AGRONEGÓCIO

Exportações de carne bovina crescem mais que a produção no Brasil, aponta Cepea

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Pesquisadores do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) destacam que, embora a produção brasileira de carne bovina continue em expansão, a demanda externa tem apresentado crescimento ainda mais expressivo.

Dados do IBGE mostram aumento na produção no primeiro trimestre

Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a produção de carne bovina no Brasil cresceu 2,73% no primeiro trimestre de 2025 em comparação ao mesmo período do ano anterior. Isso representa um acréscimo de 64,925 mil toneladas no volume total produzido.

Exportações brasileiras têm alta expressiva, quase 12%

Em contrapartida, as exportações de carne bovina apresentaram aumento de quase 12% no mesmo intervalo, segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex). Foram 70,972 mil toneladas a mais comercializadas para o exterior em relação ao primeiro trimestre de 2024.

Preços refletem cenário favorável para pecuaristas

Os preços do boi gordo e da carne bovina já indicavam esse movimento de crescimento, conforme levantamento do Cepea. O Indicador do Boi Gordo CEPEA/ESALQ, referência para o estado de São Paulo, registrou alta real de 22% no primeiro trimestre deste ano em comparação com o mesmo período de 2024, descontada a inflação pelo IGP-DI.

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Valor da carcaça casada bovina também sobe no atacado

No atacado da Grande São Paulo, o preço da carcaça casada bovina teve valorização ainda maior, de 23,8% em termos reais no mesmo comparativo, reforçando a tendência positiva para o setor.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Negociação entre os dois países vai discutir sobretaxas de até 37,5%

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Açúcar, pescados e produtos de madeira estão entre os segmentos do agronegócio que poderão se beneficiar de um eventual acordo comercial entre Brasil e Estados Unidos. Os dois países decidiram criar um grupo de trabalho para discutir as barreiras ao comércio bilateral, abrindo uma nova etapa de negociação sobre cobranças adicionais que, para determinados produtos, chegam a 37,5%. Ainda não houve anúncio de redução das tarifas.

O peso dessas medidas é desigual dentro do setor. Enquanto o açúcar enfrenta sobretaxa de 25% e os pescados estão sujeitos à cobrança adicional de 12,5%, vários tipos de madeira, gorduras e óleos podem ser alcançados pela soma das duas alíquotas. Para esses exportadores, a negociação representa a possibilidade de recuperar competitividade no mercado americano.

Outras cadeias importantes do agro foram preservadas das medidas. Segundo levantamento divulgado em julho pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic), café, carnes, suco de laranja, frutas e a maior parte das exportações de celulose estão entre as mercadorias excluídas dessas sobretaxas. A distinção é relevante porque as restrições não atingem todos os produtos brasileiros da mesma forma.

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A criação do grupo foi acertada na quarta-feira (30), em Milwaukee, no estado americano de Wisconsin. Participaram da reunião os ministros Mauro Vieira, das Relações Exteriores, e Márcio Elias Rosa, do Mdic, além do representante comercial dos Estados Unidos, Jamieson Greer. O encontro ocorreu durante a reunião de ministros do Comércio do G20.

O próximo movimento cabe a Washington, que deverá apresentar nas próximas semanas um documento com os temas propostos para a negociação. Além das tarifas, o trabalho deverá abranger outros entraves às trocas comerciais. O comunicado brasileiro não detalhou quais produtos serão discutidos nem estabeleceu uma data para a conclusão de um acordo.

As sobretaxas anunciadas em julho resultam de duas investigações conduzidas pelos Estados Unidos. Uma delas trata de práticas comerciais brasileiras contestadas pelo governo americano, incluindo as condições de acesso ao mercado de etanol. A outra envolve exigências americanas para impedir a importação de mercadorias produzidas com trabalho forç

Fonte: Pensar Agro

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