AGRONEGÓCIO

Banco do Nordeste amplia crédito para armazenamento rural em 180% nos últimos cinco anos

Publicado em

O Banco do Nordeste (BNB) investiu cerca de R$ 736 milhões em armazenamento rural nos últimos cinco anos, beneficiando produtores de diversos portes na região. Em 2024, o valor contratado chegou a R$ 128 milhões, um crescimento de 180% em relação a cinco anos atrás, evidenciando a ampliação do crédito para esse setor estratégico.

Compromisso recente com o setor

Nos últimos dois anos, o banco aplicou R$ 218,4 milhões exclusivamente em armazenamento rural, reforçando seu papel de destaque no desenvolvimento do agronegócio local.

Importância do armazenamento para o mercado

Luiz Abel Amorim de Andrade, diretor de Negócios do BNB, destaca que fortalecer a infraestrutura de armazenamento é essencial para garantir o equilíbrio do mercado, aumentar a competitividade do agronegócio e assegurar o abastecimento contínuo. “O crédito oferecido permite que os produtores aproveitem melhor sua produção e elevem sua rentabilidade”, afirma.

Presença significativa no crédito rural da região

Apesar de deter apenas 9% da rede bancária na área de atuação, o Banco do Nordeste é responsável por 47,5% do crédito rural regional, consolidando-se como um dos principais agentes financeiros do setor.

Leia Também:  Economia do Paraná Registra Crescimento de 5,3% em Setembro
Linha de crédito específica para armazenamento

O BNB oferece uma linha exclusiva para infraestrutura de armazenamento, financiada pelo Fundo Constitucional de Financiamento do Nordeste (FNE). Essa linha contempla construção, reforma, ampliação e modernização de armazéns, silos e galpões, sem restrição quanto ao porte do produtor ou área explorada. Pessoas físicas, jurídicas, associações e cooperativas rurais podem acessar o crédito.

Condições atrativas para produtores

Entre os diferenciais do financiamento estão a possibilidade de cobertura de até 100% do valor do projeto, prazos de até 15 anos com carência de até cinco anos, taxas de juros competitivas, avaliação baseada na capacidade de pagamento do produtor e ausência de limitações relativas à capacidade de armazenamento.

Agronegócio como pilar da economia brasileira

Segundo dados do governo federal, o agronegócio representou 48,9% das exportações brasileiras entre janeiro e novembro de 2024. Neste cenário, os investimentos em armazenamento rural são estratégicos para o Banco do Nordeste, que atua como um importante fomentador do desenvolvimento agrário e contribui para a segurança alimentar no país.

Leia Também:  Sementes de Soja: A Escolha Estratégica que Impulsiona o Agronegócio na Safra 2024/2025

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

COMENTE ABAIXO:
Advertisement

AGRONEGÓCIO

Mercado de máquinas usadas movimenta até R$ 30 bilhões no Brasil, mas enfrenta falta de controle, preço e transparência

Published

on

O mercado de máquinas usadas no Brasil movimenta cifras bilionárias todos os anos e desempenha papel estratégico para setores como agronegócio, construção civil, mineração e infraestrutura. Apesar da relevância econômica, o segmento ainda opera com forte grau de informalidade, baixa transparência e ausência de mecanismos básicos de controle e rastreabilidade.

Estimativas do setor apontam que apenas o segmento de máquinas de linha amarela usadas negocia cerca de 100 mil unidades por ano no país. Com ticket médio entre R$ 150 mil e R$ 250 mil por equipamento, o volume financeiro anual varia entre R$ 10 bilhões e R$ 20 bilhões. Quando somado ao mercado de máquinas agrícolas usadas, esse montante pode alcançar aproximadamente R$ 30 bilhões por ano.

No entanto, a ausência de dados estruturados impede até mesmo uma mensuração exata do tamanho do setor, evidenciando um mercado ainda distante do nível de maturidade observado em segmentos mais organizados, como o automotivo.

Falta de referência de preços gera insegurança no mercado

Segundo Jonathan Pedro Butzke, Head da Operação de Máquinas da Auto Avaliar, um dos principais gargalos do setor está na inexistência de referências confiáveis de preços para máquinas usadas no Brasil.

Equipamentos semelhantes acabam sendo negociados por valores bastante diferentes, sem critérios técnicos padronizados que sustentem as variações de preço. Em muitos casos, a precificação depende mais da percepção do vendedor do que de indicadores objetivos de mercado.

Leia Também:  Economia do Paraná Registra Crescimento de 5,3% em Setembro

Outro problema estrutural está relacionado à avaliação técnica dos ativos. Máquinas agrícolas e de construção podem permanecer em operação por mais de 20 anos e passar por diversos proprietários ao longo desse período, perdendo completamente o histórico de manutenção, uso e possíveis avarias.

Ausência de rastreabilidade amplia informalidade

Diferentemente do mercado automotivo, o Brasil não possui um sistema centralizado de registro para máquinas pesadas e agrícolas. Não existe um equivalente ao Detran que permita acompanhar transferência de propriedade, histórico de sinistros ou informações técnicas do equipamento.

Essa ausência de rastreabilidade cria um ambiente de insegurança tanto para compradores quanto para vendedores. Muitas vezes, nem mesmo o proprietário consegue determinar com precisão o valor real da máquina.

Como consequência, o mercado segue fortemente informal. Grande parte das negociações ainda ocorre à vista, sem padronização operacional e, em alguns casos, com dificuldades até para emissão de notas fiscais e formalização das transações.

Além disso, operações envolvendo trocas de ativos e intermediações pouco estruturadas continuam sendo comuns no setor.

Crédito limitado trava expansão do mercado

A desorganização do segmento impacta diretamente o acesso ao crédito. Sem histórico técnico confiável, previsibilidade de valor ou garantias claras, instituições financeiras enfrentam dificuldades para oferecer financiamento para máquinas usadas.

O resultado é um ciclo que limita a evolução do setor:

  • Sem crédito, predominam operações à vista;
  • Sem formalização, o mercado continua desestruturado;
  • Sem dados confiáveis, aumenta o risco financeiro e operacional.

Esse cenário reduz a liquidez dos ativos e dificulta o crescimento sustentável do mercado de máquinas usadas no Brasil.

Leia Também:  Colheita de milho avança no Sul, mas mercado segue travado e preços têm pouca reação
Digitalização surge como principal caminho para transformação

Para especialistas do setor, a digitalização representa a principal oportunidade de modernização e organização desse mercado bilionário.

A adoção de plataformas digitais pode contribuir para:

  • Criação de referências confiáveis de preços;
  • Padronização de avaliações técnicas;
  • Registro do histórico operacional das máquinas;
  • Aumento da transparência nas negociações;
  • Ampliação do acesso ao crédito;
  • Maior liquidez para compra e venda de ativos.

No entanto, o desafio vai além da simples digitalização de anúncios online. A transformação exige mudanças estruturais capazes de criar mecanismos confiáveis de registro, avaliação e rastreamento dos equipamentos.

Mercado global amplia oportunidades e desafios

O segmento de máquinas usadas possui ainda forte integração internacional, especialmente na América Latina, onde equipamentos agrícolas e de construção são frequentemente negociados entre países.

Esse movimento amplia o potencial econômico do setor, mas também aumenta a necessidade de padronização e controle operacional.

Para Jonathan Butzke, a transformação digital deixou de ser tendência e passou a ser uma necessidade estratégica para o futuro do mercado.

A expectativa é que a modernização do setor contribua para destravar bilhões de reais atualmente represados pela falta de transparência, impulsionando crédito, segurança jurídica e eficiência nas negociações.

Com maior organização, o mercado de máquinas usadas poderá se tornar mais previsível, financiável e competitivo, fortalecendo cadeias fundamentais para o agronegócio e para a economia brasileira.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

COMENTE ABAIXO:
Continuar lendo

CUIABÁ

MATO GROSSO

POLÍCIA

FAMOSOS

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA