AGRONEGÓCIO

Safra recorde de milho pressiona preços no Brasil e desafia competitividade externa

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A safra 2025/26 de milho no Brasil está a caminho de se tornar uma das maiores da história, com estimativas que superam 100 milhões de toneladas. Esse cenário, impulsionado por condições climáticas favoráveis, já começa a exercer pressão sobre os preços do cereal no mercado interno e externo.

Clima favorável e alta produção impactam os preços internos

O clima tem se mostrado um aliado importante na temporada, especialmente nas regiões Centro-Oeste e Sudeste. De acordo com a análise da plataforma Grão Direto, as chuvas bem distribuídas e as temperaturas amenas durante a fase crítica do desenvolvimento das lavouras têm contribuído para o bom desempenho da safra.

Com o avanço da colheita e a expectativa de uma oferta volumosa, os preços do milho disponível já começam a cair. A Grão Direto observa que muitos negócios estão sendo fechados para entrega futura entre junho e agosto, o que demonstra a antecipação dos compradores diante da expectativa de queda nos preços praticados.

Demanda interna e mudanças no comportamento das usinas de etanol

No mercado interno, a demanda por milho das usinas de etanol permanece estável, mas a tendência é que esse cenário mude conforme a colheita avança. A Grão Direto destaca que, à medida que a produção cresce, as usinas tendem a adquirir apenas a quantidade necessária, o que pode agravar ainda mais a pressão sobre os preços.

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Desafios externos: acordos comerciais impactam competitividade do Brasil

Em um contexto internacional, o Brasil enfrenta desafios adicionais em termos de competitividade. A assinatura de acordos comerciais entre os Estados Unidos e a União Europeia fortalece as exportações de milho norte-americano, colocando o Brasil em uma posição delicada. A Grão Direto alerta que, caso esses acordos sejam estendidos a mercados tradicionais do milho brasileiro, como Japão e Coreia do Sul, o espaço para o cereal nacional no exterior pode ser reduzido.

Expectativa de queda nos preços e estratégias para os produtores

Com o cenário de supersafra, retração na demanda doméstica e aumento da concorrência externa, as expectativas do mercado são de queda nos preços do milho. A Grão Direto recomenda que os produtores fiquem atentos às oportunidades de comercialização, levando em consideração o cenário de oferta elevada e a crescente disputa por mercados externos.

Fonte: Portal do Agronegócio

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STF destrava Ferrogrão e Neri Geller projeta transformação da Baixada Cuiabana

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Avanço da Ferrogrão é visto como oportunidade estratégica para impulsionar a agroindustrialização, gerar empregos e fortalecer o desenvolvimento socioeconômico da Baixada Cuiabana
Avanço da Ferrogrão é visto como oportunidade estratégica para impulsionar a agroindustrialização, gerar empregos e fortalecer o desenvolvimento socioeconômico da Baixada Cuiabana

A decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que autorizou a retomada dos estudos da Ferrogrão (EF-170) foi recebida como um marco estratégico para o futuro econômico de Mato Grosso. Para o ex-ministro da Agricultura Neri Geller, o avanço do projeto representa mais do que uma solução logística para o agronegócio: abre caminho para um novo ciclo de desenvolvimento regional baseado na industrialização, geração de empregos e integração econômica da Baixada Cuiabana.

Defensor histórico da ampliação da infraestrutura ferroviária no país, Neri avalia que Mato Grosso vive um momento decisivo de transformação econômica, em que logística, agroindústria e planejamento regional passam a caminhar juntos.

“A Ferrogrão representa uma mudança estrutural para Mato Grosso. Não estamos falando apenas de transporte de grãos, mas da construção de um ambiente econômico capaz de atrair indústrias, ampliar investimentos e gerar desenvolvimento sustentável para várias regiões do estado, especialmente a Baixada Cuiabana.”

O STF formou maioria para validar a constitucionalidade da Lei nº 13.452/2017, permitindo a continuidade dos estudos técnicos da ferrovia que ligará Sinop (MT) ao terminal de Miritituba (PA), consolidando um novo corredor de exportação pelo Arco Norte.

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Baixada Cuiabana pode viver novo ciclo econômico

Segundo Neri Geller, o fortalecimento da malha logística estadual tende a impactar diretamente a dinâmica econômica da Baixada Cuiabana, região que historicamente concentra importante papel político, administrativo e populacional no estado, mas que ainda possui enorme potencial de expansão industrial.

“O desenvolvimento de Mato Grosso precisa chegar de forma mais equilibrada às regiões. A Baixada Cuiabana possui localização estratégica, mão de obra, mercado consumidor e capacidade para receber agroindústrias ligadas ao processamento de alimentos, etanol de milho, biocombustíveis, armazenagem e logística.”

Para o ex-ministro, a melhoria da infraestrutura ferroviária cria um ambiente mais competitivo para atração de investimentos privados de médio e longo prazo.

“Quando o estado reduz custo logístico, melhora previsibilidade e amplia corredores de exportação, automaticamente cria segurança para novos investimentos industriais no. Isso gera emprego, renda e desenvolvimento social. É esse modelo que defendemos para a Baixada Cuiabana.”

Agroindustrialização como vetor de geração de empregos

Neri Geller também defende que Mato Grosso avance para uma nova etapa econômica baseada na agregação de valor da produção agropecuária dentro do próprio estado.

Hoje, Mato Grosso lidera a produção nacional de soja, milho e algodão, além de possuir forte participação na pecuária brasileira. Apesar disso, grande parte da produção ainda sai do estado in natura, sem processamento industrial local.

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“A riqueza produzida em Mato Grosso precisa permanecer mais dentro do estado. A agroindustrialização fortalece a economia regional, amplia arrecadação, gera empregos qualificados e melhora a distribuição do desenvolvimento.”

Segundo ele, a Baixada Cuiabana pode se transformar em um importante polo de processamento e distribuição ligado às novas rotas logísticas que vêm sendo estruturadas no estado.

Logística e desenvolvimento caminham juntos

O avanço da Ferrogrão ocorre em um momento em que Mato Grosso consolida diversos projetos estruturantes, como a Ferrovia Estadual, a FICO, a expansão da Ferronorte e novos corredores multimodais voltados ao Arco Norte.

Especialistas apontam que a integração entre ferrovias, rodovias e hidrovias será determinante para sustentar o crescimento da produção agropecuária nas próximas décadas.

“O futuro de Mato Grosso passa pela integração logística, pela industrialização e pela geração de oportunidades. Precisamos preparar o estado para os próximos 20 ou 30 anos. E a Baixada Cuiabana pode ser protagonista nesse novo ciclo econômico.

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