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Secretarias de Planejamento de Cuiabá e VG iniciam cooperação para projetos

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Pela primeira vez, representantes das prefeituras de Cuiabá e Várzea Grande se reuniram oficialmente para discutir projetos integrados entre as duas cidades. A iniciativa partiu da Secretaria Municipal de Planejamento de Cuiabá e envolveu a Secretaria Municipal de Planejamento de Várzea Grande, visando promover estratégias entre as administrações na busca por soluções conjuntas.

As duas cidades são separadas geograficamente pelo Rio Cuiabá, mas enfrentam desafios semelhantes que podem ser superados por meio da cooperação. O encontro ocorreu na quarta-feira (14), com a presença de técnicos e representantes de ambas as administrações, além do secretário de Planejamento de Cuiabá, Nivaldo de Almeida Carvalho Júnior, e da secretária de Planejamento de Várzea Grande, Drielli Martinez.

“Fomos convidados para acolher as propostas de Cuiabá, que deseja integrar alguns projetos com Várzea Grande. Discutimos temas como tecnologia, startups, sistemas de aplicativos e transporte, que podem ser estruturados em parceria. A ideia é iniciar um trabalho conjunto que futuramente será apresentado à prefeita de Várzea Grande, Flávia Moretti, e ao prefeito de Cuiabá, Abilio”, explicou Drielli.

Segundo o secretário Nivaldo, é essencial que Cuiabá busque soluções em conjunto com Várzea Grande para problemas que afetam ambas as cidades. “Isso proporcionará mais racionalidade e eficiência nos gastos públicos, além de maior força política para pleitos junto a outros poderes e esferas federativas”, destacou.

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Durante o encontro, também foi discutida a construção dos instrumentos de planejamento de ambas as cidades. Enquanto Cuiabá trabalha na finalização da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), prevista para o final do mês, Várzea Grande já concluiu a entrega do seu Plano Plurianual (PPA). Ou seja, seguiram caminhos inversos: agora, Cuiabá elaborará seu PPA e Várzea Grande, sua LDO.

A troca de experiências sobre os processos e metodologias utilizadas foi um dos pontos centrais do encontro.

“Estamos discutindo o planejamento estratégico de Cuiabá, alinhado ao programa de governo do prefeito Abílio. Com Várzea Grande já tendo entregue seu PPA, temos a oportunidade de trocar ideias, compreender os diferentes momentos e buscar convergência”, destacou a diretora técnica de planejamento da Prefeitura de Cuiabá, Silvina Maria dos Anjos.

Apesar da divisão geográfica, as duas cidades compartilham características. “A única coisa que divide as duas cidades é o rio. Temos muitos problemas e características em comum. Por isso, essa aproximação técnica é fundamental para pensarmos em soluções conjuntas”, afirmou Drielli Martinez.

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Ao final do encontro, os participantes reforçaram a importância do alinhamento contínuo. “Estamos construindo uma base de estudos para futuros projetos. A decisão política caberá aos chefes do Executivo, mas já demos o primeiro passo. E quem ganha com isso é a população das duas cidades”, concluíram.

Indicadores e próximos passos

Entre os pontos de convergência já identificados estão os projetos ligados ao GPE (Gerenciamento do Planejamento Estratégico), do Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso, que visa à gestão por resultados com base em indicadores compartilhados.

A expectativa é de que o alinhamento avance para outras áreas, com a participação de diferentes secretarias das duas prefeituras.

Esta foi a primeira reunião formal entre as equipes técnicas de planejamento das cidades. Até então, os diálogos eram pontuais e isolados. Agora, o objetivo é institucionalizar esse canal de comunicação e consolidar uma base sólida para o desenvolvimento de projetos integrados.

#PraCegoVer

A foto mostra os participantes da reunião reunidos em volta de uma mesa grande na sala do secretário de Meio Ambiente de Cuiabá.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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Expocitros encerra debates sobre greening, clima e sustentabilidade

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Responsável por liderar a produção e as exportações globais de suco de laranja, a citricultura brasileira encerrou na última semana um de seus principais fóruns de discussão em meio a desafios que vão do avanço do greening às mudanças climáticas e à necessidade de ampliar a sustentabilidade da produção.

Realizadas entre os dias 26 e 29 de maio, em Cordeirópolis (376 km da capital, São Paulo), a 51ª Expocitros e a 47ª Semana da Citricultura reuniram cerca de 12 mil participantes entre produtores, pesquisadores, consultores, empresas, cooperativas, estudantes e lideranças do agronegócio.

O encontro ocorreu em um momento estratégico para o setor. Apesar de manter a posição de maior produtor e exportador mundial de suco de laranja, a citricultura brasileira convive com pressões sanitárias e climáticas que têm impactado diretamente a produtividade dos pomares.

A safra 2025/26 do cinturão citrícola de São Paulo e do Triângulo/Sudoeste Mineiro foi encerrada em 292,9 milhões de caixas, volume 26,9% superior ao ciclo anterior, mas ainda afetado pelos efeitos do déficit hídrico e da elevada incidência de greening.

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Considerada atualmente a principal ameaça à citricultura mundial, a doença já atinge 47,6% das laranjeiras do cinturão citrícola brasileiro, segundo levantamento do Fundecitrus. Embora o ritmo de crescimento tenha desacelerado nos últimos dois anos, pesquisadores alertam que o avanço do greening continua pressionando a produção e elevando os custos de manejo das propriedades.

Foi justamente diante desse cenário que a programação técnica da Semana da Citricultura concentrou debates sobre sanidade vegetal, irrigação, fertilidade do solo, bioinsumos, manejo fitossanitário, sustentabilidade, mercado internacional e novas tecnologias voltadas ao aumento da eficiência produtiva. O objetivo foi discutir estratégias capazes de aumentar a resiliência dos pomares diante dos desafios sanitários e climáticos que afetam a atividade.

Segundo avaliação do Centro de Citricultura Sylvio Moreira/IAC, a edição de 2026 reforçou a importância da integração entre pesquisa, empresas e produtores para garantir a competitividade do setor nos próximos anos. “Encerramos esta edição com a certeza de que a citricultura brasileira segue forte, conectada à pesquisa, à inovação e às demandas globais”, afirmou.

Outro destaque da edição foi a manutenção do selo de Evento Carbono Neutro, refletindo uma tendência cada vez mais presente na cadeia citrícola. A agenda ambiental ganhou espaço entre produtores e empresas diante das exigências dos mercados internacionais e da crescente demanda por sistemas produtivos alinhados a critérios de sustentabilidade.

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Com mais de cinco décadas de história, a Expocitros e a Semana da Citricultura seguem como os principais espaços de discussão técnica e estratégica da cadeia citrícola brasileira. Em um cenário de transformações sanitárias, climáticas e econômicas, os eventos reforçaram a necessidade de inovação, pesquisa e planejamento como pilares para sustentar a liderança do Brasil no mercado global de citros.

Fonte: Pensar Agro

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