) e Sorriso (R$ 108,52).

Soja fecha em leve alta na Bolsa de Chicago

No cenário internacional, os contratos futuros da soja negociados na Bolsa de Chicago (CBOT) encerraram a segunda-feira (19) com leve valorização. A alta foi sustentada, principalmente, pelo desempenho do milho, do trigo e do óleo de soja.

O contrato de julho, referência para a safra brasileira, subiu 0,07%, fechando a US$ 1.050,75 por bushel. Já o contrato de agosto valorizou 0,14%, cotado a US$ 1.047,75 por bushel.

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Desempenho dos derivados

Os subprodutos da soja tiveram comportamentos distintos. O farelo para julho recuou 0,27%, encerrando a US$ 291,10 por tonelada curta. Já o óleo de soja registrou alta de 1,04%, atingindo US$ 49,44 por libra-peso.

Fatores de sustentação dos preços

A valorização do óleo de soja foi impulsionada por fatores macroeconômicos e políticos nos Estados Unidos, principalmente pela aprovação, no Comitê de Orçamento da Câmara dos Representantes, do projeto de lei “Big and Beautiful”. A proposta, anteriormente rejeitada, prevê a extensão dos créditos fiscais 45Z até 2031 para produtores de combustíveis de baixo carbono, como o biodiesel — o que eleva a demanda por óleo de soja. O texto segue agora para o Comitê de Regras e, depois, para votação no plenário, com expectativa de aprovação ainda nesta semana.

Chuvas na Argentina também impactam o mercado

Outro fator que trouxe suporte aos preços foi o registro de fortes chuvas na Argentina. Apesar da recente elevação na estimativa da safra local pela Bolsa de Rosário, o excesso de precipitação pode comprometer parte das lavouras, aumentando a incerteza e contribuindo para a valorização das cotações globais.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Colheita do feijão avança no RS e confirma produtividade com variações regionais

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Dados da Emater apontam produtividade dentro das expectativas na maior parte das regiões, com destaque para impacto das condições hídricas e atenção ao manejo fitossanitário.

Primeira safra de feijão entra na fase final no Rio Grande do Sul

A colheita do feijão da primeira safra no Rio Grande do Sul está em fase de encerramento, com avanço consistente e sem grandes restrições operacionais. De acordo com o Informativo Conjuntural da Emater/RS-Ascar, os rendimentos ficaram, em sua maioria, próximos das estimativas iniciais, embora com variações importantes entre regiões e sistemas de cultivo.

A área cultivada no estado é estimada em 23.029 hectares, com produtividade média projetada de 1.781 kg por hectare.

Diferença entre irrigado e sequeiro impacta produtividade

Na região dos Campos de Cima da Serra, principal polo produtor do estado, a colheita está praticamente concluída, restando apenas áreas pontuais com cultivares tardias.

Os dados evidenciam forte variação de produtividade:

  • Áreas irrigadas: até 2.800 kg/ha
  • Lavouras de sequeiro: entre 900 e 1.200 kg/ha
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A média regional não deve ultrapassar 1.200 kg/ha, refletindo o impacto direto das condições de umidade ao longo do ciclo produtivo.

Segunda safra mantém bom desenvolvimento e potencial produtivo

Para a segunda safra, o cenário é mais positivo. As lavouras encontram-se majoritariamente em fase reprodutiva avançada, com enchimento de grãos e início de maturação.

Segundo a Emater/RS-Ascar, o desenvolvimento tem sido favorecido pela boa disponibilidade de água no solo e pelas temperaturas amenas, garantindo bom potencial produtivo.

A projeção indica:

  • Área cultivada: 11.690 hectares
  • Produtividade média: 1.401 kg por hectare

A colheita ocorre de forma gradual, acompanhando a evolução das lavouras, sem grandes variações entre regiões.

Condições fitossanitárias são estáveis, mas exigem monitoramento

No aspecto fitossanitário, as lavouras apresentam condições adequadas na maior parte do estado, com baixa incidência de pragas e doenças.

No entanto, a elevada umidade relativa do ar aumenta o risco de doenças fúngicas, exigindo monitoramento constante por parte dos produtores.

Na região de Soledade, por exemplo, há registro de maior pressão de doenças, com destaque para a antracnose, embora sem comprometer o potencial produtivo até o momento.

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Regiões apresentam estágios distintos de desenvolvimento

O avanço da cultura varia conforme a região:

  • Em Ijuí, cerca de 64% das lavouras estão em enchimento de grãos, 14% maduras e 5% já colhidas
  • Em Santa Maria, aproximadamente 30% da área já foi colhida, com produtividade dentro do esperado

Essa distribuição reflete o calendário agrícola e as condições climáticas específicas de cada região.

Safra confirma estimativas, mas reforça importância do manejo hídrico

O avanço da colheita do feijão no Rio Grande do Sul confirma as estimativas iniciais para a safra, apesar das variações regionais.

O desempenho evidencia a importância do manejo hídrico e das condições climáticas para a produtividade, além de reforçar a necessidade de monitoramento fitossanitário contínuo para garantir estabilidade na produção.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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