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Ceaflor amplia produção e aposta em flores variadas para atender alta demanda no Dia das Mães

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Em 2025, a expectativa é de crescimento entre 8% e 10% nas vendas em comparação ao ano anterior, segundo o Instituto Brasileiro de Floricultura (Ibraflor). No Ceaflor, um dos maiores centros de distribuição do setor, produtores aumentaram a oferta em até 20% para garantir o abastecimento e atender à crescente demanda dos consumidores.

Expectativa positiva impulsiona produção no Ceaflor

O Dia das Mães representa 16% de todo o volume anual comercializado pelo setor de flores no Brasil. Com base nessa relevância, diversos produtores do Ceaflor, em Holambra (SP), ampliaram sua produção, refletindo o otimismo dos comerciantes.

“O Dia das Mães é uma oportunidade única para o setor. Estamos confiantes e preparados para atender à demanda com produtos de alta qualidade”, afirma Antônio Carlos Rodrigues, presidente do Ceaflor.

Rosas, orquídeas e flores de corte lideram as vendas

As rosas e orquídeas continuam sendo as flores mais procuradas nesta data, mas há uma grande diversidade de espécies disponíveis. Entre as flores de corte, alstromérias têm boa saída, enquanto entre as plantas em vasos, violetas, begônias, kalanchoes e suculentas ganham destaque por sua beleza e praticidade.

Daniel Silva, da Flor Fácil, espera um aumento de 20% nas vendas em comparação a 2024. “O Dia da Mulher foi excelente e, seguindo o ritmo do setor, o Dia das Mães também deve trazer ótimos resultados”, comenta.

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Para facilitar a logística e impulsionar as vendas, a empresa lançou o projeto “Pronto para você”, oferecendo buquês, arranjos e maços prontos para floriculturas, garden centers e empresas do setor corporativo. “Com esse serviço, os lojistas podem antecipar seus pedidos e receber os produtos prontos para a venda”, explica.

Flores em vasos ganham espaço com beleza e praticidade

As violetas, conhecidas por sua delicadeza e preço acessível, vêm se destacando entre as opções em vaso. O produtor Edson Vital, da Vital Flores e Plantas, aumentou em 20% sua produção, mas mesmo assim não conseguiu atender toda a demanda. “Com o clima favorável, conseguimos flores muito bonitas, mas nossa produção só será suficiente para cerca de 70% dos clientes”, afirma.

As suculentas também seguem em alta. Os produtores Tamara Cristina Baitelo e Leandro Becalete Rizzoni, da Amantiquira Plantas Ornamentais, prepararam 300 mil unidades no pote 6 — tamanho muito procurado por sua praticidade e custo-benefício. O volume representa um crescimento de 15% em relação ao ano anterior. “Nossa capacidade total é de 400 mil unidades, então ainda temos margem para expandir”, explica Tamara.

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Orquídeas sofrem com o clima quente e têm oferta reduzida

Apesar da grande procura, as orquídeas enfrentaram um obstáculo importante neste ano: o clima quente registrado no início de 2025 afetou o ciclo produtivo. O produtor Paulo Masato Fujiwara, da Flora Fuji, relata que planejava ampliar sua produção em 30%, mas teve uma redução de 10% no volume final. “Estamos vendendo tudo o que temos disponível, mas poderíamos ter comercializado muito mais”, diz.

Com a escassez, o preço médio das orquídeas subiu cerca de 30%. A alta procura pelo produto se intensificou especialmente após a quebra de produção de outros fornecedores, o que aumentou ainda mais a demanda pela Flora Fuji.

Variedade e personalização para todos os estilos de presente

Para atender aos diferentes perfis de consumidores, os produtores e comerciantes do Ceaflor oferecem uma ampla gama de flores, plantas ornamentais e acessórios para floricultura. Seja em buquês prontos, arranjos personalizados ou plantas em vaso, as opções atendem a todos os gostos e orçamentos, tornando possível homenagear com afeto as mães de todo o Brasil neste 11 de maio.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Brasil soma 700 novos mercados e R$ 20 bilhões em negócios mesmo sob pressão de tarifas

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As novas autorizações para vender produtos do agro brasileiro no exterior já geraram mais de R$ 20 bilhões em negócios desde janeiro de 2023, segundo o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa). O balanço, anunciado nesta terça-feira (13.10), acompanha a marca de 700 aberturas de mercado. Para produtores e empresas, o avanço amplia as opções de compradores num momento em que tarifas e outras restrições encarecem as vendas internacionais.

O número exige uma distinção: são 700 autorizações para produtos em diferentes destinos, e não 700 países. Um mesmo país pode liberar a compra de carnes, frutas e sementes, por exemplo, e aparecer várias vezes na conta. Cada aprovação permite disputar um mercado, mas ainda é preciso encontrar comprador e acertar preço, frete e condições de entrega.

Os R$ 20 bilhões mostram que parte dessas oportunidades já virou negócio. O valor, porém, não permite calcular quanto as aberturas acrescentaram às exportações totais do Brasil. Uma venda a um novo destino pode representar produção adicional ou substituir um embarque antes enviado a outro comprador. O balanço também reúne negócios de quase quatro anos; não é o resultado apenas de 2026.

Entre as liberações recentes está a venda de pescado brasileiro aos Emirados Árabes Unidos, tanto de captura quanto de criação. Também foram autorizados o mamão fresco para o Kuwait e o milho em grãos para a Síria. São oportunidades para cadeias diferentes, cujo retorno dependerá do tamanho das encomendas e do custo de atender cada comprador.

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A busca por alternativas ganha peso porque um aumento de tarifa pode interromper pedidos mesmo quando há produto disponível. Entre os efeitos estão o adiamento de compras, a renegociação de contratos e a redução do ganho das empresas. Para quem produz, o risco é ter mercadoria pronta e encontrar condições de venda piores do que as previstas.

Ter mais compradores ajuda a reduzir esse risco e dá alternativas quando um destino restringe as compras. A concentração ainda é relevante: em 2025, a China respondeu por 32,7% das exportações do agronegócio brasileiro, quase um terço do total, segundo o Mapa.

Produtos do agro com muitos compradores internacionais tendem a encontrar alternativas com mais facilidade do que mercadorias feitas para clientes específicos. Ainda assim, trocar de destino não assegura a manutenção do preço. Um novo comprador pode pagar menos, exigir outro padrão de produto ou estar mais longe, aumentando a conta do transporte.

Embora a tarifa seja cobrada no país importador, o exportador brasileiro também pode pagar parte dessa conta. Se houver fornecedores concorrentes, o comprador pode exigir um desconto para manter o pedido. O negócio continua, mas sobra menos dinheiro para a cadeia que produziu e entregou a mercadoria.

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Por isso, o efeito sobre o campo precisa ser medido também pelo preço recebido e pelos custos, além do volume exportado. Vender mais toneladas não garante maior renda: frete caro, descontos e despesas de produção podem consumir o ganho. Os R$ 20 bilhões anunciados são negócios realizados, não lucro dos produtores.

Há despesas antes mesmo do primeiro embarque. Certificações, comprovação da origem, adaptação de embalagens e transporte precisam entrar na conta. No pescado e nas frutas, por exemplo, a conservação durante a viagem pesa na viabilidade da venda. A autorização sanitária elimina uma barreira, mas não resolve toda a operação.

Produtores, cooperativas e agroindústrias também precisam manter registros que comprovem de onde vem o produto e como foi produzido. Essas informações podem ser condição para entrar e continuar no mercado. Organizar a documentação antes de negociar ajuda a evitar que uma oportunidade seja perdida por falta de comprovação.

Para 2027, a ampliação dos destinos oferece alternativas diante de novas restrições comerciais. O resultado para o produtor dependerá de transformar essas permissões em pedidos regulares, com preços que cubram os custos. A próxima medida do avanço será quanto cada mercado compra — e quanto dessa venda chega à renda de quem produz.

Fonte: Pensar Agro

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