AGRONEGÓCIO

Mercado do café inicia sexta-feira com ganhos moderados em meio a cenário de maior oferta

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Cenário internacional favorece perspectiva de maior oferta

De acordo com informações da agência Bloomberg, os preços do café foram impulsionados por uma avaliação mais otimista em relação à oferta global, especialmente para o café robusta. Os embarques do Vietnã, principal exportador da variedade, cresceram 11% em abril, e as exportações de Uganda também avançaram nesta temporada. Esses fatores contribuem para a recomposição dos estoques monitorados pelas bolsas de commodities, ajudando a conter pressões altistas mais acentuadas.

Safra brasileira de arábica pode não cair tanto quanto o previsto

Embora a expectativa inicial fosse de queda na produção de café arábica no Brasil para 2025, representantes da Illycaffè apontam que as chuvas registradas em abril podem ter favorecido a recuperação das lavouras. Ainda assim, há uma preocupação com o aumento de grãos chochos, o que pode afetar a qualidade da colheita. Segundo Andrea Illy, presidente da empresa, mesmo com uma eventual redução na safra brasileira, os atuais níveis de preços em Nova York não se justificam.

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Produtores ainda lidam com altos custos de produção

O engenheiro agrônomo e consultor em cafeicultura, Jonas Ferraresso, destaca que, apesar dos preços mais favoráveis neste momento, os cafeicultores ainda enfrentam grandes desafios com os custos de produção. “Os preços atuais apenas agora começam a permitir uma recapitalização dos produtores, tanto no Brasil quanto em outras partes do mundo”, explica. Ferraresso alerta ainda que uma queda acentuada nas cotações poderia ser desastrosa para muitas propriedades a médio prazo.

Cotações nas bolsas internacionais nesta sexta-feira

Por volta das 8h40 (horário de Brasília), os contratos futuros do café arábica apresentavam as seguintes variações:

  • Maio/25: alta de 160 pontos, cotado a 397,80 cents/lbp
  • Julho/25: alta de 45 pontos, cotado a 387,80 cents/lbp
  • Setembro/25: alta de 40 pontos, cotado a 382,20 cents/lbp
  • Dezembro/25: alta de 40 pontos, cotado a 374,65 cents/lbp

Já o café robusta registrava oscilações nos contratos:

  • Maio/25: queda de US$ 2, cotado a US$ 5.233/tonelada
  • Julho/25: alta de US$ 16, cotado a US$ 5.281/tonelada
  • Setembro/25: alta de US$ 19, cotado a US$ 5.232/tonelada
  • Novembro/25: alta de US$ 21, cotado a US$ 5.171/tonelada
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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Exportações do agro brasileiro avançam em abril e soja lidera embarques, aponta ANEC

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O Brasil segue com ritmo acelerado nas exportações do agronegócio em 2026, com destaque para a soja e o milho, segundo dados da Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (ANEC). O relatório da Semana 16 mostra avanço consistente nos embarques e reforça o protagonismo do país no comércio global de grãos.

Embarques semanais superam 3,4 milhões de toneladas de soja

Na semana de 19 a 25 de abril, os embarques brasileiros de soja somaram cerca de 3,48 milhões de toneladas. Para o período seguinte, entre 26 de abril e 2 de maio, a projeção indica aumento para aproximadamente 4,46 milhões de toneladas.

Os dados refletem a intensificação da logística portuária, com destaque para:

  • Porto de Santos: maior volume embarcado, superando 1,4 milhão de toneladas de soja
  • Paranaguá: mais de 400 mil toneladas
  • Barcarena e São Luís/Itaqui: forte participação no escoamento pelo Arco Norte

Além da soja, o farelo e o milho também apresentaram movimentação relevante nos principais portos do país.

Exportações crescem em abril e reforçam tendência positiva em 2026

No acumulado mensal, abril deve registrar entre 18,0 milhões e 20 milhões de toneladas exportadas, considerando todos os produtos analisados.

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Entre os destaques:

  • Soja: cerca de 14,9 milhões de toneladas embarcadas
  • Milho: 2,75 milhões de toneladas
  • Farelo de soja: volumes mais modestos, mas com recuperação frente a meses anteriores

No acumulado do ano, o Brasil já soma mais de 41 milhões de toneladas exportadas de soja, mantendo desempenho robusto no mercado internacional.

Comparativo com 2025 mostra avanço nas exportações

Os dados da ANEC indicam crescimento relevante frente ao ano anterior, especialmente no primeiro quadrimestre:

  • Janeiro: alta expressiva nos embarques
  • Março e abril: consolidação do crescimento
  • Fevereiro: leve recuo pontual

Em abril, o volume exportado supera em mais de 2,3 milhões de toneladas o registrado no mesmo período de 2025.

China segue como principal destino da soja brasileira

A demanda internacional permanece aquecida, com forte concentração nas compras chinesas. Entre janeiro e março de 2026:

  • China: responsável por 75% das importações de soja brasileira
  • Espanha e Turquia: aparecem na sequência, com participações menores
  • Países asiáticos e do Oriente Médio ampliam presença
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No caso do milho, os principais destinos incluem Egito, Vietnã e Irã, reforçando a diversificação dos mercados compradores.

Logística e demanda sustentam desempenho do agro

O avanço das exportações brasileiras está diretamente ligado à combinação de fatores como:

  • Safra robusta
  • Demanda internacional aquecida
  • Eficiência logística, com maior uso de portos do Norte

A tendência é de manutenção do ritmo positivo ao longo dos próximos meses, especialmente com o avanço da comercialização da safra e a continuidade da demanda global por grãos brasileiros.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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