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RS já vistoriou mais da metade das propriedades rurais próximas ao foco de gripe aviária em Montenegro

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O Governo do Rio Grande do Sul, por meio do Departamento de Vigilância e Defesa Sanitária Animal da Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (DDA/Seapi), já inspecionou 300 propriedades rurais e uma granja de recria de aves no raio de três a dez quilômetros do foco de gripe aviária detectado em Montenegro. Esse número representa 55% do total de 540 propriedades que precisam ser vistoriadas na região até a noite deste domingo (18/5).

Equipes atuam com foco em vigilância e orientação sanitária

A força-tarefa está sendo conduzida por nove equipes do Serviço Veterinário Oficial do Rio Grande do Sul (SVO-RS), que atuam tanto na fiscalização quanto no trabalho de educação sanitária com os produtores. Até o momento, cinco barreiras sanitárias foram montadas e estão em funcionamento ininterrupto, 24 horas por dia. Outras duas barreiras devem começar a operar com foco em desinfecção nesta segunda-feira (19/5).

Expectativa é positiva quanto ao ritmo das ações

A diretora do Departamento de Vigilância e Defesa Sanitária Animal, Rosane Collares, destacou o bom desempenho das equipes:

“O resultado alcançado é muito satisfatório. Estamos bastante otimistas com o andamento das atividades e, se conseguirmos manter esse ritmo, devemos atingir o prazo antes do previsto”, afirmou.

Entenda o que é a gripe aviária

A gripe aviária, ou influenza aviária, é uma doença viral que acomete principalmente aves, mas pode também afetar mamíferos, incluindo humanos. A transmissão ocorre por meio do contato com aves contaminadas, água ou materiais infectados.

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Suspeitas da doença — como sinais respiratórios, neurológicos ou aumento súbito de mortalidade em aves — devem ser comunicadas imediatamente à Seapi. A notificação pode ser feita por meio da Inspetoria ou Escritório de Defesa Agropecuária, pelo sistema e-Sisbravet ou pelo WhatsApp (51) 98445-2033.

Resumo das ações realizadas até domingo (18/5):

  • Barreiras sanitárias instaladas:
    • Total: 5 barreiras
    • Na área de foco (3 km): 1 bloqueio e 2 barreiras
    • Na área de vigilância (10 km): 2 barreiras
  • Propriedades já vistoriadas:
    • Total: 300 propriedades e 1 granja
    • Área de foco (3 km): 29 propriedades de subsistência
    • Área de vigilância (10 km): 271 propriedades de subsistência e 1 granja de recria de aves
  • Equipes envolvidas na operação:
    • Seapi: 72 servidores (entre fiscais estaduais agropecuários, técnicos agrícolas e outros)
    • Ministério da Agricultura (Mapa): 2 servidores
    • Prefeitura de Montenegro: 5 servidores
    • Brigada Militar: 50 agentes

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Exportações do agronegócio brasileiro somam US$ 16 bilhões em maio e atingem segundo maior valor da história para o mês

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As exportações do agronegócio brasileiro alcançaram US$ 16 bilhões em maio de 2026, registrando crescimento de 8,2% em relação ao mesmo período do ano passado e consolidando o segundo maior resultado da série histórica para o mês. O desempenho foi impulsionado principalmente pelos embarques de soja e proteínas animais, que compensaram a queda observada nos setores sucroenergético e de etanol.

Os dados divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex) e analisados pela Consultoria Agro do Itaú BBA mostram que o agronegócio segue como um dos principais motores da balança comercial brasileira, sustentado por volumes robustos de exportação e preços favoráveis em importantes cadeias produtivas.

Soja lidera pauta exportadora e mantém forte geração de receitas

O complexo soja permaneceu como principal destaque das exportações brasileiras em maio.

Os embarques de soja em grão totalizaram 14,8 milhões de toneladas, avanço de 5% em comparação com maio de 2025. Apesar da redução de 12% frente a abril, movimento considerado natural após o pico da colheita, a receita alcançou US$ 6,3 bilhões, sustentada pela valorização dos preços internacionais.

O farelo de soja também apresentou desempenho positivo, com exportações de 2,5 milhões de toneladas, crescimento de 12% na comparação anual.

Já o óleo de soja registrou uma das maiores altas entre os principais produtos do agronegócio, com embarques de 202 mil toneladas, aumento de 34% em relação ao mesmo mês do ano passado. Além do avanço no volume, os preços médios seguiram em trajetória de valorização.

Carnes ampliam participação no mercado internacional

O segmento de proteínas animais manteve ritmo acelerado nas exportações brasileiras.

A carne bovina in natura alcançou 262 mil toneladas exportadas em maio, crescimento de 20% frente ao mesmo período de 2025. A receita somou US$ 1,7 bilhão, impulsionada pelo aumento dos preços internacionais, que atingiram média superior a US$ 6,5 mil por tonelada.

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A carne de frango apresentou um dos melhores desempenhos do mês, com embarques de 442 mil toneladas, alta de 32% na comparação anual.

Já a carne suína exportou 111 mil toneladas, registrando crescimento de aproximadamente 5% sobre maio do ano passado, mantendo a trajetória positiva observada ao longo de 2026.

Açúcar e etanol enfrentam cenário mais desafiador

Enquanto soja e proteínas avançaram, o complexo sucroenergético registrou resultados mais modestos.

As exportações de açúcar VHP somaram 1,8 milhão de toneladas, queda de 10% na comparação anual. Além da redução no volume, os preços internacionais recuaram mais de 20% em relação ao mesmo período de 2025, pressionando as receitas do setor.

O açúcar refinado também apresentou retração, com embarques de 159 mil toneladas, volume 27% inferior ao registrado um ano antes.

No caso do etanol, a queda foi ainda mais expressiva. As exportações despencaram para apenas 17 mil metros cúbicos, retração de 79% na comparação anual. A perda de competitividade do produto brasileiro no mercado internacional continua sendo o principal fator limitante para os embarques.

Milho, algodão e suco de laranja registram avanços

Entre os demais produtos agrícolas, o milho apresentou a maior variação positiva do mês em relação ao ano anterior.

Os embarques alcançaram 249 mil toneladas, crescimento superior a 570%, embora o volume ainda seja considerado modesto devido ao estágio inicial da colheita da segunda safra.

O algodão também registrou forte desempenho, com aumento de 52% nos volumes exportados.

O suco de laranja manteve trajetória positiva, com crescimento de 17% nos embarques, reforçando a posição do Brasil como principal fornecedor global do produto.

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Tarifas dos Estados Unidos voltam ao radar do agronegócio

Além dos resultados comerciais, o setor acompanha com atenção os desdobramentos das investigações comerciais conduzidas pelos Estados Unidos contra o Brasil.

No início de junho, o Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR) propôs uma tarifa adicional de 25% sobre determinados produtos brasileiros. Entre os temas citados estão comércio digital, propriedade intelectual, acesso ao mercado de etanol e questões ambientais.

Apesar da medida, boa parte dos principais produtos do agronegócio brasileiro ficou fora da lista de sobretaxação, incluindo carnes, café, frutas, cereais, sementes, fertilizantes e suco de laranja.

Posteriormente, uma nova proposta de tarifa adicional de 12,5% foi apresentada em investigação relacionada a alegações de trabalho forçado em determinadas cadeias produtivas.

As audiências públicas sobre as medidas estão previstas para julho, e o mercado segue atento aos possíveis impactos para o comércio bilateral.

Exportações acumuladas mantêm crescimento em 2026

No acumulado de janeiro a maio de 2026, o agronegócio brasileiro segue apresentando resultados consistentes.

Os destaques são o crescimento das exportações de soja, carnes bovina, suína e de frango, além do avanço das vendas externas de óleo de soja, algodão e milho.

Por outro lado, setores como açúcar refinado, etanol, café verde, trigo e celulose registram desempenho inferior ao observado no mesmo período do ano passado.

Mesmo diante das incertezas comerciais internacionais e da volatilidade dos mercados globais, o agronegócio brasileiro mantém forte competitividade e continua ampliando sua relevância no comércio mundial de alimentos, fibras e energia renovável.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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