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Frigoríficos ampliam escalas de abate e preços do boi gordo seguem em queda no Brasil

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O mercado brasileiro de boi gordo segue registrando desvalorização nas cotações, influenciado pelo aumento das escalas de abate por parte dos frigoríficos. Segundo o analista da consultoria Safras & Mercado, Fernando Iglesias, a tendência é de continuidade nesse cenário no curto prazo, em função da sazonalidade típica do mês de maio, período que marca o auge da safra e historicamente exerce pressão negativa sobre os preços.

Apesar disso, a demanda aquecida — principalmente nas exportações — e o consumo interno mais forte na primeira metade do mês atuam como fatores de contenção, evitando quedas ainda mais acentuadas nas cotações.

Preços recuam nas principais praças de comercialização

No dia 8 de maio, os preços da arroba do boi gordo negociada a prazo apresentaram queda nas principais praças do país:

  • São Paulo (Capital): R$ 310,00 – retração de 1,59% frente aos R$ 315,00 da semana anterior;
  • Goiás (Goiânia): R$ 295,00 – queda de 1,67% em relação aos R$ 300,00 registrados anteriormente;
  • Minas Gerais (Uberaba): R$ 300,00 – recuo de 6,25% comparado aos R$ 320,00 da semana passada;
  • Mato Grosso do Sul (Dourados): R$ 300,00 – queda de 6,25% frente aos R$ 320,00 anteriores;
  • Mato Grosso (Cuiabá): R$ 315,00 – redução de 3,08% em relação aos R$ 325,00 praticados anteriormente;
  • Rondônia (Vilhena): R$ 270,00 – queda de 3,57% frente aos R$ 280,00 da semana passada.
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Atacado registra recuo nos preços da carne bovina

No mercado atacadista, os preços também apresentaram queda, reflexo de uma expectativa frustrada de vendas mais expressivas na primeira quinzena de maio — nem mesmo a proximidade do Dia das Mães teve impacto significativo no consumo. A expectativa agora se volta à reposição de estoques após o fim de semana.

Segundo Iglesias, a tendência é de que a retração se intensifique na segunda metade do mês, período geralmente marcado por menor demanda.

  • Quarto traseiro do boi: R$ 24,00 o quilo – recuo de 4,00% frente aos R$ 25,00 da semana anterior;
  • Quarto dianteiro do boi: R$ 19,50 o quilo – queda de 2,5% em relação aos R$ 20,00 da semana passada.
Exportações seguem firmes e limitam perdas no mercado interno

As exportações brasileiras de carne bovina in natura — fresca, congelada ou refrigerada — movimentaram US$ 1,215 bilhão em abril, considerando os 20 dias úteis do mês. A média diária foi de US$ 60,762 milhões. No volume total, o país embarcou 241,584 mil toneladas, o que representa uma média diária de 12,079 mil toneladas. O preço médio da tonelada exportada ficou em US$ 5.030,30.

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Comparado ao mesmo mês do ano anterior, houve avanço de:

  • 29,1% no valor médio diário exportado;
  • 16,3% na média diária de volume exportado;
  • 11% no preço médio por tonelada.

O cenário atual reforça a influência do calendário sazonal da pecuária brasileira sobre os preços do boi gordo, mesmo diante de uma demanda internacional aquecida. A expectativa é de que a pressão sobre os valores continue até que haja mudança significativa nas condições de oferta e consumo.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Cuiabá realiza captação de órgãos no HMC e beneficia pacientes de três estados

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A Prefeitura de Cuiabá, por meio da Secretaria Municipal de Saúde (SMS), realizou nesta segunda-feira (27), por volta das 12h, um procedimento de captação de órgãos no Hospital Municipal de Cuiabá – HMC (Dr. Leony Palma de Carvalho). A ação mobilizou equipes especializadas de diferentes regiões do país e resultou na doação de fígado e rins, destinados a pacientes que aguardavam na fila por transplante.

O caso envolveu uma paciente com diagnóstico confirmado de morte encefálica, seguindo rigorosamente todos os protocolos clínicos e legais exigidos. Após a confirmação, a família autorizou a doação de órgãos, permitindo que o gesto de solidariedade se transformasse em oportunidade de vida para outras pessoas.

O fígado foi destinado a um paciente em Manaus, enquanto os rins foram encaminhados para São Paulo (rim direito) e Brasília (rim esquerdo). As equipes de captação vieram desses estados especialmente para realizar os procedimentos, reforçando a integração nacional do sistema de transplantes.

A secretária municipal de Saúde, Deisi Bocalon, destacou a importância da estrutura e da qualificação das equipes envolvidas no processo. “O Hospital Municipal de Cuiabá está preparado para realizar o diagnóstico de morte encefálica com agilidade e segurança, seguindo todos os critérios técnicos. Esse trabalho permite que a doação aconteça dentro do tempo adequado, salvando vidas em diferentes partes do país”, afirmou.

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A diretora-geral da Empresa Cuiabana de Saúde Pública, Kelluby Oliveira, ressaltou o papel da equipe multiprofissional no sucesso da captação. “Todo o processo exige organização, sensibilidade e preparo técnico. Desde a confirmação do diagnóstico até a logística para a retirada e transporte dos órgãos, há um esforço conjunto para garantir que tudo ocorra de forma eficiente e respeitosa”, pontuou.

O procedimento contou com a atuação integrada da equipe do HMC, da Organização de Procura de Órgãos (OPO) e das equipes de transplante dos estados envolvidos. A destinação dos órgãos segue critérios do Sistema Nacional de Transplantes (SNT), que considera compatibilidade e gravidade dos pacientes na fila. A Prefeitura reforça a importância de conversar com a família sobre a doação de órgãos. A autorização familiar é indispensável para que o processo ocorra e possa transformar perdas em esperança para outras vidas.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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