AGRONEGÓCIO
Nova parceria entre Sima e Auravant amplia recursos de agricultura de precisão no Brasil
Publicado em
20 de maio de 2025por
Da Redação
Expansão de funcionalidades na plataforma Sima
A agtech Sima acaba de firmar uma parceria estratégica com a empresa argentina Auravant para ampliar suas ferramentas de agricultura de precisão. O acordo vai integrar à plataforma soluções como receituário agronômico, recomendações técnicas e modelos de análise de culturas, fortalecendo o suporte oferecido aos produtores rurais durante todo o ciclo produtivo.
De ferramenta de coleta de dados a referência no setor
Inicialmente criada como uma solução para coleta de dados em campo, a Sima evoluiu e hoje é uma das líderes no setor AgTech da América Latina. Atualmente, são mais de 8 milhões de hectares monitorados em quase 10 países. “Hoje, centralizamos toda a gestão da produção com recursos inteligentes, integração e suporte personalizado”, afirma Agustin Rocha, cofundador da empresa.
Benefícios diretos para os produtores brasileiros
Com a nova integração, os produtores do Brasil poderão gerar prescrições agronômicas mais precisas, o que permite otimizar o uso de insumos e reduzir custos. Além disso, terão acesso a ferramentas avançadas de monitoramento por satélite e modelos preditivos, melhorando a tomada de decisão no campo. A presença local das duas empresas também assegura um suporte técnico mais próximo e personalizado.
Solução integrada e prática para o campo
Segundo Gerónimo Oliva, também cofundador da Sima, a nova aliança reforça o compromisso da empresa em oferecer uma solução única, simples e abrangente. “Lideramos a gestão agrícola porque entendemos os desafios do campo. E, para resolver o máximo de problemas possível, escolhemos parceiros que são referência em tecnologia”, afirma.
Sinergia entre empresas que compartilham o mesmo ecossistema
A união com a Auravant é resultado de uma trajetória paralela dentro do ecossistema AgTech argentino. Agora, as empresas combinam suas expertises para impulsionar a agricultura inteligente, reunindo tecnologia de satélite, modelos preditivos e uma interface pensada para o uso prático no dia a dia da lavoura.
Plataforma completa com inteligência colaborativa
A versão mobile da plataforma Sima funciona offline e se conecta a um ambiente web intuitivo. Entre as funcionalidades disponíveis estão: controle de pragas por imagem, ordens de serviço, imagens de satélite, geolocalização de adversidades, comparador de campanhas e mais. A empresa também investe em inteligência colaborativa, com recursos como os Alertas Zonais e o SIMA Harvest — modelo preditivo de rendimento desenvolvido em parceria com a NASA e a Universidade de Maryland.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
AGRONEGÓCIO
Exportações de carne bovina do Brasil batem recorde em abril, mas avanço da quota chinesa gera alerta no setor
Published
26 minutos agoon
19 de maio de 2026By
Da Redação
As exportações brasileiras de carne bovina e derivados registraram forte aceleração em abril de 2026, alcançando o maior faturamento mensal do ano e reforçando o protagonismo do Brasil no mercado global de proteína animal. No entanto, o rápido avanço da utilização da quota chinesa para importações sem tarifa adicional já começa a gerar preocupação entre frigoríficos, exportadores e produtores pecuários.
Levantamento da Associação Brasileira de Frigoríficos (ABRAFRIGO), elaborado com base em dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex/MDIC), mostra que o Brasil exportou 319,23 mil toneladas de carne bovina e derivados em abril, crescimento de 4% frente ao mesmo mês de 2025.
Em receita, o desempenho foi ainda mais expressivo. O faturamento atingiu US$ 1,743 bilhão, avanço de 28% na comparação anual, impulsionado pela valorização internacional da proteína bovina, pelo câmbio e pelos preços mais elevados da arroba do boi gordo.
Exportações acumulam mais de US$ 6 bilhões no quadrimestre
No acumulado entre janeiro e abril, as exportações totais do setor somaram US$ 6,083 bilhões, crescimento de 31% sobre igual período do ano passado. O volume embarcado chegou a 1,146 milhão de toneladas, alta de 9%.
A carne bovina in natura segue liderando amplamente os embarques brasileiros, respondendo por cerca de 91% das exportações do segmento. Apenas este produto movimentou US$ 5,552 bilhões no primeiro quadrimestre, crescimento de 35% na receita.
O volume exportado de carne in natura alcançou 952,74 mil toneladas, avanço de 15,43% em relação ao mesmo período de 2025.
China amplia liderança e aproximação do limite da quota preocupa mercado
A China manteve posição dominante como principal destino da carne bovina brasileira. Entre janeiro e abril, os chineses importaram 461,1 mil toneladas do produto brasileiro, aumento de 19,4% sobre o ano anterior.
Em faturamento, as vendas para o país asiático saltaram 42,9%, totalizando US$ 2,693 bilhões. Com isso, a China passou a representar 44,3% de toda a receita das exportações brasileiras de carne bovina e derivados.
Considerando apenas a carne bovina in natura, a participação chinesa avançou para 48,5% do total exportado pelo Brasil em 2026.
O principal ponto de atenção do setor está relacionado à quota de 1,106 milhão de toneladas estabelecida pela China dentro do mecanismo de salvaguarda para importações de carne bovina brasileira.
Estimativas indicam que aproximadamente 70% da quota já tenha sido utilizada até abril, restando cerca de 330 mil toneladas disponíveis sem incidência da tarifa extraquota de 55%.
Na prática, o volume restante seria suficiente para pouco mais de dois meses de exportações nos atuais níveis de embarques, o que eleva a preocupação da cadeia produtiva sobre possível perda de competitividade no segundo semestre.
Estados Unidos seguem firmes como segundo maior comprador
Os Estados Unidos consolidaram a segunda posição entre os principais destinos da carne bovina brasileira.
As exportações de carne in natura para o mercado norte-americano cresceram 14,7% em receita no primeiro quadrimestre, alcançando US$ 814,57 milhões.
O volume embarcado avançou 14,24%, somando 135,64 mil toneladas.
Quando considerados todos os produtos e derivados bovinos, as vendas para os EUA ultrapassaram US$ 1 bilhão no período, alta de 16,7%.
Chile, Rússia e Europa ampliam compras da carne brasileira
Entre os mercados que mais cresceram em 2026, o Chile apresentou uma das expansões mais consistentes. As compras chilenas aumentaram 24,1% em volume e 35% em faturamento, totalizando US$ 286,1 milhões.
A Rússia voltou a ganhar relevância no comércio internacional da proteína bovina brasileira. O país registrou aumento de 46,9% nos embarques, atingindo 40,2 mil toneladas, enquanto as receitas cresceram 61,7%, chegando a US$ 178,4 milhões.
Na Europa, os Países Baixos se destacaram como importante porta de entrada da carne brasileira no continente. O volume exportado para o mercado holandês disparou 319,7%, alcançando 28,8 mil toneladas.
Em receita, o crescimento foi de 123,5%, totalizando US$ 148,3 milhões.
Oriente Médio e Sudeste Asiático seguem em expansão
O Oriente Médio manteve forte demanda pela proteína brasileira. O Egito ampliou em 53% o faturamento das compras, chegando a US$ 130,4 milhões.
Os Emirados Árabes Unidos também aceleraram as importações, com crescimento de 53,5%, atingindo US$ 92 milhões.
No Sudeste Asiático, a Indonésia chamou atenção pelo crescimento expressivo. As exportações saltaram de 1,6 mil toneladas para 15 mil toneladas, avanço de 788,9% em volume.
O faturamento aumentou 412,5%, alcançando US$ 41 milhões.
Argélia lidera retrações entre os principais mercados
Na contramão dos principais importadores, a Argélia apresentou forte retração nas compras da carne bovina brasileira.
O faturamento caiu 59,4%, recuando para US$ 54 milhões.
Também houve redução nas exportações para mercados tradicionais como Arábia Saudita, Reino Unido, Singapura e Espanha.
Extremo Oriente mantém liderança global nas compras
Regionalmente, o Extremo Oriente segue como principal destino da carne bovina brasileira, com importações que somaram US$ 2,86 bilhões no primeiro quadrimestre, crescimento de 43%.
A expansão foi sustentada principalmente pela forte demanda chinesa.
O Sudeste Asiático também ganhou relevância no comércio internacional da proteína bovina brasileira, com crescimento de 33% nas receitas, enquanto a Europa Ocidental avançou 42%.
Segundo a ABRAFRIGO, ao todo 112 países ampliaram as compras de carne bovina brasileira em 2026, enquanto 52 reduziram suas importações, reforçando a ampla diversificação dos mercados atendidos pelo Brasil.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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