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Safra 2024 avança com boas perspectivas no Sudoeste do Paraná, mas produtores seguem atentos ao clima

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O clima, tradicionalmente um fator determinante para o sucesso das colheitas, segue sendo monitorado de perto pelos produtores da região, que se mostram otimistas quanto à safra deste ano. A segunda safra de milho e a reta final da colheita de feijão estão entre os destaques do momento.

Expectativas positivas para a segunda safra de milho

A safra de milho na região continua sendo um dos principais destaques para os produtores do Sudoeste do Paraná. Com lavouras bem estabelecidas, a expectativa média de produtividade é de 150 sacas por hectare, o que projeta uma boa rentabilidade para os agricultores, especialmente com preços de mercado atraentes. Contudo, como lembra Edenilson Camillo, supervisor técnico comercial da Cooperativa Agroindustrial Tradição, o sucesso da colheita depende de condições climáticas favoráveis.

“Estamos em um momento de bom desenvolvimento das lavouras, mas precisamos que o clima continue colaborando, com temperaturas amenas e sem geadas nas próximas quatro semanas, para que o milho atinja o ponto ideal de colheita”, afirma Camillo.

Feijão avança com bom ritmo, mas requer cuidado climático

A cultura do feijão, embora mais sensível às baixas temperaturas, também segue em bom ritmo. As lavouras estão perto da colheita, o que já ajuda a reduzir os riscos associados ao clima. Em algumas áreas, inclusive, a colheita já começou, com expectativas que variam entre 35 e 45 sacas por hectare. O Carlos Francisco Marquezi, gerente técnico comercial da cooperativa, reforça que, apesar dos avanços, a atenção ao clima segue sendo essencial.

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“Os produtores estão fazendo a sua parte com cuidado no manejo e seguindo as orientações técnicas, mas agora o clima é que precisa se manter equilibrado para que a colheita seja tranquila e dentro das expectativas”, destaca Marquezi.

Chuvas regulares favorecem o desenvolvimento das lavouras

As chuvas regulares dos últimos dias têm sido um alívio para os produtores, pois chegaram de forma equilibrada, sem excessos nem escassez. Esse padrão climático tem ajudado a manter a umidade do solo, favorecendo o bom desenvolvimento das culturas. Marquezi considera que a região atravessa um bom momento agronômico, mas reforça a necessidade de um clima mais ameno para garantir uma boa colheita.

“Agora, a torcida é para que as temperaturas mais baixas fiquem restritas ao mês de junho, quando a maioria das áreas já estará colhida”, observa o gerente técnico comercial.

Dicas para o inverno: cobertura do solo

A cooperativa também orienta os produtores sobre os cuidados necessários para a manutenção da fertilidade do solo durante o inverno. Para aqueles que não cultivarem trigo ou outras culturas de inverno, a cobertura vegetal do solo se torna uma alternativa importante. Ela protege contra erosões, controla plantas daninhas e conserva os nutrientes da terra.

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A Cooperativa Agroindustrial Tradição disponibiliza diversas opções de insumos para cobertura do solo, com campanhas específicas que visam facilitar o acesso dos produtores. “O solo é o bem mais precioso do agricultor. Cuidar dele no inverno é garantir produtividade nas próximas safras”, finaliza Carlos Francisco Marquezi.

Com o clima colaborando até o momento, os produtores do Sudoeste do Paraná enfrentam o outono com otimismo e boas perspectivas para as colheitas de milho e feijão. Porém, como sempre, o fator climático ainda é o maior aliado dos agricultores para garantir uma safra tranquila e produtiva. O cuidado com o solo também se destaca como um ponto crucial para manter a sustentabilidade das produções ao longo do ano.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Regularização ambiental vira fator determinante para viabilidade financeira

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Com mais de 7 milhões de registros ativos no Cadastro Ambiental Rural (CAR), o Brasil enfrenta um desafio estrutural que impacta diretamente a competitividade do produtor rural: a incidência de pendências no sistema. Atualmente, a conformidade ambiental de uma propriedade não é mais apenas uma questão burocrática, mas um critério decisivo na análise de risco das instituições financeiras.

O rigor do crédito bancário Ao solicitar financiamento — seja para custeio, investimento ou linhas de crédito sustentável —, o histórico de pagamento do cliente deixou de ser o único indicador de risco. O setor financeiro, operando sob diretrizes rigorosas do Manual de Crédito Rural (MCR) e normas do Banco Central, utiliza o CAR como um filtro automático.

Sistemas bancários realizam consultas em tempo real para detectar inconformidades. Caso o CAR apresente sobreposição com terras indígenas, unidades de conservação ou indícios de desmatamento irregular, o crédito é negado automaticamente. Segundo especialistas, quando um órgão ambiental aponta uma pendência, a propriedade passa para o status de “análise” ou “pendente”, o que é interpretado pelas instituições financeiras como um risco inaceitável, gerando uma “trava” imediata na operação.

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Impacto financeiro e exclusão do crédito verde A ausência de regularidade ambiental impõe um custo financeiro direto e relevante. Produtores com o CAR validado acessam o chamado “Crédito Verde” ou linhas de crédito sustentáveis, que oferecem taxas de juros subsidiadas. A presença de divergências no cadastro exclui o produtor dessas condições vantajosas, forçando o acesso ao crédito convencional, cujas taxas de mercado são significativamente mais elevadas.

Além da restrição ao crédito, a falta de regularidade compromete o ciclo produtivo em três frentes críticas:

  • Acesso ao Plano Safra: Bloqueio de recursos oficiais essenciais para a safra.

  • Risco comercial: Tradings e indústrias, sob pressão de cadeias de custódia e auditorias internacionais, têm recusado produtos oriundos de áreas com passivos ambientais para evitar sanções e embargos.

  • Liquidez dos ativos: Imóveis com pendências jurídicas ou ambientais sofrem depreciação de valor, uma vez que o passivo desencoraja novos investimentos ou aquisições.

Estratégias para a conformidade Embora não haja um prazo fatal para o encerramento do sistema, a urgência da regularização é crescente. A recomendação técnica é que o produtor antecipe a análise de sua propriedade antes que ocorram negativas bancárias ou notificações de órgãos ambientais.

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O roteiro de regularização envolve:

  1. Diagnóstico Georreferenciado: Realização de levantamento técnico para cruzar a base do CAR com a realidade física da propriedade. Muitas pendências são decorrentes de erros de desenho (sobreposições digitais), passíveis de correção via retificação.

  2. Adesão ao PRA: Em casos de necessidade de recomposição de Reserva Legal ou Áreas de Preservação Permanente (APP), a formalização da adesão ao Programa de Regularização Ambiental (PRA) suspende sanções administrativas durante o período de recuperação.

  3. Certificação: A busca pela Certidão de Regularidade Ambiental atua, hoje, como a principal ferramenta para a negociação de taxas de juros competitivas.

Em um mercado global que exige rastreabilidade total, a conformidade ambiental consolidou-se como o principal pilar para a longevidade da exploração rural, garantindo que a propriedade permaneça como um ativo produtivo e comercializável a longo prazo.

Fonte: Pensar Agro

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