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Preços do Algodão no Mercado Interno Superam Paridade de Exportação e Aumentam Vantagem Doméstica

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Desde o início de 2025, os preços do algodão no Brasil têm operado acima da paridade de exportação, um movimento que segue se intensificando, como apontam os dados mais recentes do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea). Este fenômeno é impulsionado por uma combinação de fatores que envolvem tanto a oferta quanto a demanda no país.

Vantagem Doméstica Se Amplia

De acordo com as análises do Cepea, desde o começo deste ano, os preços internos da pluma têm mostrado uma trajetória de alta, enquanto os valores internacionais têm apresentado enfraquecimento. Em maio, a vantagem do mercado interno em relação ao externo se manteve, com o Indicador CEPEA/ESALQ, com pagamento em 8 dias, alcançando o maior patamar nominal desde abril de 2023.

Alta na Vantagem Interna

A média da parcial de maio deste ano se encontra 13% acima da paridade de exportação, marcando a maior vantagem desde fevereiro de 2023. Esse diferencial crescente reflete a disparidade entre os preços internos e externos e indica um mercado favorável para os produtores brasileiros.

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Fatores que Impulsionam o Preço Interno

Segundo pesquisadores do Cepea, o suporte aos valores internos do algodão é resultante de dois fatores principais: a limitação do estoque de passagem da safra 2023/24 no Brasil e a postura firme dos vendedores. A oferta limitada tem sustentado o valor da pluma, ao mesmo tempo que os vendedores se mostram resistentes a qualquer pressão para redução dos preços.

Demanda Antecipada para Safras Futuras

Do lado da demanda, a movimentação também é estratégica. Com o objetivo de garantir matéria-prima até o início da nova safra, os compradores têm se antecipado, buscando fechar contratos a termo para as safras 2024/25 e 2025/26. Este comportamento reflete a necessidade de assegurar fornecimento de algodão enquanto se aguarda a entrada do produto da próxima temporada.

Com esses elementos em jogo, a vantagem do mercado doméstico sobre o externo tende a continuar ampliada, consolidando a posição do Brasil como um dos principais protagonistas do mercado global de algodão.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Exportações brasileiras de soja disparam em 2026 e ANEC projeta embarques acima de 108 milhões de toneladas

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As exportações brasileiras de soja seguem em ritmo acelerado em 2026 e caminham para um dos maiores desempenhos da história do agronegócio nacional. Dados divulgados pela Associação Nacional dos Exportadores de Cereais apontam que os embarques da oleaginosa devem superar 108 milhões de toneladas no acumulado do ano, mantendo o Brasil como principal fornecedor global do grão.

O levantamento “Shipment Flow Week 18/2026”, elaborado com base em informações da Cargonave, mostra avanço consistente das exportações de soja, farelo de soja, milho e derivados ao longo dos primeiros meses do ano.

Soja brasileira deve ultrapassar 108 milhões de toneladas exportadas

Segundo a ANEC, as exportações brasileiras de soja devem atingir 108,68 milhões de toneladas em 2026, considerando a programação atual de embarques.

Somente em maio, os embarques da oleaginosa foram estimados em aproximadamente 15,99 milhões de toneladas, acima do volume registrado no mesmo período do ano passado.

Os números reforçam o forte ritmo das exportações brasileiras mesmo diante das oscilações do mercado internacional e da maior concorrência global.

Entre janeiro e abril, os volumes embarcados já demonstraram crescimento expressivo em relação ao ano anterior, especialmente nos meses de abril e maio.

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China concentra 70% das compras de soja do Brasil

A China segue como principal destino da soja brasileira em 2026.

De acordo com a ANEC, os chineses responderam por 70% das importações da oleaginosa brasileira entre janeiro e abril deste ano.

Na sequência aparecem mercados como:

  • Espanha (4%);
  • Turquia (4%);
  • Tailândia (3%);
  • Paquistão (2%);
  • Argélia (2%).

O domínio chinês reforça a importância da demanda asiática para o agronegócio brasileiro e para o equilíbrio das exportações nacionais.

Farelo de soja registra crescimento nos embarques

O farelo de soja também apresenta desempenho positivo em 2026.

A ANEC projeta exportações de 10,66 milhões de toneladas do derivado no acumulado do ano até maio, acima do registrado em igual período de 2025.

Entre os principais compradores do farelo brasileiro estão:

  • Indonésia (20%);
  • Tailândia (10%);
  • Irã (10%);
  • Holanda (9%);
  • Polônia (7%).

O avanço nas vendas externas reforça a competitividade da indústria brasileira de processamento de soja.

Exportações de milho também avançam em 2026

O milho brasileiro mantém crescimento nas exportações, mesmo com volumes ainda abaixo do pico histórico recente.

Segundo a ANEC, os embarques do cereal somaram 5,78 milhões de toneladas até maio de 2026.

Os principais destinos do milho brasileiro no período foram:

  • Egito (27%);
  • Vietnã (22%);
  • Irã (19%);
  • Argélia (9%);
  • Malásia (5%).
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A demanda internacional segue sustentada principalmente por países do Oriente Médio, Norte da África e Sudeste Asiático.

Portos do Arco Norte ampliam participação nos embarques

Os dados da ANEC também mostram a crescente relevância dos portos do Arco Norte nas exportações brasileiras.

Portos como Barcarena, Santarém, Itaqui e Itacoatiara registraram volumes expressivos de embarques de soja e milho durante a semana analisada.

O Porto de Santos continua liderando a movimentação nacional, seguido por Paranaguá e os terminais do Norte do país.

A expansão logística nessas regiões vem contribuindo para reduzir custos de escoamento e aumentar a competitividade do agronegócio brasileiro no mercado internacional.

Mercado acompanha demanda global e logística brasileira

O cenário das exportações brasileiras segue sendo acompanhado de perto por tradings, produtores e agentes do mercado internacional.

A combinação entre demanda aquecida da China, recuperação da logística portuária e grande oferta brasileira mantém o país em posição estratégica no comércio global de grãos.

Ao mesmo tempo, o mercado monitora fatores como câmbio, custos logísticos, clima e demanda internacional, que continuarão influenciando o ritmo dos embarques ao longo de 2026.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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