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Mercado de arroz segue estagnado no Brasil, apesar de alta pontual nas exportações de arroz em casca

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O mercado brasileiro de arroz atravessa um momento de estagnação, com pouca variação nos preços e baixa movimentação nos negócios. Segundo o analista e consultor da Safras & Mercado, Evandro Oliveira, a ausência de fatores consistentes de tração — tanto no mercado interno quanto externo — mantém os agentes cautelosos e o setor em compasso de espera. Enquanto isso, as exportações não conseguem absorver o excedente de oferta, e a concorrência internacional impõe novos desafios à competitividade do produto nacional.

Cenário estagnado e falta de estímulos

De acordo com Oliveira, a dinâmica do mercado segue lateralizada, sem vetores sólidos que impulsionem a retomada. “A dinâmica tem sido de espera, com agentes cautelosos diante da falta de estímulos consistentes, seja no campo da demanda interna ou externa”, afirma.

As expectativas se voltam para possíveis gatilhos que venham do câmbio, da reposição de estoques ou de uma reativação mais robusta das exportações. No entanto, até o momento, o ambiente permanece sem grandes alterações, refletindo a incerteza que permeia o setor.

Concorrência internacional e entraves comerciais

Entre os principais obstáculos enfrentados pelo Brasil está o fortalecimento da concorrência externa, especialmente de países do Mercosul e dos Estados Unidos. Um dólar em patamar relativamente estável também contribui para reduzir a atratividade dos preços do arroz brasileiro no mercado internacional, afetando a competitividade.

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Além disso, limitações logísticas e comerciais dificultam a manutenção de mercados anteriormente conquistados, ampliando os desafios para o avanço das exportações.

Exportações têm desempenho fraco, com exceção do arroz em casca

Na temporada comercial 2025/26 (março/abril), as exportações brasileiras de arroz em base casca cresceram modestos 5,07% em comparação com o mesmo período do ano anterior, totalizando 218,98 mil toneladas.

O arroz beneficiado, que geralmente representa os produtos com maior valor agregado, apresentou retração expressiva de 52,2%. Destacam-se as quedas nas exportações para Cuba (-86%) e Peru (-62%), indicando possível perda de competitividade ou mudanças nos padrões de compra dos parceiros comerciais.

O arroz quebrado, principal item exportado em volume, também sofreu recuo de 23,1%. Ainda assim, o Senegal se manteve como o maior destino, com crescimento de 33% nas aquisições, somando 68,66 mil toneladas. Por outro lado, Gâmbia e Serra Leoa reduziram de forma significativa suas compras.

A principal surpresa do período foi o aumento expressivo nas exportações de arroz em casca, que saltaram de 4,03 mil toneladas para 79,18 mil toneladas. Costa Rica, Venezuela e México foram os principais responsáveis por esse avanço. “Mercados que até então tinham pouca ou nenhuma representatividade nesse tipo de produto na temporada anterior”, destaca Oliveira.

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Preços em queda no mercado interno

No mercado doméstico, os preços seguem em trajetória de queda. No Rio Grande do Sul, a saca de 50 quilos de arroz (58/62% de grãos inteiros, pagamento à vista) foi cotada a R$ 76,41 na última quinta-feira (15), o que representa uma leve queda de 0,06% em relação à semana anterior.

Na comparação mensal, o recuo acumulado chega a 0,93%, enquanto, em relação ao mesmo período de 2024, a desvalorização é significativa: 34,09%.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Exportações do agronegócio de Minas Gerais alcançam US$ 5,8 bilhões e mantêm estado entre líderes nacionais

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As exportações do agronegócio de Minas Gerais somaram US$ 5,8 bilhões entre janeiro e abril de 2026, consolidando o estado entre os três maiores exportadores do setor no Brasil. No período, foram embarcadas 4,8 milhões de toneladas de produtos agropecuários para mais de 160 países.

Apesar da retração de 11,9% no valor exportado e de 9,3% no volume em comparação ao mesmo período de 2025, Minas Gerais respondeu por 10,6% das exportações do agronegócio brasileiro, mantendo posição de destaque no comércio exterior nacional.

Segundo análise da Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa), a redução está concentrada em segmentos específicos de grande representatividade, especialmente café e complexo sucroalcooleiro, enquanto diversas outras cadeias produtivas apresentaram crescimento.

Diversificação fortalece desempenho do agro mineiro

De acordo com a assessora técnica da Seapa, Manoela Teixeira, o resultado evidencia o avanço da diversificação das exportações do estado.

Segmentos como carnes, sementes, algodão, papel, animais vivos, couros, frutas e bebidas registraram desempenho positivo, contribuindo para ampliar a presença de Minas Gerais em diferentes mercados internacionais.

O estado também mantém liderança em importantes cadeias exportadoras. No primeiro quadrimestre, Minas respondeu por:

  • 71% das exportações brasileiras de café;
  • 30,5% dos produtos apícolas;
  • 20,4% dos lácteos;
  • 12,8% das rações para animais;
  • 11,9% dos produtos hortícolas, leguminosas, raízes e tubérculos.

Ao todo, mais de 500 produtos diferentes foram comercializados no mercado internacional durante o período.

Café continua liderando exportações

O café permaneceu como principal produto da pauta exportadora mineira, gerando receita de US$ 3,2 bilhões.

Foram embarcadas aproximadamente 7,4 milhões de sacas ao exterior, porém o segmento registrou retração de 17,5% em valor e de 26% em volume na comparação com o primeiro quadrimestre do ano anterior.

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Mesmo com a queda, o produto continua sendo o principal responsável pelo desempenho do agronegócio estadual e pela forte presença mineira no comércio internacional.

Complexo soja mantém segunda posição

O complexo soja, formado por grãos, farelo e óleo, ocupou a segunda colocação entre os produtos mais exportados pelo estado.

As vendas externas totalizaram US$ 1,14 bilhão, com embarques de 2,71 milhões de toneladas.

Em relação ao mesmo período de 2025, houve redução de 2,8% na receita e de 8,9% no volume exportado.

Carnes lideram crescimento entre os principais setores

O grande destaque positivo do quadrimestre foi o segmento de carnes bovina, suína e de frango.

As exportações do setor alcançaram US$ 576,7 milhões e 160 mil toneladas, representando crescimento de 8,2% em valor e de 0,7% em volume.

A valorização da carne bovina no mercado internacional foi um dos principais fatores responsáveis pelo avanço da receita, reforçando a importância do segmento na pauta exportadora mineira.

Complexo sucroalcooleiro registra retração

As exportações do complexo sucroalcooleiro somaram US$ 268,7 milhões entre janeiro e abril.

O resultado representa queda de 22,9% na receita e recuo de 2,7% no volume embarcado em comparação ao mesmo período do ano passado.

A redução do valor médio da tonelada exportada foi um dos fatores que mais contribuíram para o desempenho negativo do setor.

União Europeia permanece principal destino

A União Europeia consolidou-se como o principal mercado para os produtos do agronegócio mineiro.

O bloco econômico importou US$ 1,7 bilhão em produtos do estado no primeiro quadrimestre, equivalente a 29,6% de toda a pauta exportadora do agro mineiro.

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Na comparação anual, houve queda moderada de 2,9% no valor e de 2,5% no volume embarcado.

O café continua dominando as vendas para o mercado europeu, representando 94,4% do valor exportado ao bloco.

Por outro lado, alguns segmentos vêm ampliando sua participação. Os produtos florestais registraram crescimento de 42,8% na receita, enquanto as exportações de carnes mais que dobraram, indicando oportunidades de diversificação e agregação de valor.

Mercosul amplia volume importado

Os países do Mercosul — Argentina, Uruguai, Paraguai e Bolívia — adquiriram US$ 82 milhões em produtos do agronegócio mineiro no período.

Embora a receita tenha recuado 2,1%, o volume exportado cresceu 10,1%, refletindo ajustes nos preços médios dos produtos comercializados.

A Argentina respondeu por 63,2% das compras do bloco, seguida por Uruguai, Paraguai e Bolívia.

Diferentemente da União Europeia, a pauta exportadora para o Mercosul apresenta maior diversidade. O café representa 38,3% das vendas, seguido por cacau e derivados, carnes, produtos vegetais, hortaliças, tubérculos, produtos florestais e alimentos processados.

Essa característica amplia as oportunidades para a indústria agroalimentar mineira, especialmente em segmentos de maior valor agregado, como bebidas, chocolates, lácteos e cafés especiais.

Perspectiva

Mesmo diante da retração observada no primeiro quadrimestre, Minas Gerais mantém posição estratégica no comércio exterior do agronegócio brasileiro. A força do café, o avanço das exportações de carnes e a crescente diversificação da pauta exportadora reforçam a competitividade do estado e ampliam as oportunidades de crescimento em mercados internacionais cada vez mais exigentes.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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